Bali – Lótus, Arrozais, Música, Templos, Misticismo e Hospitalidade. O que mais esperar de um lugar?

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

Já faz quase 8 meses que voltamos de Bali e estou ensaiando para finalmente terminar os posts sobre nossa viagem para o sudeste asiático. E não haveria melhor forma de se terminar esse passeio, senão indo a um dos lugares mais especiais do mundo. Digo “especial” pois não consegui encontrar outro adjetivo que somasse todas as qualidades que o destino possui.

Como chegar?

Não é difícil chegar a um lugar onde todo mundo quer ir. Bali fica na Indonésia, que é um país ao sul da Tailândia e da Malásia e ao norte da Austrália. Dá prá chegar lá vindo de Bangkok, Cingapura e Kuala Lumpur. A capital, Jacarta, pode até ter seus atrativos, mas não acredito que muitas pessoas com interesse em Bali passem por lá.

Brasileiros precisam de visto, que pode ser pego no aeroporto (visa on arrival) por 25 USD, por até 30 dias de estadia. Fique com umas rúpias na carteira para pagar uma taxa de saída do país de 150.000 Rps (cheque o valor antes de viajar). Caso contrário, vão te dar uma cotação altamente ruim para trocar dólares ou euros ali na hora.

O que é?

Erroneamente eu, e acredito que muitas outras pessoas também, imaginam Bali como um destino idílico, com praias sensacionais e maravilhosas. Bali até tem praias, notadamente em Kuta e Nusa Dua, mas não vá lá para ir prá praia. De passagem, vou colocar umas fotos de um resort muito bom em que ficamos, em Nusa Dua, mas não é o forte do lugar. Existem praias muito mais bonitas na Tailândia, por exemplo. De ouvir falar (sem ir) soube que o litoral Malaio e mesmo o Cambojano, também possuem atrativos mais belos.

Kuta  (não fomos) é o local mais descolado da ilha. Existem boas praias para a prática de surf (é lá que quem gosta do esporte fica) e muitos bares, cafés e baladas. Digamos que seja o lugar mais baladeiro de Bali.

Seminyak é ao lado de Kuta (também não fomos) e é um outro local bastante turístico (principalmente misturado com Kuta). Bares, cafés e restaurantes também tornam o local bastante frequentado por turistas que querem um pouco mais de agito, coisa difícil em Ubud e Nusa Dua.

Ubud é a capital cultural da ilha, o lugar onde você deve ir. Nusa Dua tem praias e resorts a perder de vista e pode valer a pena para um descanso depois de andar muito.

Bali é uma ilha pequena. A parte centro-sul (que é a mais turística) não tem mais do que 50 km de distância. Entre Ubud e Nusa Dua são 50 km. O aeroporto, em Denpasar, capital da ilha, fica mais próximo de Nusa Dua e Kuta (uns 15 km). Ubud dista aproximadamente 35 km. O problema é o trânsito. Considere gastar, facilmente, de 2 a 3 horas nesse percurso. Ainda mais dependendo do seu motorista….

A praia de Nusa Dua. Feia, não é, mas não vale atravessar o mundo por ela…

Como se locomover?

Quando chegamos lá, havia um monte de placas dizendo que seria construído um metrô entre Denpasar e Kuta. As obras estavam andando, pelo menos parecia…

Bom, sem muitas delongas, esqueça transporte coletivo. Em Bali você vai precisar de um meio de transporte próprio. Pode até alugar um carro (o que não é nada aconselhável, já que a mão é inglesa e as vielas para tráfego muito apertadas). Frequentemente só passa um carro. O pessoal de lá anda muito devagar (não passam de 30 km/h) e buzinando o tempo todo. Curvas fortes, onde não se tem visão do outro lado e pistas estreitas, onde só passa um carro, são o sistema viário do país.

A solução, portanto, é alugar um carro com motorista. Por uns USD 40 você consegue fazer isso sem dificuldade. O sujeito te pega cedo no hotel, te leva onde você quiser (e te fala os lugares legais, é claro) e te leva de volta no fim do dia.

Os mais aventureiros podem querer alugar motos (muito comuns por lá). Tendo em mente que a mão é inglesa, pode ser uma outra solução interessante para passear bastante. O pessoal não dirige muito bem (acho que eles têm muito medo de acidentes). Prepare-se para muita cautela ao dirigir.

Nós optamos pelo carro com motorista no dia em que passeamos pela região de Ubud e depois no transfer até Nusa Dua. Do aeroporto ao hotel eu tinha conversado com um sujeito pela internet, com informações no tripadvisor. Mas, infelizmente, ele abusava de não saber dirigir e tivemos que dispensá-lo. O problema é que o cara tinha alugado um carro para fazer nosso transporte e eu ainda tive que reembolsá-lo pelo seu prejuízo. Mas, ainda assim, foi melhor do que ficar com ele.

Eu não iria chegar em lugar nenhum com aquele motorista. Olhem só o que eu perderia?

Quando ir?

Você, meu caro leitor, minha cara leitora, não vai querer sair da sua casinha quentinha (ou fresquinha dependendo da estação do ano), montar num avião, fazer, pelo menos duas escalas, encarar 30 horas entre aeroportos e voos, para chegar num lugar e só tomar chuva, não é? Ah, mas todo lugar está sujeito a chuvas em qualquer época, uns vão dizer. Tudo bem, isso até faz algum sentido, mas não saia de casa só na fé, achando que os dilúvios que tomam conta do sudeste asiático não vão te pegar…

A chuva começa em dezembro e vai até abril. Entre dezembro e fevereiro chove muito. A partir do final de março começa a melhorar. Época boa para visitar? Entre abril e maio, antes da alta temporada, que começa em junho e vai até setembro.

O restante do sudeste asiático (Tailândia, Camboja, Laos e Vietnã) tem a temporada de chuvas em oposição a Bali. Assim, para combinar os destinos, só mesmo indo em março/abril. Daí prá frente chove muito por lá enquanto Bali entra no período seco. É preciso planejamento para não pegar Bangkok, só a título de exemplo, alagada, depois de vir de Bali.

Quanto tempo e onde ficar?

Uma viagem completa a Bali, incluindo Ubud, Kuta, Seminyak, Nusa Dua, vulcões e etc., deveria levar uma semana, ao menos. Pela experiência que tive, ficaria uns 5 dias. Uns 2 em Ubud, faria um passeio por Kuta e Seminyak e descansaria outros dois dias em Nusa Dua. As paisagens são muito bonitas, mas os templos, apesar de diferentes conotações são, aos nossos olhos, muito parecidos uns com os outros. Para quem é realmente aficionado por eles, pode requerer um tempo maior. Deve pensar em um tempo maior, também, quem pensa em fazer turismo de meditação, yoga e contemplação, por exemplo. No hotel em que ficamos havia um grupo de australianos que permaneceu uma semana em Bali só fazendo yoga. Também é válido!

Em relação a onde ficar, Bali exige um turismo itinerante. Não dá para montar base em Ubud e tentar conhecer tudo de lá, em razão do trânsito caótico. Um passeio Ubud – Nusa Dua tomaria mais de metade do seu dia útil (umas 6 horas). Nusa Dua e Kuta já são mais próximas (mas são os lugares piores em relação a trânsito). Enfim, tem que ficar fazendo e desfazendo mala o tempo todo, senão a perda de tempo será imensa.

Ubud

Depois de dar todas as dicas práticas para você fazer uma viagem feliz, vamos àlgumas descrições de lugares. Ubud é, sem sombra de dúvidas, o lugar mais relevante de Bali. Tendo pouco tempo, vá só para lá que a essência de Bali já estará com você.

A formação cultural de Bali vem dos hindus que, em fuga da perseguição religiosa da maioria muçulmana, se instalou lá. Assim, a população de Bali é majoritariamente (quase totalmente) hinduísta. Mas é um hinduísmo à moda balinesa. Viemos de Cingapura e há uma enorme diferença entre os templos e o modo de vida das pessoas. Os deuses são os mesmos, mas os rituais são diferentes.

Isso porque cada casa em Bali é um templo. Os terrenos são grandes (para quem tem mais dinheiro, é claro) e a cultura de Bali requer que sejam construídos três templos para cada pessoa. Um para quando ela nasce, outro quando se casa e um terceiro quando morre. Há toda uma mística que envolve as cerimônias, que ocorrem nas ruas. Não há sepultamentos, uma vez que as pessoas, na maior parte das vezes são cremadas. E esses rituais são cercados de muitos adornos, comidas, bebidas e cores.

Assim, é bastante comum se ver rituais nas ruas, com cortejos até os locais onde os corpos serão cremados. A religiosidade se mistura com a cultura, num mix muito interessante que modula todo o meio de vida. Viver em Bali é estar imerso em toda essa riqueza de sons, cores e aromas.

