Bangkok – Maluca? Só se você quiser!

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

A minha grande sorte nessa vida foi não ter visto o filme “Se Beber não Case 2” antes de ir para Bangkok. E ter estudado um pouco o roteiro antes de me aventurar pela capital Tai e uma das grandes cidades do mundo.

Bangkok não morde, em primeiro lugar. É diferente do que estamos acostumados, mas só um pouco. A cultura ocidental do shopping center já deu seus passos por lá e a cidade, principalmente na região da Siam Square, é um emaranhado de shoppings, um conectado ao outro pelo Skywalk (que eu já explico o que é).

Mas se você quer doideira, tem também, oras. Afinal você está em Bangkok!

Grande Palácio Real e o Templo do Buda de Esmeralda

Para começar a conversa, Bangkok tem um dos palácios mais sensacionais do mundo. Tudo bem que Versailles é fantástico e aqui mesmo no blog temos o Sans Souci que também é maravilhoso. Mas o palácio asiático tem um “que” de diferente que nós, ocidentais, nunca teremos visto na vida. Vale a visita só por isso.

Aqui, mais do que falar do palácio, eu vou mostrar umas fotos e dar umas dicas de coisas que certamente acontecerão com você:

Sua construção iniciou-se em 1782 e foi utilizado como residência oficial até 1932, com a abolição da monarquia absolutista no país. Em 1945,  após o retorno do rei Rama VIII, voltou a ser utilizado como residência oficial em tempo integral. Após sua morte, um ano depois, foi definitivamente aposentado de sua função de residência oficial, mas sem perder suas funções de sediar rituais, banquetes, cerimoniais e outros compromissos de Estado.

Vale a visita?

Com absoluta certeza. O Palácio de Phnom Penh, já descrito aqui, é uma miniatura deste. O de Bangkok é gigantesco e com uma arquitetura muito diferente. As colunas, os telhados e as torres não encontram paralelo do lado de cá do mundo. Na minha opinião, este palácio é a coisa mais importante para se ver na cidade.

Templo do buda de esmeralda

Aqui eu vou ficar devendo a foto, porque não deixam que a gente tire dentro do templo. Esse templo fica dentro do complexo do palácio real e é o mais sagrado da Tailândia. Abriga uma imagem de buda que seria, supostamente, de esmeralda. O que eu ouvi por lá (confirmado pela wikipedia) é que a estátua é de jade, já que não existe esmeralda na Tailândia. Dado o seu caráter sagrado, contudo, acredito que pensaram que seria mais adequado que ela fosse nomeada como buda de esmeralda, uma pedra preciosa, ao invés de jade…

O Buda deitado “Wat Pho”

A uma distância não muito grande do Palácio real fica a segunda parada obrigatória de Bangkok, Wat Pho, o templo que abriga o Buda deitado. Aqui, tem uns macetes. Vamos a eles:

O pessoal que fica do lado de fora do palácio real (que fecha às 15:30 hs.) tenta, de todas as maneiras, te indicar o lado errado do buda deitado. Além disso falam que ele já fechou e querem te levar para alguma outra atividade que os remunere. Assim, muito cuidado com taxistas ou tuk tukers (que são mais caros do que táxis) ao redor de atrações turísticas. O buda deitado está a uma distância razoavelmente caminhável do Palácio, mas se você quiser ir de táxi, não vai ficar caro. Ah, e ele fecha às 17:00 ou 18:00 hs. (cheque antes).

