Bali – Lótus, Arrozais, Música, Templos, Misticismo e Hospitalidade. O que mais esperar de um lugar?

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

Já faz quase 8 meses que voltamos de Bali e estou ensaiando para finalmente terminar os posts sobre nossa viagem para o sudeste asiático. E não haveria melhor forma de se terminar esse passeio, senão indo a um dos lugares mais especiais do mundo. Digo “especial” pois não consegui encontrar outro adjetivo que somasse todas as qualidades que o destino possui.

Como chegar?

Não é difícil chegar a um lugar onde todo mundo quer ir. Bali fica na Indonésia, que é um país ao sul da Tailândia e da Malásia e ao norte da Austrália. Dá prá chegar lá vindo de Bangkok, Cingapura e Kuala Lumpur. A capital, Jacarta, pode até ter seus atrativos, mas não acredito que muitas pessoas com interesse em Bali passem por lá.

Brasileiros precisam de visto, que pode ser pego no aeroporto (visa on arrival) por 25 USD, por até 30 dias de estadia. Fique com umas rúpias na carteira para pagar uma taxa de saída do país de 150.000 Rps (cheque o valor antes de viajar). Caso contrário, vão te dar uma cotação altamente ruim para trocar dólares ou euros ali na hora.

O que é?

Erroneamente eu, e acredito que muitas outras pessoas também, imaginam Bali como um destino idílico, com praias sensacionais e maravilhosas. Bali até tem praias, notadamente em Kuta e Nusa Dua, mas não vá lá para ir prá praia. De passagem, vou colocar umas fotos de um resort muito bom em que ficamos, em Nusa Dua, mas não é o forte do lugar. Existem praias muito mais bonitas na Tailândia, por exemplo. De ouvir falar (sem ir) soube que o litoral Malaio e mesmo o Cambojano, também possuem atrativos mais belos.

Kuta  (não fomos) é o local mais descolado da ilha. Existem boas praias para a prática de surf (é lá que quem gosta do esporte fica) e muitos bares, cafés e baladas. Digamos que seja o lugar mais baladeiro de Bali.

Seminyak é ao lado de Kuta (também não fomos) e é um outro local bastante turístico (principalmente misturado com Kuta). Bares, cafés e restaurantes também tornam o local bastante frequentado por turistas que querem um pouco mais de agito, coisa difícil em Ubud e Nusa Dua.

Ubud é a capital cultural da ilha, o lugar onde você deve ir. Nusa Dua tem praias e resorts a perder de vista e pode valer a pena para um descanso depois de andar muito.

Bali é uma ilha pequena. A parte centro-sul (que é a mais turística) não tem mais do que 50 km de distância. Entre Ubud e Nusa Dua são 50 km. O aeroporto, em Denpasar, capital da ilha, fica mais próximo de Nusa Dua e Kuta (uns 15 km). Ubud dista aproximadamente 35 km. O problema é o trânsito. Considere gastar, facilmente, de 2 a 3 horas nesse percurso. Ainda mais dependendo do seu motorista….

A praia de Nusa Dua. Feia, não é, mas não vale atravessar o mundo por ela…

Como se locomover?

Quando chegamos lá, havia um monte de placas dizendo que seria construído um metrô entre Denpasar e Kuta. As obras estavam andando, pelo menos parecia…

Bom, sem muitas delongas, esqueça transporte coletivo. Em Bali você vai precisar de um meio de transporte próprio. Pode até alugar um carro (o que não é nada aconselhável, já que a mão é inglesa e as vielas para tráfego muito apertadas). Frequentemente só passa um carro. O pessoal de lá anda muito devagar (não passam de 30 km/h) e buzinando o tempo todo. Curvas fortes, onde não se tem visão do outro lado e pistas estreitas, onde só passa um carro, são o sistema viário do país.

A solução, portanto, é alugar um carro com motorista. Por uns USD 40 você consegue fazer isso sem dificuldade. O sujeito te pega cedo no hotel, te leva onde você quiser (e te fala os lugares legais, é claro) e te leva de volta no fim do dia.

Os mais aventureiros podem querer alugar motos (muito comuns por lá). Tendo em mente que a mão é inglesa, pode ser uma outra solução interessante para passear bastante. O pessoal não dirige muito bem (acho que eles têm muito medo de acidentes). Prepare-se para muita cautela ao dirigir.