Ali, também, é onde fica a maior parte dos artesãos de Bali. Espelhos maravilhosos, esculturas, pinturas, móveis e objetos de decoração tomam conta das ruas de Ubud. A Monkey Forest Road, que dá direto no templo da floresta onde os macacos andam livremente, é cheia de lojinhas onde todo esse artesanato é vendido.

Falando um pouco sobre esse local, realmente é muito interessante ver a veneração aos símios. A macacada fica solta (e é esperta, então cuidado com comidas e bebidas por lá) e faz o que quer. Há estátuas de macacos por todos os lados e até um cemitério para os que falecem. O respeito com os animais é transformado em veneração. É um lugar feito para que eles sejam soltos, mas também serve para que sejam cultuados…

Monkey Forest

No centro de Ubud, no início da Monkey Forest Road, está o Café Lótus. É um restaurante que está de frente a um lago cheio de flores de lótus. No fim há um templo e um palco onde são feitas apresentações de danças típicas. A comida é diferente, e a dança muito bonita. É um belíssimo espetáculo.

No hotel me disseram que havia diversos shows de danças típicas e que era só escolher algum lugar entre os cafés e hoteis de Ubud. Escolhemos esse muito em razão do ambiente e da beleza do jardim. Não nos arrependemos do espetáculo.

Em nosso segundo dia por lá, percorremos os campos de arroz e alguns templos próximos de Ubud. Nesse caso, a escolha é muito particular. Eu tinha um mapa onde estavam os vários Puri (Puri é Templo em balinês) e fui mais ou menos indicando os lugares. Visitamos alguns templos mais específicos como o da água sagrada e vimos campos de arroz. Na ida entre Ubud e Nusa Dua escolhemos alguns outros templos.

Uma dica: vão te exigir sarong (aquela saia) em todos eles. Em alguns, além da saia, vão querer que você cubra também a cabeça. Alguns templos alugam essas roupas nas suas portas. Mas não compensa. Por 5 USD você compra dois sarongs e entra em todos sem dor de cabeça. Em cada um deles há tendas com vendedores ambulantes. Vá na fé!

Fotos? Finalmente, né, depois de tanto falatório (escrito – hehehehehe)

200 e poucos degraus, em cada sentido, para chegar no templo

Não há como não voltar de cabeça aberta de um lugar como este. A viagem é absolutamente maravilhosa e contemplativa. O modo de vida das pessoas é diferente. O jeito como veem o mundo, também. Tanto é que eu nem me preocupei tanto em anotar os nomes dos templos porque cada um tem um significado e são milhares espalhados pela ilha. A crença deles em cada detalhe da sua cultura e religião, o cuidado com os detalhes, a cortesia e educação com os turistas, o modo de servir, enfim, tudo isso torna Bali um lugar mais do que especial…

A única tristeza é a pobreza da população. Infelizmente as pessoas são pobres. Mas, como em todo sudeste asiático, a pobreza não é motivo para não viver e, a seu modo, tenho certeza de que todos são muito felizes…

Sala de aula de crianças em Ubud

Canal de água que irriga os campos de arroz

Como não poderia deixar de ser, voltamos apaixonados por Ubud (além de termos feito ótimas compras de espelhos…)

Mais fotos?

Nusa Dua

Sinceramente, parece que em todo lugar pobre é necessário se fechar dentro de muros para garantir a segurança, como se as pessoas do lado de fora fossem inimigas. Até entendo isso em determinadas situações (guerra ou quase guerra, como vivemos no Brasil) mas, de qualquer forma, é algo que nos entristece.

Nusa Dua é um condomínio de resorts, fechados com segurança privada, de frente para a praia. Para entrar no condomínio os carros são revistados (porta-malas inclusive) e as pessoas precisam se identificar. O motivo? Houve tentativa do disparo de bombas lá dentro, num suposto atentado terrorista (só soube disso, muito discretamente, quando o fotógrafo do hotel me disse o motivo de tamanha segurança num lugar daqueles).

Como disse, a praia é bonita, e há alguma restaurantes do lado de fora do condomínio (muito mais baratos do que os hoteis). Nesse caso, há ainda uma diferença: em geral, comer em hotel é mais caro do que na rua, mas não muito. Há um ágio natural pelos serviços, mas nada proibitivo. Em Bali, como tudo é bem mais barato do que aqui, comer no hotel significa pagar um ágio absurdo, coisa de dobro ou triplo do que se pagaria na rua por uma refeição semelhante. Os preços dos grandes hoteis de rede (ficamos no Nusa Dua Beach Hotel e recomendo) são dolarizados, quase indexados às suas matrizes. Assim, fica muito caro comer por lá (apesar de termos feito isso uma vez, com um jantar à beira mar muito legal).

De resto, ficam as fotos, já que tiramos os dois dias para descanso, praia e piscina. O mar é tranquilo e quente, apesar de estar com muitas algas nos dias em que estivemos por lá. O hotel estava bem tranquilo…

Restaurante na rua: ótima comida por 1/3 do preço do hotel…

Bangkok – Maluca? Só se você quiser!

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

A minha grande sorte nessa vida foi não ter visto o filme “Se Beber não Case 2” antes de ir para Bangkok. E ter estudado um pouco o roteiro antes de me aventurar pela capital Tai e uma das grandes cidades do mundo.

Bangkok não morde, em primeiro lugar. É diferente do que estamos acostumados, mas só um pouco. A cultura ocidental do shopping center já deu seus passos por lá e a cidade, principalmente na região da Siam Square, é um emaranhado de shoppings, um conectado ao outro pelo Skywalk (que eu já explico o que é).

Mas se você quer doideira, tem também, oras. Afinal você está em Bangkok!

Grande Palácio Real e o Templo do Buda de Esmeralda

Para começar a conversa, Bangkok tem um dos palácios mais sensacionais do mundo. Tudo bem que Versailles é fantástico e aqui mesmo no blog temos o Sans Souci que também é maravilhoso. Mas o palácio asiático tem um “que” de diferente que nós, ocidentais, nunca teremos visto na vida. Vale a visita só por isso.

Aqui, mais do que falar do palácio, eu vou mostrar umas fotos e dar umas dicas de coisas que certamente acontecerão com você:

Sua construção iniciou-se em 1782 e foi utilizado como residência oficial até 1932, com a abolição da monarquia absolutista no país. Em 1945,  após o retorno do rei Rama VIII, voltou a ser utilizado como residência oficial em tempo integral. Após sua morte, um ano depois, foi definitivamente aposentado de sua função de residência oficial, mas sem perder suas funções de sediar rituais, banquetes, cerimoniais e outros compromissos de Estado.

Vale a visita?

Com absoluta certeza. O Palácio de Phnom Penh, já descrito aqui, é uma miniatura deste. O de Bangkok é gigantesco e com uma arquitetura muito diferente. As colunas, os telhados e as torres não encontram paralelo do lado de cá do mundo. Na minha opinião, este palácio é a coisa mais importante para se ver na cidade.

Templo do buda de esmeralda

Aqui eu vou ficar devendo a foto, porque não deixam que a gente tire dentro do templo. Esse templo fica dentro do complexo do palácio real e é o mais sagrado da Tailândia. Abriga uma imagem de buda que seria, supostamente, de esmeralda. O que eu ouvi por lá (confirmado pela wikipedia) é que a estátua é de jade, já que não existe esmeralda na Tailândia. Dado o seu caráter sagrado, contudo, acredito que pensaram que seria mais adequado que ela fosse nomeada como buda de esmeralda, uma pedra preciosa, ao invés de jade…

O Buda deitado “Wat Pho”

A uma distância não muito grande do Palácio real fica a segunda parada obrigatória de Bangkok, Wat Pho, o templo que abriga o Buda deitado. Aqui, tem uns macetes. Vamos a eles:

O pessoal que fica do lado de fora do palácio real (que fecha às 15:30 hs.) tenta, de todas as maneiras, te indicar o lado errado do buda deitado. Além disso falam que ele já fechou e querem te levar para alguma outra atividade que os remunere. Assim, muito cuidado com taxistas ou tuk tukers (que são mais caros do que táxis) ao redor de atrações turísticas. O buda deitado está a uma distância razoavelmente caminhável do Palácio, mas se você quiser ir de táxi, não vai ficar caro. Ah, e ele fecha às 17:00 ou 18:00 hs. (cheque antes).