Esta é outra dificuldade imensa da cidade: os horários. Sinceramente, peguei folhetos e perguntei para algumas pessoas mais confiáveis (uma moça com quem fechamos os passeios de fora de Bangkok e mesmo a turma do hotel) e ninguém sabe nada. Segundo me disse a Tong, com quem fizemos alguns tours, eles mexem tanto nos horários, que ninguém nunca sabe o que será. Portanto, mesmo que você tente confirmar tudo antecipadamente, sempre é melhor verificar em datas próximas como será o funcionamento, principalmente se objetivar chegar nas horas de fechamento…

Superados os avisos, vamos ao local propriamente dito:

Caso você já o tenha visto em programas de televisão, novelas e etc., saiba que, ainda assim, ele irá te surpreender pelo tamanho. É uma estátua gigantesca, coberta de ouro (mas não toda de ouro). Ela sedia uma série de rituais budistas (estivemos lá durante o Songkran, que é o ano novo tailandês e ela estava toda cercada de rituais e festividades). Tem 43 metros de comprimento por 15 metros de altura, segundo o wikipedia.

Como disse, o templo do buda deitado é parte de um complexo de templos (bem menor do que o palácio real). Assim, reserve um tempo para dar um passeio por eles. Há muitas orações e monges passando pelo local. Vale a pena.

O Songkran

Antes que o amigo ou amiga leitor (a) possa se confundir, o Songkran não se trata de um lugar em Bangkok, mas de uma data: o ano novo tailandês.

O negócio é o seguinte: se você  estiver por lá nestas datas (segunda semana de abril, de sexta a segunda) e não gostar de água (ou planejar fazer passeios “convencionais”), esqueça. A cidade fica infestada de pessoas com armas de água (algumas bem poderosas, estilo bazuca mesmo) e a ordem é molhar todo mundo. Se você resolver tomar um tuk tuk, prepare-se para ficar muito molhado. E a Khao San Road (meca do turismo mochileiro do sudeste asiático) é o coração do evento.

Minha esposa e eu fomos pegos completamente de surpresa pela data, em cima da hora (quando marcamos os passeios externos de Bangkok). Trata-se de um feriado longo (tipo o nosso carnaval) onde quase nada funciona na cidade. O quase nada que eu digo é a vida civil (bancos, repartições públicas, etc.), já que a parte turística não é abalada. Não sei se os palácios ficam abertos, é preciso checar, mas se ficarem a única maneira de ir até eles será de táxi… Em resumo, a gente ficava com medo de sair na rua e voltar ensopado e acabamos perdendo alguns passeios (tipo a Khao San Road) por causa do tumulto.

A lição que a gente tira é a de que devemos analisar muito bem o calendário dos lugares antes de nos mandarmos por este mundão. Nosso passeio não foi inviabilizado porque chegamos um dia antes e conseguimos visitar os palácios. Mas no domingo tudo ficou muito prejudicado. Como o planejado era irmos aos mercados flutuante e do trem e ao templo de tigres, o sábado foi normal. Mas domingo acabamos ficando num dos shoppings de lá, sem poder pisar na rua. Se quiser ir para aproveitar o feriado, vá ciente e aproveite. Mas cuidado para não ser pego de surpresa como nós fomos…

O skywalk e os shoppings

Aqui não me resta outra coisa, senão falar de shoppings. O skywalk é uma passarela (tipo o minhocão de SP) por onde passa o “metrô” de Bangkok. Ele é bem limitado e só passa por cima da área mais central da cidade. É uma calçada suspensa que facilita a caminhada e a ligação entre as estações.

Em relação aos shoppings, o que posso dizer é que a cidade é bem ocidentalizada neste quesito. Não sentimos muitas diferenças em relação aos shoppings de outros lugares do mundo. Exceto pelo piso de comida, que é muito interessante e diferente. Vou deixar umas fotos para ilustrar o post:

Fora de Bangkok

O mercado do trem

Quando pensamos em situações pitorescas da Ásia, logo vêm a nossa mente os mercados. Eles são diversos do que estamos acostumados, já que a culinária é bastante diferente. Além disso, as noções de higiene também variam um pouco daqui para lá.

Pois bem, a primeira pergunta que faço neste ponto da viagem é: vale a pena sair de Bangkok para conhecer esses lugares?

A minha resposta é: sim.

