Tulum – Pertinho de Playa existem ruínas!

Tulum

Tulum é/foi (gostei disso) uma cidade maia fortificada, de frente para o mar azul do Caribe. Foi um dos lugares mais belos que visitamos durante nossa viagem pelo México.

É um sítio arqueológico que, além de ruínas, possui um visual estonteante do mar caribenho. E ainda permite um banho de mar!

Não há relatos de que os maias usavam a praia para recreação. O objetivo de terem feito a cidade ao lado do mar foi para fins de defesa (dificultando o acesso de inimigos e facilitando sua visualização) e de comércio (eles navegavam com suas canoas pela costa para realizarem trocas com outros povos).

É um local belíssimo, com muitos prédios, mas menor do que Chichen Itzá. Na verdade, parece mais com uma cidade, sem tantos edifícios de observação como Chichen…

Aqui vão as fotos:

A maquete acima mostra como está o sítio arqueológico (ainda sendo escavado). A cidade era toda fortificada, com torres de observação e poucas entradas. Essas entradas eram baixas (o homem maia era pequeno em tamanho, entre 1,50 e 1,60 m de altura e troncudo) o que dificultava também a entrada de outros povos.

Existiam prédios grandes onde moravam as famílias mais ricas e outros nem tanto, onde moravam os trabalhadores. Tudo era feito de pedra.

O mar era usado como rota de comércio e a entrada na cidade era difícil pelo mar. Há uma fenda logo na frente da praia que era o local por onde as embarcações poderiam entrar sem encalhar. Lembrando que circundando a costa mexicana há uma barreira de corais só menor do que a australiana, o que causava muitos afundamentos. A canoa maia também era frágil e se colidisse com algum ponto da barreira poderia até matar os navegantes. Isso também dava proteção aos moradores, na medida em que aqueles que não conhecessem o mar certamente naufragariam por ali…

Este mar aí é o que a gente ganha de presente quando visita o lugar. É realmente muito bonito.

Para chegar até lá de Playa é só ir sentido sul, seguindo as placas. Fica próximo, coisa de 60 km. Logo na entrada do parque há um estacionamento e a bilheteria. Depois se caminha por mais ou menos uns 600 metros até chegar ao sítio arqueológico propriamente dito.

Se estiver sem carro há inúmeras opções de excursões tanto de Playa del Carmen, quanto de Cancún. Se for visitar os dois, é mais próximo de Playa del Carmen. Na quinta avenida vendem muitos passeios.

Como desta vez fugi do mico e fui por conta própria, não tive nenhum perrengue digno de nota. Mas acredito que as operadoras de turismo devam fazer algo similar a Chichen. Há muitos cenotes na rota, o que permite a visitação conjunta também com Tulum.

Existe, ainda, uma cidade chamada Tulum, que também faz parte da Riviera Maia. Há praias quase desertas e estrutura mais rústica do que em Cancún e Playa del Carmen. Não fui até lá, então posso descrever o lugar.

Tulum merece sua visita!

Chichen Itzá – Vá, mas fuja do mico!

Chichen Itzá é/foi uma cidade maia, localizada na Península de Yucatán. Dista uns 200 km de Cancún, que podem ser percorridos em aproximadamente 2 horas e meia de carro ou num ônibus de turismo, numa das muitas excursões que saem diariamente de Cancún.

Antes de irmos a Cancún, recebemos informações meio conflitantes sobre a melhor forma de se ir até lá. Uma delas dizia que não valia a pena fazer a viagem de excursão, pois era uma saga interminável. Outras diziam que o melhor seria ir de ônibus, já que daria paral descansar na volta.

Enfim, optamos por ir de excursão (parecia ser a melhor opção no momento) ao invés de irmos de carro alugado. Indo de carro, há dois pedágios interstaduais, na faixa de USD 28 de gasto total mais os custos do combustível. No fim, dava praticamente no mesmo.