Esta é outra dificuldade imensa da cidade: os horários. Sinceramente, peguei folhetos e perguntei para algumas pessoas mais confiáveis (uma moça com quem fechamos os passeios de fora de Bangkok e mesmo a turma do hotel) e ninguém sabe nada. Segundo me disse a Tong, com quem fizemos alguns tours, eles mexem tanto nos horários, que ninguém nunca sabe o que será. Portanto, mesmo que você tente confirmar tudo antecipadamente, sempre é melhor verificar em datas próximas como será o funcionamento, principalmente se objetivar chegar nas horas de fechamento…

Superados os avisos, vamos ao local propriamente dito:

Caso você já o tenha visto em programas de televisão, novelas e etc., saiba que, ainda assim, ele irá te surpreender pelo tamanho. É uma estátua gigantesca, coberta de ouro (mas não toda de ouro). Ela sedia uma série de rituais budistas (estivemos lá durante o Songkran, que é o ano novo tailandês e ela estava toda cercada de rituais e festividades). Tem 43 metros de comprimento por 15 metros de altura, segundo o wikipedia.

Como disse, o templo do buda deitado é parte de um complexo de templos (bem menor do que o palácio real). Assim, reserve um tempo para dar um passeio por eles. Há muitas orações e monges passando pelo local. Vale a pena.

O Songkran

Antes que o amigo ou amiga leitor (a) possa se confundir, o Songkran não se trata de um lugar em Bangkok, mas de uma data: o ano novo tailandês.

O negócio é o seguinte: se você  estiver por lá nestas datas (segunda semana de abril, de sexta a segunda) e não gostar de água (ou planejar fazer passeios “convencionais”), esqueça. A cidade fica infestada de pessoas com armas de água (algumas bem poderosas, estilo bazuca mesmo) e a ordem é molhar todo mundo. Se você resolver tomar um tuk tuk, prepare-se para ficar muito molhado. E a Khao San Road (meca do turismo mochileiro do sudeste asiático) é o coração do evento.

Minha esposa e eu fomos pegos completamente de surpresa pela data, em cima da hora (quando marcamos os passeios externos de Bangkok). Trata-se de um feriado longo (tipo o nosso carnaval) onde quase nada funciona na cidade. O quase nada que eu digo é a vida civil (bancos, repartições públicas, etc.), já que a parte turística não é abalada. Não sei se os palácios ficam abertos, é preciso checar, mas se ficarem a única maneira de ir até eles será de táxi… Em resumo, a gente ficava com medo de sair na rua e voltar ensopado e acabamos perdendo alguns passeios (tipo a Khao San Road) por causa do tumulto.

A lição que a gente tira é a de que devemos analisar muito bem o calendário dos lugares antes de nos mandarmos por este mundão. Nosso passeio não foi inviabilizado porque chegamos um dia antes e conseguimos visitar os palácios. Mas no domingo tudo ficou muito prejudicado. Como o planejado era irmos aos mercados flutuante e do trem e ao templo de tigres, o sábado foi normal. Mas domingo acabamos ficando num dos shoppings de lá, sem poder pisar na rua. Se quiser ir para aproveitar o feriado, vá ciente e aproveite. Mas cuidado para não ser pego de surpresa como nós fomos…

O skywalk e os shoppings

Aqui não me resta outra coisa, senão falar de shoppings. O skywalk é uma passarela (tipo o minhocão de SP) por onde passa o “metrô” de Bangkok. Ele é bem limitado e só passa por cima da área mais central da cidade. É uma calçada suspensa que facilita a caminhada e a ligação entre as estações.

Em relação aos shoppings, o que posso dizer é que a cidade é bem ocidentalizada neste quesito. Não sentimos muitas diferenças em relação aos shoppings de outros lugares do mundo. Exceto pelo piso de comida, que é muito interessante e diferente. Vou deixar umas fotos para ilustrar o post:

Fora de Bangkok

O mercado do trem

Quando pensamos em situações pitorescas da Ásia, logo vêm a nossa mente os mercados. Eles são diversos do que estamos acostumados, já que a culinária é bastante diferente. Além disso, as noções de higiene também variam um pouco daqui para lá.

Pois bem, a primeira pergunta que faço neste ponto da viagem é: vale a pena sair de Bangkok para conhecer esses lugares?

A minha resposta é: sim.

Eles são muito turistões, batidos e estão mais para destino turístico do que para mercados propriamente ditos. Mas valem a pena pelo seu caráter pitoresco. Onde é que você vai encontrar um mercado com um trem passando no meio, aí próximo da sua casa? Anh? Fala aí!

Portanto, vale a pena passear pelos lugares para ver com os seus próprios olhos. Este, aliás, é um mal que todos passaremos em viagens: irmos a lugares que são sabidamente “pega turista”. Não tem jeito! Fotos?

Neste lugar aí, o certo é ir com guia. O trem passa oito vezes ao dia, quatro chegando e quatro saindo. Assim, uma pessoa que entenda dos horários dele é fundamental para aproveitar o passeio. Se o trem não passar, a visita não será nada mais do que um mercado com trilhos no meio.

O pessoal é bastante esperto por lá e sabe quando o trem chega. Eles mesmos já apertam os turistas junto das barracas de produtos, que ficam, de fato, no meio do trilho.

A pergunta

Quando você chega lá, vê que existe muito terreno ao lado dos trilhos onde pode ser construído um mercado. E eu perguntei ao guia, então, o porquê de um mercado tão perigoso ainda estar ativo.

Ele me disse que o governo já tinha tentado tirar a turma de lá várias vezes (e tirou), mas como o preço dos terrenos está fora de possibilidade para muitos tailandeses, não lhes resta outra saída a não ser ir para os trilhos de novo…

Não sei se é verdade, mas foi o que me disseram!

Aproveite seu passeio, já que será rápido e interessante…

Um mercado flutuante – Damnoen Saduak

Bom, antes de mais nada é interessante dizer que não existe “O” mercado flutuante, mas vários. Assim, quando for para lá, assegure-se de qual deseja visitar (não sei se são muito diferentes, mas, enfim).

O de Damnoen Saduak é o mais turístico e que funciona todos os dias. Próximo de Bangkok (dá prá ir de ônibus para os mais aventureiros) tem um, chamado Khlong Latmayom. Não precisa muito mais do que uma “googlada” para achar, ao menos, uma dezena deles por ali.

Por ser um dos mais visitados, o de Damnoen Saduak deve ser o mais “turistão” de todos. Nele você pode pegar um barco e dar uma volta por lá, estilo Veneza. Nosso guia até pegou um tradicional café da manhã tailandês num barco de uma vendedora.

Por ali também há as tradicionais figuras que sempre habitam os lugares de muito movimento… Vai valer a pena passear por lá.

Uma historinha

Segundo nosso guia me contou, esses canais por onde o pessoal passa com os barcos foram criados por um antigo rei tailandês que, preocupado com o deslocamento por péssimas estradas (além da falta de saneamento básico) optou por construir uma grande rede de canais. Assim, alguns camponeses puderam trazer seus produtos para comercializarem em mercados. Daí veio essa tradição de vender em barcos.

A pergunta

É pega turista? É! Vale a pena? Sim!

Repito: onde, meu caro amigo ou amiga visitante, você achará, aí na sua vizinhança, pessoas com produtos diferentes em barcos?

O Tiger Temple de Kanchanaburi

Aqui temos o momento Luciana Gimenez do blog! É polêmico, muito polêmico!

A história

O templo foi fundado em 1994, com o fito de ser um local de oração e santuário de animais silvestres. Em 1999 o primeiro tigre chegou e, a partir daí, o pessoal das redondezas começou a levar os tigres que eram encontrados por lá para o templo. Hoje já passa de 100 o número de felinos por lá.

O grande motivo da polêmica é: como tigres, grandes predadores do topo da cadeia alimentar e animais naturalmente territoriais e agressivos, se tornaram mansos gatinhos nas mãos dos monges?

É preciso que se diga, de antemão, que o crescimento populacional e a ocupação de áreas antes silvestres tem causado um êxodo de animais que perderam os alimentos de seus habitats. Aí, esses grandes comedores de carne normalmente caçam criações de fazendas, causando prejuízo. O fim da história a gente já sabe: eles são caçados e abatidos.

A ideia do templo é ser um local de preservação dos tigres. Eles ficam a maior parte do tempo soltos (as visitas só são permitidas durante a tarde, momento em que eles estão mais tranquilos após a refeição – atualmente existe uma segunda opção, louca de cara, de tratar dos tigres de manhã, mas ela é bem restrita) e só ficam disponíveis durante uma pequena parte do dia para interação com os visitantes.

A pergunta

Mas não houve resposta para a pergunta: como animais naturalmente agressivos conseguem ser controlados daquela maneira, a ponto de permitirem que passemos a mão neles, como gatos domésticos?