Eles são muito turistões, batidos e estão mais para destino turístico do que para mercados propriamente ditos. Mas valem a pena pelo seu caráter pitoresco. Onde é que você vai encontrar um mercado com um trem passando no meio, aí próximo da sua casa? Anh? Fala aí!

Portanto, vale a pena passear pelos lugares para ver com os seus próprios olhos. Este, aliás, é um mal que todos passaremos em viagens: irmos a lugares que são sabidamente “pega turista”. Não tem jeito! Fotos?

Neste lugar aí, o certo é ir com guia. O trem passa oito vezes ao dia, quatro chegando e quatro saindo. Assim, uma pessoa que entenda dos horários dele é fundamental para aproveitar o passeio. Se o trem não passar, a visita não será nada mais do que um mercado com trilhos no meio.

O pessoal é bastante esperto por lá e sabe quando o trem chega. Eles mesmos já apertam os turistas junto das barracas de produtos, que ficam, de fato, no meio do trilho.

A pergunta

Quando você chega lá, vê que existe muito terreno ao lado dos trilhos onde pode ser construído um mercado. E eu perguntei ao guia, então, o porquê de um mercado tão perigoso ainda estar ativo.

Ele me disse que o governo já tinha tentado tirar a turma de lá várias vezes (e tirou), mas como o preço dos terrenos está fora de possibilidade para muitos tailandeses, não lhes resta outra saída a não ser ir para os trilhos de novo…

Não sei se é verdade, mas foi o que me disseram!

Aproveite seu passeio, já que será rápido e interessante…

Um mercado flutuante – Damnoen Saduak

Bom, antes de mais nada é interessante dizer que não existe “O” mercado flutuante, mas vários. Assim, quando for para lá, assegure-se de qual deseja visitar (não sei se são muito diferentes, mas, enfim).

O de Damnoen Saduak é o mais turístico e que funciona todos os dias. Próximo de Bangkok (dá prá ir de ônibus para os mais aventureiros) tem um, chamado Khlong Latmayom. Não precisa muito mais do que uma “googlada” para achar, ao menos, uma dezena deles por ali.

Por ser um dos mais visitados, o de Damnoen Saduak deve ser o mais “turistão” de todos. Nele você pode pegar um barco e dar uma volta por lá, estilo Veneza. Nosso guia até pegou um tradicional café da manhã tailandês num barco de uma vendedora.

Por ali também há as tradicionais figuras que sempre habitam os lugares de muito movimento… Vai valer a pena passear por lá.

Uma historinha

Segundo nosso guia me contou, esses canais por onde o pessoal passa com os barcos foram criados por um antigo rei tailandês que, preocupado com o deslocamento por péssimas estradas (além da falta de saneamento básico) optou por construir uma grande rede de canais. Assim, alguns camponeses puderam trazer seus produtos para comercializarem em mercados. Daí veio essa tradição de vender em barcos.

A pergunta

É pega turista? É! Vale a pena? Sim!

Repito: onde, meu caro amigo ou amiga visitante, você achará, aí na sua vizinhança, pessoas com produtos diferentes em barcos?

O Tiger Temple de Kanchanaburi

Aqui temos o momento Luciana Gimenez do blog! É polêmico, muito polêmico!

A história

O templo foi fundado em 1994, com o fito de ser um local de oração e santuário de animais silvestres. Em 1999 o primeiro tigre chegou e, a partir daí, o pessoal das redondezas começou a levar os tigres que eram encontrados por lá para o templo. Hoje já passa de 100 o número de felinos por lá.

O grande motivo da polêmica é: como tigres, grandes predadores do topo da cadeia alimentar e animais naturalmente territoriais e agressivos, se tornaram mansos gatinhos nas mãos dos monges?

É preciso que se diga, de antemão, que o crescimento populacional e a ocupação de áreas antes silvestres tem causado um êxodo de animais que perderam os alimentos de seus habitats. Aí, esses grandes comedores de carne normalmente caçam criações de fazendas, causando prejuízo. O fim da história a gente já sabe: eles são caçados e abatidos.