Nós optamos pelo carro com motorista no dia em que passeamos pela região de Ubud e depois no transfer até Nusa Dua. Do aeroporto ao hotel eu tinha conversado com um sujeito pela internet, com informações no tripadvisor. Mas, infelizmente, ele abusava de não saber dirigir e tivemos que dispensá-lo. O problema é que o cara tinha alugado um carro para fazer nosso transporte e eu ainda tive que reembolsá-lo pelo seu prejuízo. Mas, ainda assim, foi melhor do que ficar com ele.

Eu não iria chegar em lugar nenhum com aquele motorista. Olhem só o que eu perderia?

Quando ir?

Você, meu caro leitor, minha cara leitora, não vai querer sair da sua casinha quentinha (ou fresquinha dependendo da estação do ano), montar num avião, fazer, pelo menos duas escalas, encarar 30 horas entre aeroportos e voos, para chegar num lugar e só tomar chuva, não é? Ah, mas todo lugar está sujeito a chuvas em qualquer época, uns vão dizer. Tudo bem, isso até faz algum sentido, mas não saia de casa só na fé, achando que os dilúvios que tomam conta do sudeste asiático não vão te pegar…

A chuva começa em dezembro e vai até abril. Entre dezembro e fevereiro chove muito. A partir do final de março começa a melhorar. Época boa para visitar? Entre abril e maio, antes da alta temporada, que começa em junho e vai até setembro.

O restante do sudeste asiático (Tailândia, Camboja, Laos e Vietnã) tem a temporada de chuvas em oposição a Bali. Assim, para combinar os destinos, só mesmo indo em março/abril. Daí prá frente chove muito por lá enquanto Bali entra no período seco. É preciso planejamento para não pegar Bangkok, só a título de exemplo, alagada, depois de vir de Bali.

Quanto tempo e onde ficar?

Uma viagem completa a Bali, incluindo Ubud, Kuta, Seminyak, Nusa Dua, vulcões e etc., deveria levar uma semana, ao menos. Pela experiência que tive, ficaria uns 5 dias. Uns 2 em Ubud, faria um passeio por Kuta e Seminyak e descansaria outros dois dias em Nusa Dua. As paisagens são muito bonitas, mas os templos, apesar de diferentes conotações são, aos nossos olhos, muito parecidos uns com os outros. Para quem é realmente aficionado por eles, pode requerer um tempo maior. Deve pensar em um tempo maior, também, quem pensa em fazer turismo de meditação, yoga e contemplação, por exemplo. No hotel em que ficamos havia um grupo de australianos que permaneceu uma semana em Bali só fazendo yoga. Também é válido!

Em relação a onde ficar, Bali exige um turismo itinerante. Não dá para montar base em Ubud e tentar conhecer tudo de lá, em razão do trânsito caótico. Um passeio Ubud – Nusa Dua tomaria mais de metade do seu dia útil (umas 6 horas). Nusa Dua e Kuta já são mais próximas (mas são os lugares piores em relação a trânsito). Enfim, tem que ficar fazendo e desfazendo mala o tempo todo, senão a perda de tempo será imensa.

Ubud

Depois de dar todas as dicas práticas para você fazer uma viagem feliz, vamos àlgumas descrições de lugares. Ubud é, sem sombra de dúvidas, o lugar mais relevante de Bali. Tendo pouco tempo, vá só para lá que a essência de Bali já estará com você.

A formação cultural de Bali vem dos hindus que, em fuga da perseguição religiosa da maioria muçulmana, se instalou lá. Assim, a população de Bali é majoritariamente (quase totalmente) hinduísta. Mas é um hinduísmo à moda balinesa. Viemos de Cingapura e há uma enorme diferença entre os templos e o modo de vida das pessoas. Os deuses são os mesmos, mas os rituais são diferentes.

Isso porque cada casa em Bali é um templo. Os terrenos são grandes (para quem tem mais dinheiro, é claro) e a cultura de Bali requer que sejam construídos três templos para cada pessoa. Um para quando ela nasce, outro quando se casa e um terceiro quando morre. Há toda uma mística que envolve as cerimônias, que ocorrem nas ruas. Não há sepultamentos, uma vez que as pessoas, na maior parte das vezes são cremadas. E esses rituais são cercados de muitos adornos, comidas, bebidas e cores.