Não sei esta resposta. O guia me disse que há 5 anos ele visita semanalmente o templo e nunca viu nada de estranho na alimentação dos tigres. Diferentemente do que se diz por aí, eles não são sedados. O que pode explicar a sua situação é o fato de serem bem alimentados (com frango, segundo disseram por lá) e, com a saciedade constante (e certeza de alimentação periódica). Mas não sei se só isso seria capaz de segurar aqueles bichos enormes.

A pergunta 2

E por que motivo, também, deixá-los em cativeiro?

Aí a explicação é o que disse acima. Seus habitats estão sendo tomados pelos seres humanos e a convivência com eles é impossível, em razão de sua natureza de caçadores… É culpa do nosso crescimento populacional.

Esse aí, acima, é o monge responsável pelo templo

O guia

Quem leu algum outro post do blog já deve saber que eu prefiro fazer tudo por conta própria (até por isso criei um blog para trocar experiências) e que eu, normalmente, dou o caminho completo para o leitor fazer o passeio sem ajuda.

Porém, em razão das dificuldades linguísticas e alfabéticas, bem como pela precariedade de transporte coletivo de massa que existe em algumas das cidades visitadas, fica inviável querer fazer tudo sozinho. Em primeiro lugar porque existem taxistas e tuk tukers que sequer conhecem o alfabeto ocidental. Assim, ainda que você esteja com um mapa e aponte o lugar para onde deseja ir, eles não entendem, porque não conhecem nossas letras.

Além disso, salvo hoteis e os envolvidas com turismo, não é comum que as pessoas falem inglês por lá. Assim, é muito complicado conseguir informações fidedignas. A gente nota isso após algum tempo por lá, quando percebe que recebemos muitos “sim” e “sorrisos” em respostas a todas as perguntas. Eles tentam nos ajudar sempre, mas a comunicação é bem precária.

Some-se a isso o fato de serem locais bastante distantes de Bangkok (o Templo dos Tigres fica a mais de duas horas de carro), ou seja, para fazê-lo por conta própria teríamos que superar uma verdadeira saga.

Por fim…

Este deve ser, fatalmente, um dos maiores posts do blog. E isso acontece porque Bangkok, como toda cidade muito grande, tem muito o que se ver. Aqui não falamos das lutas de muay thai, dos shows eróticos, de transexuais, de passeios alternativos, de baladas, de tour pelo rio Chao Phraya, de Ayutthaya, e nem de Wat Arun. Ainda haveria um sem número de templos a serem visitados por lá, mas seria impossível fazer isso tudo no ritmo de viagem em que estávamos.

Assim, certamente gostaria de voltar a Bangkok. Talvez não num futuro tão próximo, mas é um lugar que sempre fez parte do meu imaginário. Conhecê-la foi como realizar um grande sonho…

Diquinhas de Bangkok

– Cuidado com os tuk tuks e os táxis. Os táxis possuem taxímetro mas, principalmente em locais muito turísticos, os taxistas normalmente não querem ligá-lo. Se tiver condição, insista. Eles vão tentar te cobrar o quádruplo do que deveriam se ligassem o taxímetro…

– Cuidado com informações. Já disse sobre o templo das tentativas de enganar os turistas. É frequente, existe e você cairá se não tomar cuidado. Ande com um mapa na mão (de preferência um que tenha os locais em thai e em inglês) e saiba onde quer ir por conta própria. Normalmente as perguntas não terão as respostas desejadas…

De resto aproveite o passeio. Você irá se divertir.

Phuket, Ko Phi Phi e Krabi – A praia e as praias da Tailândia…

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

Já ouvi que para ir em boas praias não era necessário sair do Brasil. Seria um desperdício de tempo, então, se locomover até o outro lado do mundo apenas para ir a uma… praia? A resposta, definitivamente, é não!

Não se trata aqui, é claro, de qualquer praia. Tratamos de algumas das praias mais idílicas do mundo.

Apenas para situar o leitor. O roteiro passou por Phi Phi Island (lê-se Pi Pi) e Krabi (pronuncia-se Krabí). A passagem por Phuket (fala-se Pukê) foi apenas para pegar o barco para Phi Phi Island.

E porque, a pergunta que não quer calar, nobre blogueiro, o senhor não quis passar num dos destinos MAIS visitados da Ásia? O senhor estava maluco?

Mas é claro que não. Explico. Como em todas as viagens, o tempo foi o fator determinante. Não tinha nada contra Phuket (obviamente) mas os relatos do binômio degradação/prostituição me afastaram de lá. Dizem que as praias são bonitas, mas que o turismo, por ser excessivamente explorado na área há muitos anos, tornou o local muito cheio e complicado. Esses foram os motivos que me tiraram de lá.

Já comentei num outro blog de viagens que, na minha opinião, não se deve gastar dias nem em Phuket e nem em Krabi. Se eu tivesse 4 dias de viagem para gastar em praia, ficaria os 4 em Phi Phi Island e só usaria Phuket e Krabi como pontos de embarque. Mas eu não sou dono da verdade, então cada um faz o que achar melhor. Caso alguém discorde, a caixa de comentários está aberta.

Como disse, usei Phuket apenas para pegar o ferry até Phi Phi Island. Saí do aeroporto direto para o píer, portanto não tenho conhecimento da cidade, infelizmente.

O ferry é fácil de pegar e tem diversos horários. É grande e confortável. Se o seu objetivo for apenas usar como base, sugiro Phuket. O ferry de Krabi (pegamos na volta) é menor e mais apertado. O tempo de viagem é o mesmo, então isso não é diferença. E o custo de táxis é similar. Em resumo, vá e volte por Phuket, que será mais confortável.

Compramos os tickets no aeroporto e não me arrependi. A ida foi direto de Phuket, com hora marcada. Eles te vendem um voucher com horário, que você troca com o pessoal do barco. Pagamos 400 Bahts cada um. Em Phi Phi Island, era possível encontrar a volta por 300 ou 350 Bahts, direto no píer. Assim, compre a ida no aeroporto de Phuket (pagando mais ou menos esse preço) e a volta, deixe para comprar no píer de Phi Phi. Táxis custam uns 400/500 bahts dos aeroportos até os píeres…

Phi Phi Island

Esse é o filé visual de toda a viagem. Phi Phi Island é o segundo lugar mais lindo do mundo em que estive (o primeiro é Bora-Bora). É espetacular! Lindo mesmo.

Vou colocar umas fotos da chegada para dar uma impressão do local:

(Não são fotos tiradas com câmera profissional e nem com nenhum tipo de filtro. São básicas tiradas de câmera comum ou iphone).

Aqui na praia não tem muito o que ficar falando. Ficamos no excelente Outrigger Phi Phi Island (lindo hotel, mas com serviço muito ruim) que nos trouxe toda a comodidade. Tiramos o tempo para descansar.

Existem alguns passeios típicos para se fazer na região. Há o passeio das ilhas (James Bond, Chicken Island) e o da Maya Bay, que é a famosa praia do filme “A Praia”. As duas primeiras são melhores de se fazer de Krabi e Phuket, pois são mais próximas. De Phi Phi Island são distantes e caras. Optamos por não fazê-los.

O da Maya Bay é clássico e imperdível. Além dela, o passeio inclui uma outra baía lindíssima, típica de filmes de Hollywood.

O único problema da Maya Bay são as multidões de chineses que invadem a praia. Muitos tours de um dia são organizados de Krabi e Phuket, assim a praia é lotadíssima. Aí vamos aos fatos:

(i) uns dizem para se ir logo cedo para aproveitar que a praia está mais vazia (as excursões saem das cidades pela manhã e chegam à Maya Bay por volta de 11 horas da manhã). Tá, até pode ser para quem é rato de praia. O problema é que amanhece tarde (tipo 7 da manhã) e o sol vai ficar mais a pino lá pelas 11 horas, meio dia. Assim, ir à praia vazia é perder o charme que o sol vai dar no mar, tornando-o mais azulado. Isso não funciona.

(ii) outros dizem para se ir ao meio dia. Foi o que fizemos. Saímos tarde do hotel (11 horas, horário não muito recomendado) e chegamos lá por volta deste horário. Posso dizer que estava cheio, mas não lotado. Se tivéssemos esperado um pouco mais (saído meio dia) pegaríamos a hora em que a turma das excursões já teria ido embora. Mesmo assim, apesar de lotada, acredito que fizemos um bom negócio e o passeio foi bom.

A grande diferença desta praia para as demais é o fato de ela estar circundada de montanhas e com um acesso por uma baía estreita. Isso a torna fechada e bela. Isso sem contar a cor da água, que é de matar.

Vamos às fotos?