A ideia do templo é ser um local de preservação dos tigres. Eles ficam a maior parte do tempo soltos (as visitas só são permitidas durante a tarde, momento em que eles estão mais tranquilos após a refeição – atualmente existe uma segunda opção, louca de cara, de tratar dos tigres de manhã, mas ela é bem restrita) e só ficam disponíveis durante uma pequena parte do dia para interação com os visitantes.

A pergunta

Mas não houve resposta para a pergunta: como animais naturalmente agressivos conseguem ser controlados daquela maneira, a ponto de permitirem que passemos a mão neles, como gatos domésticos?

Não sei esta resposta. O guia me disse que há 5 anos ele visita semanalmente o templo e nunca viu nada de estranho na alimentação dos tigres. Diferentemente do que se diz por aí, eles não são sedados. O que pode explicar a sua situação é o fato de serem bem alimentados (com frango, segundo disseram por lá) e, com a saciedade constante (e certeza de alimentação periódica). Mas não sei se só isso seria capaz de segurar aqueles bichos enormes.

A pergunta 2

E por que motivo, também, deixá-los em cativeiro?

Aí a explicação é o que disse acima. Seus habitats estão sendo tomados pelos seres humanos e a convivência com eles é impossível, em razão de sua natureza de caçadores… É culpa do nosso crescimento populacional.

Esse aí, acima, é o monge responsável pelo templo

O guia

Quem leu algum outro post do blog já deve saber que eu prefiro fazer tudo por conta própria (até por isso criei um blog para trocar experiências) e que eu, normalmente, dou o caminho completo para o leitor fazer o passeio sem ajuda.

Porém, em razão das dificuldades linguísticas e alfabéticas, bem como pela precariedade de transporte coletivo de massa que existe em algumas das cidades visitadas, fica inviável querer fazer tudo sozinho. Em primeiro lugar porque existem taxistas e tuk tukers que sequer conhecem o alfabeto ocidental. Assim, ainda que você esteja com um mapa e aponte o lugar para onde deseja ir, eles não entendem, porque não conhecem nossas letras.

Além disso, salvo hoteis e os envolvidas com turismo, não é comum que as pessoas falem inglês por lá. Assim, é muito complicado conseguir informações fidedignas. A gente nota isso após algum tempo por lá, quando percebe que recebemos muitos “sim” e “sorrisos” em respostas a todas as perguntas. Eles tentam nos ajudar sempre, mas a comunicação é bem precária.

Some-se a isso o fato de serem locais bastante distantes de Bangkok (o Templo dos Tigres fica a mais de duas horas de carro), ou seja, para fazê-lo por conta própria teríamos que superar uma verdadeira saga.

Por fim…

Este deve ser, fatalmente, um dos maiores posts do blog. E isso acontece porque Bangkok, como toda cidade muito grande, tem muito o que se ver. Aqui não falamos das lutas de muay thai, dos shows eróticos, de transexuais, de passeios alternativos, de baladas, de tour pelo rio Chao Phraya, de Ayutthaya, e nem de Wat Arun. Ainda haveria um sem número de templos a serem visitados por lá, mas seria impossível fazer isso tudo no ritmo de viagem em que estávamos.

Assim, certamente gostaria de voltar a Bangkok. Talvez não num futuro tão próximo, mas é um lugar que sempre fez parte do meu imaginário. Conhecê-la foi como realizar um grande sonho…

Diquinhas de Bangkok

– Cuidado com os tuk tuks e os táxis. Os táxis possuem taxímetro mas, principalmente em locais muito turísticos, os taxistas normalmente não querem ligá-lo. Se tiver condição, insista. Eles vão tentar te cobrar o quádruplo do que deveriam se ligassem o taxímetro…

– Cuidado com informações. Já disse sobre o templo das tentativas de enganar os turistas. É frequente, existe e você cairá se não tomar cuidado. Ande com um mapa na mão (de preferência um que tenha os locais em thai e em inglês) e saiba onde quer ir por conta própria. Normalmente as perguntas não terão as respostas desejadas…

De resto aproveite o passeio. Você irá se divertir.