Assim, é bastante comum se ver rituais nas ruas, com cortejos até os locais onde os corpos serão cremados. A religiosidade se mistura com a cultura, num mix muito interessante que modula todo o meio de vida. Viver em Bali é estar imerso em toda essa riqueza de sons, cores e aromas.

Ali, também, é onde fica a maior parte dos artesãos de Bali. Espelhos maravilhosos, esculturas, pinturas, móveis e objetos de decoração tomam conta das ruas de Ubud. A Monkey Forest Road, que dá direto no templo da floresta onde os macacos andam livremente, é cheia de lojinhas onde todo esse artesanato é vendido.

Falando um pouco sobre esse local, realmente é muito interessante ver a veneração aos símios. A macacada fica solta (e é esperta, então cuidado com comidas e bebidas por lá) e faz o que quer. Há estátuas de macacos por todos os lados e até um cemitério para os que falecem. O respeito com os animais é transformado em veneração. É um lugar feito para que eles sejam soltos, mas também serve para que sejam cultuados…

Monkey Forest

No centro de Ubud, no início da Monkey Forest Road, está o Café Lótus. É um restaurante que está de frente a um lago cheio de flores de lótus. No fim há um templo e um palco onde são feitas apresentações de danças típicas. A comida é diferente, e a dança muito bonita. É um belíssimo espetáculo.

No hotel me disseram que havia diversos shows de danças típicas e que era só escolher algum lugar entre os cafés e hoteis de Ubud. Escolhemos esse muito em razão do ambiente e da beleza do jardim. Não nos arrependemos do espetáculo.

Em nosso segundo dia por lá, percorremos os campos de arroz e alguns templos próximos de Ubud. Nesse caso, a escolha é muito particular. Eu tinha um mapa onde estavam os vários Puri (Puri é Templo em balinês) e fui mais ou menos indicando os lugares. Visitamos alguns templos mais específicos como o da água sagrada e vimos campos de arroz. Na ida entre Ubud e Nusa Dua escolhemos alguns outros templos.

Uma dica: vão te exigir sarong (aquela saia) em todos eles. Em alguns, além da saia, vão querer que você cubra também a cabeça. Alguns templos alugam essas roupas nas suas portas. Mas não compensa. Por 5 USD você compra dois sarongs e entra em todos sem dor de cabeça. Em cada um deles há tendas com vendedores ambulantes. Vá na fé!

Fotos? Finalmente, né, depois de tanto falatório (escrito – hehehehehe)

200 e poucos degraus, em cada sentido, para chegar no templo

Não há como não voltar de cabeça aberta de um lugar como este. A viagem é absolutamente maravilhosa e contemplativa. O modo de vida das pessoas é diferente. O jeito como veem o mundo, também. Tanto é que eu nem me preocupei tanto em anotar os nomes dos templos porque cada um tem um significado e são milhares espalhados pela ilha. A crença deles em cada detalhe da sua cultura e religião, o cuidado com os detalhes, a cortesia e educação com os turistas, o modo de servir, enfim, tudo isso torna Bali um lugar mais do que especial…

A única tristeza é a pobreza da população. Infelizmente as pessoas são pobres. Mas, como em todo sudeste asiático, a pobreza não é motivo para não viver e, a seu modo, tenho certeza de que todos são muito felizes…

Sala de aula de crianças em Ubud

Canal de água que irriga os campos de arroz

Como não poderia deixar de ser, voltamos apaixonados por Ubud (além de termos feito ótimas compras de espelhos…)

Mais fotos?

Nusa Dua

Sinceramente, parece que em todo lugar pobre é necessário se fechar dentro de muros para garantir a segurança, como se as pessoas do lado de fora fossem inimigas. Até entendo isso em determinadas situações (guerra ou quase guerra, como vivemos no Brasil) mas, de qualquer forma, é algo que nos entristece.

Nusa Dua é um condomínio de resorts, fechados com segurança privada, de frente para a praia. Para entrar no condomínio os carros são revistados (porta-malas inclusive) e as pessoas precisam se identificar. O motivo? Houve tentativa do disparo de bombas lá dentro, num suposto atentado terrorista (só soube disso, muito discretamente, quando o fotógrafo do hotel me disse o motivo de tamanha segurança num lugar daqueles).