O passeio, de longtail, custou 1500 Bahts o casal. Fomos num barco só nosso, fechado na hora, na vila que fica atrás do hotel. O passeio tinha 4 horas de duração e foi mais ou menos isso que tomou. O barqueiro foi muito simpático e tentou sempre nos mostrar os melhores lugares. Além disso, ainda quis passar no centro da ilha (píer) para que pudéssemos fazer compras. Dispensamos, mas estava incluído no passeio.

Além desse passeio, ficamos curtindo o hotel, que é ótimo. Para quem for ficar lá (recomendo) há uma vila atrás com alguns restaurantes e bares. Muito típico e bonito.

Krabi

Nosso passeio em Krabi se resumiu ao maravilhoso hotel Nakamanda. Se o seu objetivo for descansar, ficar de pernas pro alto sem fazer nada, recomendo. Ele fica numa praia não tão bela chamada Klong Nuang. Só vale mesmo pelo hotel.

A praia famosa de Krabi chama-se Ao Nang e nos disseram que havia um centrinho de compras por lá e uma praia bonita. Os resorts ficam mais afastados e numa praia que, se não tivéssemos conhecido Phi Phi Island, acharíamos bonita. Como fizemos o passeio na volta da ilha, ficamos até decepcionados com o visual, que em nada se parecia com o que tínhamos visto. Assim, como já disse antes, minha sugestão é cortar as cidades e focar na ilha. Mas eu não sou dono da verdade, repito.

Fotos?

Aí o leitor mais cri-cri vai dizer: mas você tá de má vontade porque não conheceu as ilhas (James Bond e Chicken Island) e nem a praia de Ao Nang, com suas lojinhas e etc?

Pode ser que sim. Mas digo o seguinte: o que vimos em Phi Phi Island não nos permitia ficar dando muitas voltas. A praia em frente ao nosso hotel era tão estonteantemente bela que, sinceramente, não tivemos a menor vontade de andar. Além disso, os deslocamentos são longos, os ferrys demoram tempo e minha esposa detesta barcos. Assim, temos um acordo de evitá-los sempre que possível. Caso o seu intuito seja outro (baladas e festas, por exemplo) pode ser que goste de Phuket ou de Krabi. Para mim, quando voltar lá (e isso ocorrerá um dia) serão apenas pontos de passagem para o ferry para Phi Phi Island…

Siem Reap (Angkor Wat) – Do you need a massage, sir? Just one dollar!

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

Você está diante do post mais importante desta viagem. O motivo; o que me levou para uma viagem de 24 horas até a Ásia e ao passeio pelo Camboja. E não me decepcionei, com certeza.

Este é um daqueles lugares que não te dá a real noção do que ele é até que você vá embora prá casa, veja as fotos e pense um pouco sobre o que viveu lá. Um breve passar de olhos por elas já me levou de volta ao Camboja, um lugar que certamente ficará guardando para mim como um dos inesquecíveis da minha vida.

Primeiramente, porque o povo do Camboja (já elogiado no post de Phnom Penh e no preparatório para o roteiro asiático) atinge seu ápice de simpatia em Siem Reap. Do motorista de tuk-tuk até os atendentes do hotel; das pessoas que nos servem nos restaurantes até os vendedores no mercado central; dos que nos oferecem massagem a todo lado e nos vendem os cacarecos pelas ruas: todos são fantásticos, simples e simpáticos. São a melhor coisa que existe lá.

Mas não é só isso. É o melhor sítio arqueológico que já visitei na vida! A conservação de Tulum ou de Chichen Itzá não passam nem perto do que vimos nas ruínas da civilização Angkor. O nível das construções está em bom estado de conservação, apesar de tudo.

Dicas iniciais

Não passei essas dicas em Phnom Penh para passá-las aqui, acreditando que este post será mais visualizado do que aquele…

Para entrar no Camboja, brasileiros podem obter o visto na chegada (visa on arrival). Em 2013 custava 20 USD. É obtido nos aeroportos e não tem galho. Quando se chega o sujeito já te indica para a fila específica e te faz pagar a taxa. Sem perguntas.

Roupas leves. Sempre elas. Aqui, como em Singapura, o calor tem as fases de insuportável e totalmente insuportável. Além disso, existe uma poeira chata que sempre nos acompanha. Os sítios são todos na terra e a pavimentação é apenas na rodovia central. Seu pé ficará encardido se você resolver ir de chinelo. Vá de tênis velho de cor escura que não tem erro. Além disso, use roupas o mais leve possível. Exceto Angkor Wat (o templo propriamente dito) que exige “vestimentas apropriadas” (bermuda abaixo do joelho para homens e mulheres e camiseta cobrindo os ombros) e um ou outro ponto específico, a maioria não exige nenhum tipo de traje comportado. Vá confortável. E não se esqueça de levar um chapéu ou boné e de muito protetor solar!

Existem alguns circuitos pré-definidos (Grande e Pequeno) que os tuk-tukers gostam de fazer. Além deles, há outros templos espalhados pela região, que podem te interessar. Nós não nos ativemos a nenhum circuito definido: fizemos o que aguentamos e achei mais importante. Olhar um mapa para ter noção do lugar é bastante interessante.

Dá prá ir de tuk tuk, de bicicleta, de carro alugado ou de van. Cada um sabe o que prefere, mas saiba que a bicicleta vai te limitar apenas a Angkor Thom. A não ser que você seja um estradista, que tope 40 ou 50 km de pedalada até os lugares mais distantes. O tuk tuk é tranquilo e mais em conta (entre 20 e 25 USD por dia tá bom). Se quiser contratar um guia, espere mais uns 25 USD. Normalmente, em alguns lugares, eles se oferecem para te explicar aquele templo específico. Como eu tinha lido que a maior parte dos guias não compensavam, optei por não contratar, mas em Bayon um guardinha nos pegou para explicar tudo e levou uma gorjeta. Tiramos fotos muito legais por lá, as chamadas “funny pics”. Os carros são mais confortáveis e possuem ar condicionado, o que é uma vantagem naquele calor absurdo. Assim, se você quer conforto, pode também pensar num carro por uns 40 USD. De resto era só dar uma lida no seu roteiro e guia para tentar entender um pouco da história e beleza.

Quase todo mundo que viaja para lá tem um grande tuk-tuker para indicar. É o que eu disse sobre o fato de a população ser altamente simpática o tempo todo. Em cada blog que a gente entra o dono indica um, dizendo que o Sr. fulano é fantástico, que ele faz isso, conhece aquilo, etc. Para não fugir da regra, indico o meu tuk-tuker (que ficou com a gente o tempo inteiro) como um dos ótimos de lá. Pode ir na recomendação que não tem erro: Apresento-lhes, o sr. Pheng.

Ele tem até site próprio, com recomendações de clientes…

Alguns tuk-tuks de lá são mantidos por estrangeiros e existem até os adotados por casais e grupos. Sempre levando em conta que estamos num dos lugares mais pobres do mundo…

Vamos para os templos, que depois a gente passeia pela cidade. Antecipo que vou falar um pouco da história, mas sem muitas delongas. Senão o post fica muito chato com muitas explicações minuciosas. Quem se interessar por um templo específico, certamente encontrará mais informações nos seus guias…

A civilização Angkor e Angkor Thom

Diferentemente de outros sítios arqueológicos em que a gente vai para um lugar e vê tudo lá, Angkor Wat é apenas uma pequena parte de uma região imensa de templos. Pelo mapa, você pode notar que existem muitos templos próximos de Siem Reap possíveis de ser visitados. Vamos tratar de um raio de uns 70 km de templos, apenas naquela região.

Assim, como eu disse, planejar é essencial. Cada um faz o roteiro que mais gosta, porém alguns tempos são essenciais. Vamos falar deles?

Historicamente falando, o templo de Angkor Wat precede Angkor Thom. O primeiro é do início do século XII e o segundo foi construído entre o final do século XII e início do XIII. Além deles, outros templos foram construídos em outras datas.

Angkor Wat

A cereja do bolo, o “must see”, a figura da bandeira e do dinheiro. O lugar não significa pouco, não. Foi construído pelo rei Suryavarman II, no início do século XII para ser a capital administrativa do império khmer. É, ainda hoje, considerado o maior templo religioso do mundo.

E não é por menos. Está muito bem conservado. Possui cobertura em grande parte de sua estrutura e suas paredes ainda guardam muito da época de sua construção. Mas aqui precisa ser feito um adendo.

Os reis khmer transitavam entre o hinduísmo e o budismo. Cada rei que assumia tinha suas próprias crenças e construía templos para os seus deuses. Mas não era só isso. Ele também se encarregava de trocar os deuses que ficavam nos templos já construídos, pelos seus próprios. Assim, os templos foram muito depredados até mesmo em datas próximas de suas construções. A figura do buda sentado era trocada pela de shiva meditando e vice-versa.