Phuket, Ko Phi Phi e Krabi – A praia e as praias da Tailândia…

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

Já ouvi que para ir em boas praias não era necessário sair do Brasil. Seria um desperdício de tempo, então, se locomover até o outro lado do mundo apenas para ir a uma… praia? A resposta, definitivamente, é não!

Não se trata aqui, é claro, de qualquer praia. Tratamos de algumas das praias mais idílicas do mundo.

Apenas para situar o leitor. O roteiro passou por Phi Phi Island (lê-se Pi Pi) e Krabi (pronuncia-se Krabí). A passagem por Phuket (fala-se Pukê) foi apenas para pegar o barco para Phi Phi Island.

E porque, a pergunta que não quer calar, nobre blogueiro, o senhor não quis passar num dos destinos MAIS visitados da Ásia? O senhor estava maluco?

Mas é claro que não. Explico. Como em todas as viagens, o tempo foi o fator determinante. Não tinha nada contra Phuket (obviamente) mas os relatos do binômio degradação/prostituição me afastaram de lá. Dizem que as praias são bonitas, mas que o turismo, por ser excessivamente explorado na área há muitos anos, tornou o local muito cheio e complicado. Esses foram os motivos que me tiraram de lá.

Já comentei num outro blog de viagens que, na minha opinião, não se deve gastar dias nem em Phuket e nem em Krabi. Se eu tivesse 4 dias de viagem para gastar em praia, ficaria os 4 em Phi Phi Island e só usaria Phuket e Krabi como pontos de embarque. Mas eu não sou dono da verdade, então cada um faz o que achar melhor. Caso alguém discorde, a caixa de comentários está aberta.

Como disse, usei Phuket apenas para pegar o ferry até Phi Phi Island. Saí do aeroporto direto para o píer, portanto não tenho conhecimento da cidade, infelizmente.

O ferry é fácil de pegar e tem diversos horários. É grande e confortável. Se o seu objetivo for apenas usar como base, sugiro Phuket. O ferry de Krabi (pegamos na volta) é menor e mais apertado. O tempo de viagem é o mesmo, então isso não é diferença. E o custo de táxis é similar. Em resumo, vá e volte por Phuket, que será mais confortável.

Compramos os tickets no aeroporto e não me arrependi. A ida foi direto de Phuket, com hora marcada. Eles te vendem um voucher com horário, que você troca com o pessoal do barco. Pagamos 400 Bahts cada um. Em Phi Phi Island, era possível encontrar a volta por 300 ou 350 Bahts, direto no píer. Assim, compre a ida no aeroporto de Phuket (pagando mais ou menos esse preço) e a volta, deixe para comprar no píer de Phi Phi. Táxis custam uns 400/500 bahts dos aeroportos até os píeres…

Phi Phi Island

Esse é o filé visual de toda a viagem. Phi Phi Island é o segundo lugar mais lindo do mundo em que estive (o primeiro é Bora-Bora). É espetacular! Lindo mesmo.

Vou colocar umas fotos da chegada para dar uma impressão do local:

(Não são fotos tiradas com câmera profissional e nem com nenhum tipo de filtro. São básicas tiradas de câmera comum ou iphone).

Aqui na praia não tem muito o que ficar falando. Ficamos no excelente Outrigger Phi Phi Island (lindo hotel, mas com serviço muito ruim) que nos trouxe toda a comodidade. Tiramos o tempo para descansar.

Existem alguns passeios típicos para se fazer na região. Há o passeio das ilhas (James Bond, Chicken Island) e o da Maya Bay, que é a famosa praia do filme “A Praia”. As duas primeiras são melhores de se fazer de Krabi e Phuket, pois são mais próximas. De Phi Phi Island são distantes e caras. Optamos por não fazê-los.