Como disse, a praia é bonita, e há alguma restaurantes do lado de fora do condomínio (muito mais baratos do que os hoteis). Nesse caso, há ainda uma diferença: em geral, comer em hotel é mais caro do que na rua, mas não muito. Há um ágio natural pelos serviços, mas nada proibitivo. Em Bali, como tudo é bem mais barato do que aqui, comer no hotel significa pagar um ágio absurdo, coisa de dobro ou triplo do que se pagaria na rua por uma refeição semelhante. Os preços dos grandes hoteis de rede (ficamos no Nusa Dua Beach Hotel e recomendo) são dolarizados, quase indexados às suas matrizes. Assim, fica muito caro comer por lá (apesar de termos feito isso uma vez, com um jantar à beira mar muito legal).

De resto, ficam as fotos, já que tiramos os dois dias para descanso, praia e piscina. O mar é tranquilo e quente, apesar de estar com muitas algas nos dias em que estivemos por lá. O hotel estava bem tranquilo…

Restaurante na rua: ótima comida por 1/3 do preço do hotel…

Como planejar sua viagem pelo Sudeste Asiático

Se você, como eu, tem muita vontade de conhecer esta parte do mundo, o post aqui vai dar uma mão em como montar um roteiro para viajar pelo Sudeste Asiático.

Antes de mais nada, farei posts específicos sobre o roteiro que eu fiz por lá. Este será o introdutório para os posts sobre cada lugar. Por isso ele será genérico, passando apenas por cima de alguns lugares onde andamos…

Como chegar?

De antemão, saiba que uma viagem para lá não vai levar menos de 24 horas. Isso se você estiver em São Paulo ou no Rio. Se precisar fazer uma conexão com um desses lugares, vai levar mais tempo. Se você não for para Bangkok, Singapura (vou grafar com S para seguir o padrão local, apesar de se escrever com C em português) ou Kuala Lumpur no início, idem.

Há duas opções mais comuns de se ir para lá: uma delas (e mais próxima) é ir pela África do Sul. Você vai do Brasil até Joanesburgo e de lá consegue uma rota direta para Bangkok ou para Singapura. Porém é a menos usada, já que existe só uma empresa que faz a rota de SP – JNB e o custo pode ficar maior.

A segunda opção mais comum é ir pela Europa. Barcelona, pela Singapore, é que mais se aproxima de um vôo direto. A aeronave faz uma escala de 2 horas e segue caminho.

Dá prá ir para ambos lugares (Singapura e Bangkok) de quase qualquer grande capital europeia. Para Kuala Lumpur, a KLM tem uma rota direta de Amsterdã. Assim, teste nos consolidadores quem está com a tarifa mais em conta.

Pode-se tentar uma parada na Europa. Isso só é complicado porque a temperatura na Europa na época recomendada para se ir para a Ásia é gélida…

Quando ir?

O clima é tropical (os países estão muito próximos do Equador). Assim, a época recomendada (menos chuva) é de novembro a abril. O meio do ano é muito chuvoso, fato que pode atrapalhar uma viagem de praia ou muitos passeios a céu aberto…

Por onde começar?

Confesso que essa era uma grande preocupação que tive. A diferença cultural é absurda entre o que temos aqui e lá. Muitos blogueiros (alguns brasileiros que foram prá lá, p. ex.) apontam que começar por Singapura pode ser melhor, porque é a Ásia mais ocidentalizada que temos. Há uma lenda de que Bangkok é um “ame ou odeie”.

Bom, na minha humilde opinião é ABSOLUTAMENTE indiferente começar por Singapura ou Bangkok. Esse papo de que Bangkok é complicada, etc, é lenda. Bangkok é uma metrópole, imensa, com trânsito caótico. Mas isto também gera facilidades. Há farta culinária internacional, os táxis funcionam razoavelmente bem e há um skytrain que corta uma parte interessante para quem vai turistar. Nós não estivemos na Khao San Road (meca do turismo backpacker) porque fomos no meio do Songkran, ano novo tailandês, que é EFUSIVAMENTE comemorado nas ruas com guerras de água. Assim, a bateção de perna ficou limitada porque a gente não estava no clima de celebrar com água e farinha o dia inteiro. Talvez ficando naquele lugar você tenha uma impressão mais “pitoresca” da cidade. Se quer algo comum, procure a região de Siam ou a Silom Square e seja feliz.