Angkor Wat foi, orginalmente, um templo hinduísta. Assim, as figuras desenhadas nas paredes eram de Shiva. Quando o rei rei Jayavarman VII (guarde esse nome que ele fez coisa prá caramba por lá) assumiu, ele se converteu ao budismo e mandou arrancar as figuras de shiva, trocando pelas de buda (sentados, ambas figuras guardam proximidade geométrica, por isso os espaços eram ocupados com alguma simetria). E isso ainda ocorreria mais algumas vezes, já que Jayavarman VIII era hinduísta e mandou voltar com as figuras de shiva, até que o último rei antes do abandono, Srindravarman, ex monge budista, adaptasse o templo ao budismo Teravada e assim ele ficou (e você aí pensando que só no ocidente que o pessoal se matava nas cruzadas por religião, hein?)…

Vamos às fotos?

Chegando

Guardado pela Naga

Apsarás

Aqui acontece o famoso nascer do sol. É concorridíssimo. Muitas pessoas (menos nós) acordam às 3:30 da manhã para vê-lo. Infelizmente eu não estava nesta vibe. O pôr do sol por aqui também é bonito, mas aí quem não colaborou foi o tempo, que estava meio fechado e não nos permitiu vê-lo. Teve um segundo pôr do sol num outro templo, que também não foi legal. Aquela semana estava meio nublada…

Com toda a história e mística, Angkor Wat é O TEMPLO de lá. Esse aí, tem que estar no roteiro…

Angkor Thom e Bayon

Angkor Thom foi construída pelo rei Jayavarman VII (lembra dele, o budista) para ser a nova sede do reino khmer. Ele fortificou a cidade, que é toda murada. Possui 5 portões, já que o lado leste tem dois. É um grande espaço, com alguns lugares legais para se ver, como o terraço dos elefantes e o do rei Lemper.

Ali fica outro templo interessantíssimo de se ver: Bayon.

É conhecido como o templo das faces, já que ele possui 216 faces diferentes  do próprio rei, segundo alguns estudiosos. Como Angkor Wat, também foi trocado várias vezes de religião – nasceu budista, virou hinduísta e terminou budista de novo…

É outro templo que tem que ser visto. Está bem conservado e suas faces são muito intrigantes. Ali a gente consegue fazer várias fotos engraçadas, face a face com o rei e etc. É próximo de Angkor Wat e de Siem Reap.

As sempre presentes apsarás

Aqui fica uma explicação, já que é impossível ir a um lugar desses sem entender minimamente sua cultura. As apsarás são figuras mitológicas hindus e budistas que correspondem a espíritos femininos das nuvens e das águas. São símbolos de fertilidade e têm como missão guiar os guerreiros mortos em combate ao paraíso e casarem-se com eles.

Há representações de apsarás em todos os templos que fomos. Elas são onipresentes e cada uma de uma forma diferente. Há templos em que há milhares, cada uma numa posição diferente…

Visitar Bayon e suas faces certamente tornará a viagem mais rica!

Ta Prohm e Banteay Kdei

Bom, bom, bom. O pessoal que gosta de cinemas e jogos deve ter ouvido falar desses dois, principalmente o primeiro. Ali foi gravado Tomb Raider. A Angelina Jolie também é uma das responsáveis pelo aumento do turismo no Camboja e por tê-lo tornado um destino “popular”.

Esses dois templos ficam fora de Angkor Thom, à sua direita (visto de frente). Coloquei-os juntos, no mesmo post, porque guardam algumas semelhanças. A principal delas, visível pelas fotos, é o fato de ambos terem sido deixados mais ou menos como quando encontrados, com várias árvores tomando o espaço dos templos. Ambos são exemplos de como a natureza tomou Angkor. Dizem que todos os outros também foram encontrados desta forma. Assim, foram deixados para que os visitantes tivessem essa noção um pouco diferente, apesar de haver reformas no lugar que visam dar uma limpada no visual.

Lembram-se do Jayavarman VII, que eu fiz menção em Angkor Wat? Então, ele mesmo é o responsável por estes dois templos, ambos construídos do meio do século XII até o início do XIII.

Segundo a wikipedia, esses templos não são tão adornados quanto outros nas paredes. Sinceramente, não percebi tanta diferença não. As apsarás estão lá, buda também, e os desenhos em baixo-relevo, idem. A construção foi feita com arenito de baixa qualidade, o que explicaria um pouco da atual situação do templo. Também aquela velha conversa dos iconoclastas e sua invariável busca por destruir tudo o que remetesse a um deus que não fosse o seu, explicam um pouco da depredação ocorrida lá.

Além disso, é importante ressaltar que muitas técnicas diferentes já foram utilizadas na tentativa de restaurar o sítio. E nem todas foram realizadas de maneira adequada. Alguns indianos, no início da restauração (e isso é geral para todos os templos), utilizaram ácidos corrosivos que, na tentativa de limpar as pedras, as deterioravam. Assim, há algumas falhas em todos os templos, causadas por esta tentativa fracassada.

Atualmente, eles buscam causar o mínimo de dano ao sítio, com técnicas de restauração mais modernas que visem a preservar as pedras e suas esculturas.

Vamos a algumas fotos dos templos?

Ta Prohm

Banteay Kdei

Em Ta Prohm é mais nítida a presença da natureza. Banteay Kdei também tem árvores, mas está mais “limpo”…

Banteay Srei (ou Srey)

Disseram que em khmer, Banteay Srei significa “cidade das mulheres ou da beleza”. De qualquer modo, esse templo é conhecido como Templo das Mulheres e foi o mais afastado que visitamos (eu já tinha lido sobre ele na internet, mas o nosso tuk-tuker, mesmo ciente da distância, fez questão de nos levar até lá).

Ele fica uns 35 km longe de Angkor Thom. Portanto, prepare-se para muita poeira pelo caminho e uma demorada viagem (35 km de tuk-tuk é uma hora e mesmo de carro, com estradas pequenas e apertadas, leva bastante tempo).

O templo tem uma coloração avermelhada de arenito e é bem pequeno. Um dos mais facilmente percorridos de lá. Em comparação com os outros, é quase um “mini templo”. Mas nem por isso não merece ser visto. Aliás, pelo contrário: ele MERECE ser visto.

Foi construído não por um monarca, mas por um conselheiro chamado Yajnavaraha no reinado de Rajendravarman II, em meados do século X. É, portanto, um templo que precede Angkor Thom, Angkor Wat e a região mais próxima da atual Siem Reap. Tem origem hinduísta e é dedicado a Shiva.

Vamos ao templo: ele é feito todo de arenito vermelho, diferente, portanto, de todos os outros. É ricamente decorado com apsarás e cenas de batalhas da religião hinduísta. É cercado por um lago. Enfim, vamos às fotos para maiores esclarecimentos…

Certamente foi um dos templos em que eu mais tirei fotos. Apesar de pequeno, a arquitetura e decoração são muito bonitas e adornadas. Imaginar aquilo em seu auge foi muito interessante….

Outros templos

Estes não foram os únicos templos que visitamos. Não fizemos os pré angkorianos (que são muito distantes), apenas os que estavam mais próximos de Siem Reap. Visitamos, ainda, Preah Kahn (que é outro com árvores, contemporâneo de Banteay Kdei e Ta Prohm – e que eu gostei muito mais do que de Banteay Kdei) e vimos o pôr do sol em Phnom Bakheng (Phnom, em khmer, quer dizer colina) que era no alto de uma montanha (é outro que exige vestimentas adequadas para se visitar). Esse templo é muito procurado para o pôr do sol. Subimos até lá, mas, como já disse, o tempo estava meio nublado e não deu para ver um pôr do sol perfeito. Foi meia boca. E a subida é forte (principalmente depois de um dia inteiro de templos e sobe e desce). É cansativo!

Deixo umas fotos de lá para ilustrar…

Siem Reap (a cidade)

Ufa! Depois de tanto caminhar por templos; subir e descer escadas; comer poeira, enfim, todo o périplo que um sítio arqueológico exige, chegamos na cidade de Siem Reap. O que fazer?

Em primeiro lugar, eu sugiro que se pegue algum hotel com piscina. Tudo lá é barato e, exceto o pessoal que tem alma de mochileiro, sugiro que durmam em algum bom hotel da cidade. O Golden Temple, onde ficamos, é altamente recomendado.

A cidade de Siem Reap não tem muitos atrativos. Pelo que notei por lá eles estão objetivando dar mais opções ao turista que vai para lá (para aumentar o número de dias dos visitantes, que normalmente se restringe a um ou dois), com passeios por campos onde havia minas, passeios com elefantes, etc. Interessante, também, é que seu hotel esteja próximo da Pub Street e do Mercado Central. Senão vai ficar complicado fazer as coisas legais que o lugar oferece.