O da Maya Bay é clássico e imperdível. Além dela, o passeio inclui uma outra baía lindíssima, típica de filmes de Hollywood.

O único problema da Maya Bay são as multidões de chineses que invadem a praia. Muitos tours de um dia são organizados de Krabi e Phuket, assim a praia é lotadíssima. Aí vamos aos fatos:

(i) uns dizem para se ir logo cedo para aproveitar que a praia está mais vazia (as excursões saem das cidades pela manhã e chegam à Maya Bay por volta de 11 horas da manhã). Tá, até pode ser para quem é rato de praia. O problema é que amanhece tarde (tipo 7 da manhã) e o sol vai ficar mais a pino lá pelas 11 horas, meio dia. Assim, ir à praia vazia é perder o charme que o sol vai dar no mar, tornando-o mais azulado. Isso não funciona.

(ii) outros dizem para se ir ao meio dia. Foi o que fizemos. Saímos tarde do hotel (11 horas, horário não muito recomendado) e chegamos lá por volta deste horário. Posso dizer que estava cheio, mas não lotado. Se tivéssemos esperado um pouco mais (saído meio dia) pegaríamos a hora em que a turma das excursões já teria ido embora. Mesmo assim, apesar de lotada, acredito que fizemos um bom negócio e o passeio foi bom.

A grande diferença desta praia para as demais é o fato de ela estar circundada de montanhas e com um acesso por uma baía estreita. Isso a torna fechada e bela. Isso sem contar a cor da água, que é de matar.

Vamos às fotos?

O passeio, de longtail, custou 1500 Bahts o casal. Fomos num barco só nosso, fechado na hora, na vila que fica atrás do hotel. O passeio tinha 4 horas de duração e foi mais ou menos isso que tomou. O barqueiro foi muito simpático e tentou sempre nos mostrar os melhores lugares. Além disso, ainda quis passar no centro da ilha (píer) para que pudéssemos fazer compras. Dispensamos, mas estava incluído no passeio.

Além desse passeio, ficamos curtindo o hotel, que é ótimo. Para quem for ficar lá (recomendo) há uma vila atrás com alguns restaurantes e bares. Muito típico e bonito.

Krabi

Nosso passeio em Krabi se resumiu ao maravilhoso hotel Nakamanda. Se o seu objetivo for descansar, ficar de pernas pro alto sem fazer nada, recomendo. Ele fica numa praia não tão bela chamada Klong Nuang. Só vale mesmo pelo hotel.

A praia famosa de Krabi chama-se Ao Nang e nos disseram que havia um centrinho de compras por lá e uma praia bonita. Os resorts ficam mais afastados e numa praia que, se não tivéssemos conhecido Phi Phi Island, acharíamos bonita. Como fizemos o passeio na volta da ilha, ficamos até decepcionados com o visual, que em nada se parecia com o que tínhamos visto. Assim, como já disse antes, minha sugestão é cortar as cidades e focar na ilha. Mas eu não sou dono da verdade, repito.

Fotos?

Aí o leitor mais cri-cri vai dizer: mas você tá de má vontade porque não conheceu as ilhas (James Bond e Chicken Island) e nem a praia de Ao Nang, com suas lojinhas e etc?

Pode ser que sim. Mas digo o seguinte: o que vimos em Phi Phi Island não nos permitia ficar dando muitas voltas. A praia em frente ao nosso hotel era tão estonteantemente bela que, sinceramente, não tivemos a menor vontade de andar. Além disso, os deslocamentos são longos, os ferrys demoram tempo e minha esposa detesta barcos. Assim, temos um acordo de evitá-los sempre que possível. Caso o seu intuito seja outro (baladas e festas, por exemplo) pode ser que goste de Phuket ou de Krabi. Para mim, quando voltar lá (e isso ocorrerá um dia) serão apenas pontos de passagem para o ferry para Phi Phi Island…