Se a opção for iniciar por Singapura, também vale o que foi falado acima. Nenhuma das duas morde. Singapura é mais organizada do que Bangkok, estilo Europa e EUA. Tudo se faz de metrô, muito boa sinalização, etc. Mas as dificuldades culturais existem do mesmo jeito. Escolher um bairro étnico para se hospedar (Little India ou Chinatown, p. ex.) vai ser diferente. Se quiser sentir modernidade (e shoppings) tem também.

Kuala Lumpur eu não conheci, apenas o aeroporto low cost, que é ruim, mas de inevitável passagem…

Como organizar o roteiro?

Todo roteiro, para ficar bom, precisa ter o mínimo de escalas possível nas rotas aéreas. Isso torna a viagem menos cansativa e menos sujeita a intempéries climáticas, de teto ou atrasos (dois vôos são duas possibilidades de problemas).

Assim, tenha em mente que a malha aérea do sudeste Asiático é muito centrada em Singapura-Bangkok-Kuala Lumpur. Isso não significa que chegar em outras cidades seja difícil, mas sim que quase sempre demandará uma escala/conexão em um desses três lugares.

Singapura é sede da Singapore Airlines e da Tiger Airways. Se a Singapore é uma companhia 5 estrelas e foca em vôos de longa distância, a Tiger cobre razoavelmente bem os locais de interesse turístico a partir de Singapura. É provável que você chegará onde quiser de lá sem paradas.

Bangkok é uma das sedes da Airasia, maior low cost do continente e que provavelmente será muito utilizada por você. Eles usam o aeroporto Don Mueang, não o novo, Suvarnabhumi. Apesar do novo ser melhor, não é problema usar DMK. Pequeno, mas funcional. Bangkok, portanto, poderá ser uma parada em algum momento da viagem.

Kuala Lumpur é a sede da Airasia. Assim, será outro local por onde você terá que passar. Diria que KLIA (nome do aeroporto de lá) é mais certeza de passagem do que DMK. É um aeroporto horroroso e muito lotado (o terminal low cost). Prepare-se, mas você sobrevieverá.

O que levar na mala?

Quando montei meu roteiro, não achei referências sobre o assunto, e fui completamente mirim ao montar minha mala.

Esqueça calças jeans (leve uma ou vá com ela que será suficiente), camisetas polo (a não ser que você seja ultra formal) e muitos pares de tênis (vá com um e seja feliz). O lugar é um calor insuportável, daqueles que eu nunca peguei na vida (não conheço Manaus, mas as latitudes são próximas) e não tem como usar roupa pesada. Além disso, a andança é imensa, bem como a poeira (se for visitar algum sítio arqueológico, p.ex.) o que torna tudo dispensável. Leve shorts e camisetas leves. É mais do que suficiente.

O único perrengue que você terá será para entrar em templos. Em Bangkok é preciso se cobrir todo para entrar no Grand Palace, por exemplo. Em Bali o sarong é essencial. Mas nos “n” mercados que cada cidade vai ter pelo caminho será muito fácil comprar isso. Não se preocupe.

O que visitar?

Roteiro é pessoal, assim não dá prá dar modelo pronto. Existem muitos países por lá e cada um adequa às suas necessidades. Estivemos em Singapura, no Camboja, Tailândia e Bali. Gostei muito da viagem e das experiências…

Transporte

Não é algo com o qual você tenha que se preocupar exaustivamente, mas é bom saber as peculiaridades de cada lugar. Em Singapura o binômio trem-táxi, funciona bem. Dá prá usar metrô o tempo todo e complementar eventualmente com algum táxi. Camboja é tuk-tuk (a não ser que você queira usar táxi, que tem também). Tailândia é táxi e em Bangkok tuk-tuk e táxi (os tuk tuks são mais caros que os táxis). Em Bali o esquema é alugar um carro ou um carro com motorista. A segunda opção é mais recomendável.

Comida

Tem comida internacional em todos os lugares. Talvez você não encontre em restaurantes muito populares, mas em locais turísticos comer não será problema. O tempero dos caras é adocicado (na comida deles, não na ocidental, que tem tempero normal). Não será problema, também.

É isto. A partir do momento que eu for fazendo os posts separados de cada lugar, colocarei mais informações específicas. Com esse aqui já dá prá começar a pensar no périplo! 🙂