A Pub Street fica ao lado do mercado central. É uma rua movimentada, com muitos restaurantes, bares e cafés. Encontra-se culinária internacional de boa qualidade por lá. É só escolher um lugar para sentar!

Uma das, infelizmente, muitas bandas de mutilados por minas terrestres…

O mercado central de lá é muito bom e não é necessário passar por Phnom Penh se o objetivo for exclusivamente comprar coisinhas. Fomos aos dois mercados e, sinceramente, quase tudo o que tem em um, tem no outro….

Passear por ali de noite, depois de um dia repleto de atividades é extremamente agradável e aprazível…

O fim

Quando dissemos que íamos ao Camboja, muitas pessoas nos olharam estranhamente, perguntando: o que vão fazer lá?

Nós mesmos, quando partimos, sentimos um pouco de receio em relação ao que iríamos encontrar por lá. Já podemos nos considerar viajantes de média quilometragem, então não nos surpreendemos facilmente com qualquer perrengue… O que posso dizer a todos é: Visitem o Camboja! Não há lugar com pessoas mais amáveis no mundo! Há boa qualidade de comida internacional (porque a asiática é complicada) e boa estrutura turística. Não me senti inseguro em lugar nenhum. As pessoas estão sempre prontas a nos ajudar e há um inglês razoável (eu disse razoável, não perfeito) em quase todos os lugares. É mais fácil para um estrangeiro visitar o Camboja do que o Brasil, com certeza. Neste quesito, o índice de inglesabilidade das pessoas por lá é muito maior!

Além disso, eles possuem um dos sítios arqueológicos mais interessantes do mundo (se não o mais). Os aeroportos são bons, e as companhias aéreas que fazem os vôos por lá, confiáveis.

É claro que a estrutura do país é precária e a população, infelizmente, paupérrima. Mas isso vai mudar com o tempo (espero) já que o turismo para lá só aumenta e é fonte de renda para muitas pessoas. Não hesito em dizer: Visite o Camboja. Sua vida nunca mais será a mesma*

*Não recebo nada, de nenhum lugar, para recomendar destinos. Quando isto ocorrer (se ocorrer algum dia) será avisado no início do post.

Singapura (Cingapura) – No smoking, no eating, no litering. A fine country.

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

Fine, em inglês, pode significar duas coisas: é sinônimo de multa, mas também pode significar que algo é legal. Pois é: Singapura é um país “fine”. Em ambos sentidos.

Onde é que já se viu um país onde não se pode chupar chiclete? Segundo o governo, ao chupar chiclete as pessoas colam o que resta nos lugares, causando sujeira. A solução? Não masquem chiclete, ora bolas.

Singapura tem uma história de entreposto comercial. Isso sempre trouxe dinheiro ao local. Nota-se, ainda hoje, que a população tem uma qualidade de vida muito superior aos seus vizinhos. Porém, do mesmo jeito que traz dinheiro, ser um entreposto traz imigrantes. E isso significa diferentes culturas. Às vezes não com muita assepsia…

A maior parte da população é de origem chinesa. Os indianos têm bastante força também, além dos árabes. É um país multifacetado, com diferentes hábitos e culturas. Mas muito organizado.

Em razão disso tudo o governo sempre foi muito linha dura com saneamento básico e higiene. Dizem que estão ficando mais liberais, com o tempo. Mas ainda há muitas placas dizendo o que pode e não pode e multas definidas para quase qualquer conduta que desvie dos padrões…

Diquinhas iniciais

O calor em Singapura tem duas vertentes: insuportável e absolutamente insuportável. Prepare-se para um calor imenso, daqueles úmidos de transpirar bicas. Além disso, como a cidade possui muitos lugares com ar condicionado, o ideal é sempre ter à mão um remédio para dor de garganta e gripe. Não é difícil comprar bons por lá (não é necessário receita médica) mas às vezes, dependendo de cada um, é interessante levar daqui.

Singapura tem muitas facetas, dos bairros étnicos até a modernidade. Vale a pena passear por todos os lugares. Roupas leves e tênis são boas pedidas para as caminhadas. Do Sudeste Asiático, lá é o lugar onde existem menos “pudores” com roupas curtas, apesar do calor. Os templos geralmente não implicam com isso (exceto os muçulmanos).

Prepare-se para o tira e põe de sapatos. Todos os templos exigem que nos descalcemos antes de entrar. Não vá me colocar meia furada!!

Em relação à comida, existem restaurantes de comida ocidental em quase todos os lugares.

A moeda é o dólar de Singapura e a tomada geralmente é padrão inglês (hoteis de rede têm tomadas em padrão americano).

Divirta-se sem moderação. Você irá se apaixonar por Singapura!

O aeroporto

É a primeira vez que faço menção a um aeroporto quando escrevo sobre alguma cidade. Obviamente que isso só ocorre porque não é “qualquer aeroporto”. Estamos falando do fantástico Changi (lê-se Changui), que, apesar de não conhecer TODOS os aeroportos do mundo, posso afirmar: é o melhor deles.

Lá tem cinema, montanha russa, jardins, lagos, um shopping imenso, imigração ultra rápida, internet grátis e de boa qualidade, ligação eficiente por transporte público ao resto da cidade, ótimo serviço de entrega de malas, sinalização clara, ótimos banheiros, serviço de qualificação de tudo o que se faz lá… Ufa, até cansei de enumerar as qualidades…

Vou colocar umas fotos prá dar uma ideia do que estou falando…

Imigração

Peixes, com placa de horário de sua alimentação

Daria prá colocar mais uma infinidade de fotos de lá. Mas para isso eu teria que fazer um post só sobre o aeroporto, o que não é o objetivo deste aqui.

Changi é o aeroporto que todos os aeroportos gostariam de ser!

Passada a EXCELENTE impressão inicial causada por esse portentoso aeroporto, vamos falar propriamente da cidade. Singapura é uma cidade estado de mais ou menos 3 milhões de habitantes. A maioria, como já falei, é chinesa.

Para turistar por lá existem algumas opções interessantes: a região moderna da Marina; os shoppings da Orchard Road; os bairros étnicos (Little India, Chinatown e Arab Quarter) e a Ilha de Sentosa, onde se localiza uma filial da Universal Studios e muitos resorts…

Não estivemos em Sentosa, por opção. Vou falar, assim, dos primeiros lugares citados…

Marina Bay

Ahá! Agora o negócio ficou sério. Essa é a região mais conhecida de Singapura (local da corrida de fórmula 1 e onde fica localizado o famoso “Marina Bay Sands”, hotel com a piscina mais alta do mundo).

Sem mais delongas, comecemos por ele. Para usar a piscina, é preciso se hospedar no hotel. Ele é imenso (mais de 2500 quartos), com bastantes serviços. Existe um shopping no subsolo do hotel e outro na sua saída. Acho que estão tentando concorrer com a região de Orchard…

Vamos conhecer a “famosa” piscina?

Quem não está hospedado no hotel tem acesso, apenas, ao skypark, de onde se tem alguma das melhores vistas do skyline de Singapura…

A região é ultra moderna, lugar de alguns arranha céus espelhados. Aí vão fotos de lá…

De dia

Sol se pondo

De noite

Acima, esse prédio mais iluminado é o Raffles Hotel, que era o mais famoso até a inauguração do Marina Bay Sands.

Nesta região fica a estátua do Merlion, que é o símbolo de Singapura. Merlion é uma mistura de peixe com leão. Supostamente, o descobridor de Singapura teria visto um leão por lá. Não há registros de que leões habitassem aquela região, então isso deve ter sido uma viagem do cara. O fato é que pegou e hoje é utilizado como símbolo de lá.

A estátua é esta aí do topo do post. Fica no Merlion Park, que está localizado logo à frente do Marina Bay Sands, do outro lado do rio Singapura. É um dos lugares mais visitados de lá.

Ainda por ali, temos um parque que circunda toda a Marina Bay. Tem até ventilador para o pessoal se refrescar…

Atrás do Marina Bay Sands existe um jardim botânico suspenso, muito legal…

Dá prá passar uma tarde muito agradável (se o sol deixar, é claro) apenas passeando por esta região. Se estiver no Marina Bay Sands, a combinação piscina-passeio fica ainda mais interessante…

Hawker Center

Sabe aquelas barraquinhas de comidas que todos os programas sobre cidades asiáticas mostram? Alguns com comidas pitorescas? Então, em Singapura, por questões de higiene (sempre elas), o governo mandou todas essas barraquinhas para dentro de determinados lugares, denominados “hawkers centers”. É muito comum, para os asiáticos, o hábito de comer na rua. Muita gente leva para casa os pratos ali comprados…

Temos, então, ora pois, um dos lugares típicos para se comer por lá. As comidas possuem preços razoáveis e a gente encontra muitos locais fazendo suas refeições…

Nós fomos uma vez e confesso que não repetimos a experiência. Obviamente que esses lugares não são um “primor” de limpeza. As pessoas possuem suas próprias barracas e fazem a comida ali mesmo. Não passamos mal e, repito, TODOS os locais estavam lá comendo na maior tranquilidade… É típico, mas esse foi apenas o início do nosso sofrimento com comida.