Também pegando informações na internet, resolvemos comprar a excursão do Alvaro Tours, muito bem recomendado em outros blogs e fóruns (e por mim também). Eles falam um portunhol decente e organizam o possível. Fui para lá pensando em pegar uma excursão especial que eles possuem, em português, chamada Chichen Especial. Pois bem, chegando lá, descobri que as reservas eram feitas pela internet e que os passeios para os próximos dias estavam lotados (esse tour sai uma vez ou duas por semana e vai de van, portanto leva menos gente). Tivemos que ir no comum mesmo, com guia em espanhol, almoço e ingressos incluídos, além de pararmos num cenote.

Qual a diferença entre o comum e o especial?

A diferença não é só o guia. O filho do Álvaro, que foi quem nos atendeu, me informou que ele (especial) era mais rápido. O que é clássico no México é o jeito muito próximo do nosso de fazer as coisas. Meio enrolado e com uma série de vendas no caminho. O fim das contas é que esses tours “comuns” ficam parando em lojas de souvenirs na estrada, que são caríssimas e pagam comissão para os guias e para as empresas. Eu já tinha essa informação, mas acabei caindo neste pega turista. O ônibus parou em duas lojas no caminho, dando tempo para “comprarmos regalos típicos maias”…

Aí a lojinha “típica” maia…

E um vendedor de comida local

A velha discussão sobre ir ou não de excursão…

É chato tomar todo esse espaço do post sobre Chichen Itzá para falar de coisas alheias ao próprio sítio arqueológico, mas esse tour é um daqueles típicos em que a gente fica entre a cruz e a espada. Posso dizer que ir de excursão é muito ruim porque o passeio fica hiper corrido e eles nos fazem perder muito tempo com coisas que não fazem o menor sentido. Essas paradas em lojinhas e a demora nos restaurantes, por exemplo, tornam curtas a estada em Chichen Itzá e  no cenote. O tempo da excursão é muito mal gasto, deixando o principal em segundo plano, o que é inadmissível.

Então vale a pena ir de carro? Não sei. Se fosse hoje, eu iria. O problema do carro é a já conhecida má fama da polícia mexicana e suas propinas. Se você andar sempre rigorosamente nos limites de velocidade, provavelmente não será incomodado. Se não, separe “o do guarda” e seja feliz…

Cenote

Cenote é uma caverna/reservatório de água natural, que existe em toda a península de Yucatán. Como a terra por lá é muito porosa, a água da chuva penetra e forma verdadeiros rios subterrâneos. Os maias sabiam disso e usavam os cenotes para obter água. Existe um próximo de Chichen Itzá, chamado “Cenote sagrado” que era usado pelos chefes maias e suas famílias, como balneários.

A água é gélida (mas dá prá entrar e nadar). É uma vista muito bonita e uma sensação incrível estar ali…

Seguem fotos:

Descemos alguns degraus para chegar ao cenote

A foto de cima mostra uma cruz, feita pelos espanhóis. Os maias eram muito religiosos e colocavam altares maias nesses cenotes. Em todos os lugares em que se vê uma cruz, significava que havia um altar maia para adoração, que foi destruído pelos conquistadores espanhóis.

Chichen Itzá, ufa!

Depois da saga das lojinhas, restaurantes e da correria no cenote, finalmente chegamos em Chichen Itzá.

Se você, como eu, não tiver opção e for encarar a excursão, esqueça comprar qualquer souvenir nessas lojas. Compre do pessoal que vende em Chichen (e são muitos, acredite). Lá é tudo INFINITAMENTE mais barato. Aquelas pirâmides clássicas custam, por exemplo, em torno de USD 1.

Nosso guia nos deu uma explicação sobre a pirâmide de Kukulcán e sua construção. É algo impressionante, não só pela imponência, mas também pelo modo como foi feita. São quatro lados equivalentes, com 91 degraus cada, que somados ao topo dão 365, representando os dias do ano. Os maias eram exímios astrônomos e possuíam um controle muito preciso do tempo.

A nossa amiga serpente aí de cima é a representação de Kukulcan, a serpente emplumada que vinha dos céus. Vou citar a definição da wikipedia para o fato:

“Astrônomos corroboraram que durante os primeiros minutos do amanhecer do solstício de Junho (Verão hemisfério norte) e durante um período de 15 minutos, a pirâmide de Kukulcán é iluminada nas fachadas NNE e ESE pelos raios do sol, enquanto as fachadas ONO e SSO permanecem na obscuridade. Por outras palavras, cerca de 50% da pirâmide permanece iluminada e cerca de 50% permanece na obscuridade marcando com este simbolismo o momento exato do solstício.

Este efeito de luz e sombra ocorre de jeito semelhante durante o solstício de Dezembro (Inverno no hemisfério norte), mas no entardecer as fachadas iluminadas são a ONO e SSO, enquanto as fachadas NNE e ESE permanecem na sombra. O fenômeno é devido à orientação de +/- 20° com referência a norte geográfico, e a latitude em onde se encontra situada a pirâmide.”

Vamos ao que o guia me contou:

Nesses lugares, como em todos os sítios arqueológicos pré colombianos, não há informações claras sobre o que aconteceu e nem seus motivos. Esses povos sumiram ou foram conquistados e os maravilhosos espanhois ultra religiosos queimavam todo o conhecimento do lugar, além de quebrar o que achassem que era “satânico”. Acabaram com tudo e deixaram o mundo sem um bom tanto de conhecimento.

Pelo que se especula, o fato dessa serpente ficar iluminada nestas datas era proposital. O efeito que a iluminação dava era o da descida da serpente dos céus para fertilizar a terra no momento de plantio (junho). E depois, em dezembro, ela voltava aos céus, no momento da colheita. Por isso eram efetuadas oferendas e até sacrifícios humanos: em nome de boas colheitas e da perpetuação do povo.

O ÚNICO problema disso tudo foi o fato de a serpente ser considerada o símbolo do pecado para os cristãos. Para os maias ela era o símbolo da vida. Essa questão meramente referencial, fez com que as designações de serpentes (que ocorrem em todas as civilizações pré colombianas) fossem combatidas pelos conquistadores. Isso também ocorreu em Cuzco, com os incas, já que os deuses eram semelhantes.

Enfim, essa pirâmide é o símbolo máximo da cidade e, apenas por ela, já valeria a pena o deslocamento.

Mas tinha mais…

Observatório

As fotos acima indicam o que seria o observatório astrônomico do lugar. Obviamente que foi construído seguindo cálculos matemáticos precisos para uma excelente visualização do céu. Eles eram obcecados com esse negócio de espaço…

Acima há ainda outras fotos de demais lugares. O sítio está sendo escavado e reconstruído, já que foi encontrado todo tomado pelo mato e semi destruído. A pirâmide de Kukulcan já foi bem restaurada, mas ainda faltam algumas das faces.

É um passeio que realmente vale a pena ser feito, independentemente do modo. Se tiver que ser com a excursão, que seja. Se tiver a opção do carro, talvez seja melhor. O que não dá é prá ficar sem ir.

Viva Chichén!

Cancun – O mar é azul, tem shopping e até ruínas por perto!

Sonho de consumo dos brazucas em lua de mel. Alegria dos aniversários de casamento. Balada pros solteiros. Tem Cancún prá todos os gostos…

O que é?

Prá quem já viu episódios do, clássico, Chaves, fica meio sem entender porque lá eles falam tanto de Acapulco e nada de Cancún. Acapulco é/era um balneário típico do pessoal da Cidade do México, já que fica mais próximo da capital (380 km). Cancún fica longe prá burro, mais de 1.500 km de distância.

Nas décadas de 70/80, o governo do México resolveu investir na região com grande potencial turístico. Fez uns hoteis por lá, deu uma infraestrutura e, logo depois, as grandes cadeias se encarregaram de terminar o serviço.

Os americanos, impulsionados por propagandas, começaram a visitar o lugar. Fica relativamente próximo de Miami, mas também não é tão distante do meio do país. Ou seja, geograficamente, é um lugar muito interessante.

Como é?

Existe a cidade de Cancún propriamente dita, que vai até o início do Blv. Kukulcan. O Blv. Kukulcan é onde fica tudo o que é “turístico” em Cancún. É uma Avenida de aproximadamente 20 km de extensão, com praias em ambos os lados e de faixa de terra bem estreita. Ali é que tudo acontece.

O pessoal que opera com turismo ali não aconselha que vamos à cidade de Cancun, fora da chamada “Zona Hotelera”. Dizem que é perigoso. Nós fomos até o Wal Mart de lá e não achamos perigoso. Achamos, sim, pobre e feio. Eles deram uma maquiada na Zona Hotelera, que é um lugar muito aprazível, bonito e aconchegante. Saiu dali, necas.

Onde ficar?

Você muito provavelmente não vai a Cancún fazer turismo sociológico, então quer praia. Neste Blv. de 20 km você certamente vai encontrar uma hospedagem que se enquadre no seu orçamento. Tem hotel prá todo gosto e de todo tipo. O mar será azul para todos!

Já sabendo de tudo isso, a escolha do hotel é ao gosto do freguês. Como a construção começou no início do Blv. Kukulcan, espere encontrar hoteis mais antigos no começo, até o km 6 ou 7. A partir dali começa o fervo, com os restaurantes mais famosos, a Coco Bongo, Señor Frogs e demais casas de shows. Ali, o Blv. faz uma curva e segue em frente. O que significa essa curva?

Significa que os hoteis até ela possuem mar mais calmo e tranquilo, bom para quem quer estilo “piscina”. A partir dali o mar vai ficando mais intenso. Na altura dos kms 12 a 14 (no km 12 está o Shopping La Isla, o mais famoso de lá) o mar é aberto é mais bravo.

Nós ficamos no Marriott, altura do km 14,5. É um excelente hotel, ótima estrutura. Ao lado fica o Hard Rock, hotel de balada o dia todo, mas que não atrapalha quem quer sossego na praia. Antes de ir, já sabia da questão do mar ser mais bravo.

Estes hoteis na parte média para final da Blv. Kukulcan são os mais novos. Vai do gosto do freguês escolher onde ficar.

O que tem prá fazer?

Muitas opções, a maior parte das típicas de praia. Tem o hiper-ultra-power clássico mergulho com os golfinhos (que eu nunca fiz na vida), passeios históricos (Chichen Itzá e Tulum), passeios de barco, snorkel, parques (Xcaret, Xel-Há e Xplor), etc. Além das baladas. Ou seja, dá prá preencher uma semana em Cancún sem marasmo. E dá prá ficar uma semana só no marasmo, curtinho piscina de hotel, serviço de praia e vida boa… Cada um faz o que quiser.

Vou mostrar algumas fotos aqui para o turista entender:

Ah, esqueci de falar que também dá prá casar por lá…

As fotos aéreas e esta piscina com borda infinita são do JW Marriott. Não ganho nada prá falar bem de hotel, mas esse aqui é show de bola!!

Os passeios históricos eu vou deixar para outro post. Os demais podem ser comprados nos shoppings, agências de turismo no Blv. Kukulcan ou mesmo dentro do seu próprio hotel. Nos hoteis, o passeio costuma ser mais caro e é o MESMO que você faria pagando para alguém na rua. Eu indico o Alvaro Tour, que é sempre bem recomendado por brasileiros. Os caras falam um portunhol bem decente e não te enganam com falsas promessas. Lá eles têm tudo para te oferecer.

Precisa carro em Cancún?

Não, os ônibus que atravessam toda a Zona Hotelera são bons. Além disso, é conhecida a fama da polícia mexicana com propinas. Eu aluguei um carro por lá e não fui incomodado, mas sempre andei respeitando os limites de velocidade, até quando isso parecia ridículo. Hoje, não faria isso. O custo do aluguel não é alto, mas o carro ficou mais parado do que em trânsito, segundo o propósito da minha viagem, que era o mais puro ócio.

Além disso, para ir às baladas e restaurantes, se você for beber, não é aconselhável ir de carro. Muitos lugares possuem estacionamentos gratuitos, mas pode ser uma dificuldade parar no Coco Bongo, por exemplo…

E por falar em Coco Bongo…

Este é o ÚNICO passeio que eu recomendo em Cancún. De antemão informo que não gosto de balada, não sou notívago, adoro curtir praia pela manhã e não sou de beber. Mas o lugar é fantástico, muito bonito e diferente. É uma casa de shows, onde há diversas apresentações dos mais diversos artistas. É um lugar muito divertido e único no mundo. Jamais poderia deixar passar.

Seguem as fotos do lugar

Compras

Dá prá fazer compras em Cancun? Até dá, mas não é nada super barato não. É mais em conta que comprar no Brasil, mas isso é mato. Qualquer lugar do mundo é mais barato do que aqui!

No shopping La Isla existem diversas lojas de todos os tipos. Há filiais das de roupas americanas, tênis, etc. Dá prá fazer umas comprinhas, mas o ideal, caso este seja um dos objetivos da viagem, é ir por Miami e comprar umas coisas lá nos EUA.

Curta Cancún, pois é um lugar paradisíaco, que vale cada foto. Difícil é não se apaixonar.

Cozumel – Mergulho é aqui mesmo.

Cozumel

Para quem leu o recente post sobre Playa del Carmen, já sabe bem que Cozumel é um dos melhores lugares para se mergulhar no mundo. Segundo os nada modestos mexicanos, um dos três melhores em termos de visibilidade.

Ok. Pode ser.

E para quem não mergulha, vão me perguntar os incautos: tem o que fazer lá?

Ter, tem. Mas eu mesmo tenho muitas dúvidas se voltaria lá no esquema que eu fui. Explico.

Minha esposa tem ojeriza de barco e objetos que balançam. Eu tinha ido para Cozumel para mergulhar de snorkel já que eles vendem esses passeios no próprio ferry que faz o trajeto Playa – Cozumel. E eu tinha um plano B que era alugar um carro, caso o barco fosse pequeno. Pois é, o barco é pequeno e minha esposa não aguentaria 2 horas naquilo. Resolvemos, pois, alugar um carro.

Existem condições de você ir com seu próprio carro alugado (se estiver com um). Sai uma balsa de Calica, que fica uns 10 km para frente de Playa. O duro são os horários de ida e volta e a demora no trajeto (coisa de duas horas). Normalmente, no seu contrato de aluguel do carro está permitido levá-lo para Cozumel.

Mas eu não queria acordar tão cedo (a balsa sai 8 da manhã e pede que você chegue lá com 1 hora e meia de antecedência) e fomos de ferry convencional mesmo. Chegamos lá, alugamos um simpaticíssimo fusquinha conversível e fomos tratar de conhecer o lugar.

Aí o menino em duas versões

Cozumel é uma ilha de extensão média. Dá prá fazer toda a sua volta (onde a estrada é pavimentada e é possível ir de carro – a parte centro-sul da ilha) numa boa. São uns 45 km de volta circular, com as paradas para fotos.

Existem pontos de mergulho com snorkel e, no México, as praias são públicas. O problema é que existem estradas para se chegar até a praia e o pessoal ocupa com muretas de proteção. Ou seja, a praia é pública mas chegar até ela é constrangedor, já que você passa em pontos “particulares”. O cara da locação já tinha me dito isso e foi decepcionante tentar encontrar um lugar para mergulhar, já que eles eram todos fechados e com placas de “propriedade particular” (o México é muito parecido com o Brasil nessas peculiaridades. Assim como se loteia muitas praias por aqui, lá é a mesma coisa). Enfim, depois de muito rodar com um mapa dado pelo locador, decidimos entrar numa dessas propriedades (era um bar de praia, que meio que exigia consumo para usar o mar) e fomos para um cantinho onde não seríamos incomodados. Ali peguei o equipamento de snorkel e dei uma nadada.

A visibilidade é boa e existem muitos corais e peixes. Vale muito a pena para quem gosta.

Depois de fazer esse snorkel, resolvemos voltar ao fusquinha e terminar a volta pela ilha parando nas praias pelo caminho. Elas são bonitas e desertas, o que dá um ar meio rústico para o lugar. Não têm muitas ondas, mas possuem algumas pedras antes de se chegar.

Vale a pena fazer o passeio se não for para mergulhar?

Como disse no começo do texto, tenho essa questão na minha cabeça e não tenho resposta e nem opinião formada sobre o assunto. Eu adoro conhecer praias e as praias abertas de Cozumel estão entre aquelas belíssimas, de águas azuis e areia branca. Porém não há estrutura de cadeiras, apenas um ou outro quiosque a alguma distância, o que dá o charme ou o desconforto para o lugar (depende da visão do turista). O passeio de fusquinha conversível é bastante charmoso e sui generis. É certeza de sair da rotina!

Por fim, existe ainda um paraíso de mergulho chamado Chankanaab National Park. É um lugar fechado, que te permite passar o dia, tipo um clube de praia, com ótimos pontos para snorkel. Eu não quis ficar lá dentro o dia todo e por isso preferi o passeio. Talvez para quem tenha problemas com barcos e não queira apenas ficar dando voltas pela praia, seja uma opção.

Aproveite Cozumel!

Playa del Carmen – A melhor parte do Caribe Mexicano

Playa del Carmen

O viajante que planeja ir para Cancun às vezes nunca nem ouviu falar sobre Playa del Carmen. É uma pena. Para mim, Playa é a melhor parte do Caribe mexicano.

Playa del Carmen era um vilarejo utilizado como ponto de partida para  Cozumel. Falarei dela em um post à parte. O pessoal mais descolado saía de Cancun em busca de altos pontos de mergulho, passava por playa e nem se dava conta do que tinha lá. Não sabiam o que estavam perdendo.

Um belo dia alguém pensou: o mar aqui é azul, as águas, quentinhas e paradas, a areia, branca, o visual, paradisíaco. Por que raios isso aqui é apenas um pier? Vamos ficar por aqui!

E ficaram, criaram hoteis, uma bela estrutura. Mas ainda digo que Playa não perdeu seu charme, apesar do banho de civilização que tomou. Só prá dar uma base, existem TRÊS sorveterias Haagen Dazs na quinta avenida, que possui coisa de 1,5 km. Starbucks, Burger King, Mc Donnalds, 7 eleven e etc. também montaram base por lá. O que se vê é um calçadão muito gostoso de se caminhar e passear, com uma praia espetacular ao fundo.

O pier para Cozumel

E a Quinta Avenida

Quando fui para lá, pensei que essa quinta avenida fosse algum trocadilho com a de Nova Iorque. Não tem nada a ver. A cidade é planificada e as ruas possuem números. Ela é apenas uma avenida de número 5 que ficou famosa, assim como a sua co-irmã yankee.

Se você sair da quinta avenida a cidade se torna um vilarejo pobre, mais ou menos como acontece com o Nordeste brasileiro fora do circuito turístico. Não digo que dá medo andar fora dela, mas não tem mais nada de bonito. Ir para Playa é, portanto, ficar na praia o dia todo (ou realizar passeios pela região) e bater perna na Quinta Avenida. Existem diversos restaurantes muito arrumadinhos, bonitos e de ótima qualidade. O preço não é lá muito econômico (se você andar uma rua ele cai pela metade) mas o charme compensa. Prepare-se para gastar bons dias de passeio.

O que fazer e prá onde ir?

De Playa você pode fazer como a turma do passado e ir para Cozumel. Além disso, está mais próximo dos parques temáticos Xcaret, Xplor e Xel-Há e também de Tulum.

Muitos fazem apenas um bate-volta de Cancun ou continuam usando a cidade como pier para Cozumel. Uma pena. Na minha viagem para o México deixei mais dias para Playa do que para Cancun, por exemplo.

Também podem fazer como nós e contemplar a maravilhosa praia que temos por lá. O hotel em que ficamos, Mosquito Blue, tem um co-irmão, o Beach, que tem colchões na areia e serviço de praia. Tudo muito bom. Existem outros serviços de praia, onde você pode tirar o dia para descansar.

Preciso de carro?

Prá ficar em Playa, nem pensar. Tudo é feito à pé. O ônibus que sai do aerporto de Cancun te deixa na Quinta avenida com a rua 2. Uma caminhada de uns 500 metros te deixa nos hoteis por ali.

Para os passeios, talvez seja recomendável alugar um carro. Ir para Tulum de excursão, por exemplo, deve ser um saco. Para os parques, eles vendem pacotes na rua que incluem transportes. Ou seja, é desnecessário.

Deixo umas fotos da praia, para a turma ficar babando…

Recomendo altamente ir para lá e gastar uns dias. 🙂