Para mim, o maior problema de se visitar a Ásia é a comida. A culinária asiática que a gente come aqui no Brasil não passa nem perto da realidade de lá. Os yakisobas do China In Box, obviamente, são adaptados ao nosso gosto, o que dá apenas uma “noção” do que é a comida típica asiática…

Isso porque o tempero é agridoce. A mistura salgado-doce é frequente nas comidas deles, fato que faz com que tenhamos muitas dificuldades com o tempero. Frango é frango no mundo inteiro. O que muda é o jeito como se faz esse frango. Aí é que o negócio pega.

Infelizmente, por tudo isso, acabamos não tendo a experiência gastronômica que desejávamos ao ir para lá. Até comemos mais algumas vezes as comidas típicas de cada lugar, mas não sem antes intercalar com o nosso bom e velho macarrão italiano ou um hambúrguer ou peixe que o valham…

Chinatown

Pegando a linha NE do metrô, descemos na estação Chinatown. A Chinatown de Singapura é uma das mais organizadas que já conheci (ainda teve a de Bangkok nesta viagem). Muitas lojas na rua (é O lugar para você comprar souvernirs da viagem e também algumas coisas para casa) e alguns templos interessantes. Ali visitamos uma das pagodas mais legais que vimos em toda a viagem…

Por mais incrível que possa parecer, além das pagodas budistas, também existem templos hindus (um dos mais legais que visitamos fica lá, o Sri Mariamman Temple)…

Como em todos os templos hindus, temos que descalçar os sapatos para entrar (isto é geral em templos hindus, budistas e islâmicos). O ideal ao se visitar esses lugares é ir de chinelo (o problema é andar o dia todo de chinelo, né…)

Além de templos hindus e budistas, também temos mesquitas por lá. Pelo que percebo, todos se respeitam, sem grandes problemas religiosos…

O passeio por Chinatown é muito interessante. Na rua do que hoje é o mercado noturno, nomeada Rua da Morte, pessoas ficavam em casas para poderem morrer. Isso porque, segundo a tradição religiosa, a morte em uma casa trazia mau agouro para os que sobreviviam. Assim, muitas pessoas abandonavam seus lares para morrerem nessas casas de morte…

Little Índia

Outro bairro étnico de Singapura. Estação Little Índia do metrô, também da linha NE (o metrô de Singapura é muito bom)…

Ficamos hospedados por lá na segunda parte de nossa estada em Singapura, após sairmos da região da Marina Bay.

Little Índia é, como não poderia deixar de ser, um pedacinho de Índia em Singapura. Tem uma comunidade indiana muito forte morando por lá (nota-se claramente a mudança das pessoas quando se deixa Chinatown e se vai para Little India). Também tem uma porção de templos hindus e mesquitas. Próximo de Little India, aliás, fica o Arab Quarter, o “bairro” árabe.

Em Little India temos muitas opções de compras. O Mustafá Center e o Tekka Center são duas delas. Aliás, para quem deseja comprar QUALQUER coisa, o Mustafá Center tem ótimos preços. Ficamos muito interessados em roupas de cama e de banho, além de quinquilharias para casa. Os preços são próximos do que se cobra em Miami. Lá, aliás, foi o primeiro lugar que ouvimos português em nossa viagem, com alguns brasileiros também fazendo suas comprinhas…

Vamos passear por lá?

Culturalmente é um bairro muito rico. Existem, em todas as esquinas, restaurantes de comida típica, frequentados pela população local…

Um passeio por Little India, vai deixar sua tarde em Singapura mais animada!

Arab Quarter

Próximo de Little Índia, temos o Arab Quarter. Literalmente é um pedaço menor do que um bairro, onde houve uma ocupação pelos árabes. Lá, temos uma das maiores mesquitas de Singapura, a bela Sultan Mosque.

Um adendo que faço por aqui: apesar de todo esse preconceito com os islâmicos (motivado pelo fanatismo de alguns), sempre fomos muito bem tratados em todas as mesquitas que visitamos. As pessoas da recepção sempre foram muito educadas e sorridentes conosco. Acredito que eles mesmos enfrentem problemas com sua religião por conta de alguns malucos que saem matando por aí…

Como sempre me permitiram tirar fotos dentro das mesquitas, publiquei uma foto interna por aqui, da Sultan Mosque. Caso haja algum problema com isso, é só avisar que eu tiro.

Por ali também temos muitos bons restaurantes e cafés. Pode ser um lugar muito interessante para almoçar.

Nesta região encontram-se muitos vendedores de tapetes e alguns bazares por toda a rua. Quem estiver interessado, pode achar alguma coisa interessante…

Ainda no Arab Quarter fica o centro de memória da Malásia. Singapura chegou a ser parte integrante da Malásia antes de ficar totalmente independente e ali era onde estava a residência da família real malaia. Vale pelas fotos externas e pelo jardim. Acabamos não entrando no palácio, apenas o vimos do lado de fora…

Finalizando os bairros étnicos, acredito que tenhamos dado uma bela volta cultural pelos caminhos de Singapura…

Night Safari

Saindo completamente do lado cultural de Singapura, vamos passear por uma das atrações mais visitadas de lá, o Night Safari.

O Night Safari é exatamente isso que o nome diz: um safári noturno. Próximos ficam o jardim zoológico de Singapura e também um parque apenas de aves (esse não é tão próximo assim). Se for do seu interesse, comprar um ingresso conjugado traz descontos…

O lugar fica um pouco afastado da parte mais “turística de Singapura”. Para chegar até lá se pega o metrô até a estação Ang Mo Kio e de lá um ônibus que vai direto até o Night Safari. O problema é que só o ônibus demora 45 minutos no percurso… Como o parque abre às 19:30 hs. (e existem alguns shows interessantes por lá, além de uma boa praça de alimentação) é recomendável sair do seu hotel lá pelas 18:00hs. A gente não fazia ideia que demorava tanto para chegar, então acabamos tendo que correr um pouco.

Ele fecha às 00:00 hs. (também conhecida como meia noite) mas os transportes coletivos só vão até umas 23:30 hs. O problema é que ainda que você pegue o ônibus e chegue até o metrô, grande parte das estações estará fechada. O melhor mesmo é pegar um ônibus fretado que faz o percurso parando em alguns pontos chaves da cidade e de lá ir para o seu hotel. Nós não fizemos isso e acabamos precisando pegar um táxi após todas as estações do metrô irem fechando pelo caminho… Entrar no metrô, portanto, não é garantia de chegar ao destino final!

Feitas as advertências, vamos ao passeio. Segundo dizem os especialistas, muitos animais têm sua atividade mais intensa no período da noite. Assim, fazer um passeio ao zoológico depois que o sol se põe pode ser interessante para ver os bichos mais “animados”.

Gostamos do passeio. O negócio é padrão “disney” de entretenimento. Muito bem organizado, planejado e executado. Os shows temáticos (de fogos e com os bichos) são rigorosamente bem feitos. O safári, lembra um pouco o que é feito no Animal Kingdom, em Orlando, com um jipe que puxa vagões e uma pessoa descrevendo tudo o que se passa e os bichos que vemos. Não nos arrependemos de ter feito o passeio!

As fotos, infelizmente, ficam bastante prejudicadas. Eles não permitem que se use flash (segundo eles os olhos dos bichos são muito sensíveis) e isso, por si só, elimina qualquer possibilidade de um bom clique. Assim, para ilustrar, ficarão apenas fotos tiradas no show dos bichos…

Ah, caso você tenha chegado até lá pela Singapore Airlines, seu cartão de embarque dá direito a 15% de desconto no ingresso…

Orchard Road

Os asiáticos adoram comprar. Sempre que a gente vai para quase qualquer lugar do mundo, vê um ou uma, com sacolas na mão. Geralmente de grifes e caras…

A Orchard Road é a meca do consumo em Singapura. Logo na saída do metrô (que é integrada com um shopping) já se dá de cara com uma infinidade de lojas. Se na rua já há inúmeros shoppings, nem se diga no subsolo. Há lojas de todos os tipos de grifes.

Vale o passeio, portanto, se você quer comprar alguma coisa. Além disso, há muitas opções de restaurantes por lá, para todos os gostos. Digamos que sejam uns “hawkers centers mais chiques”.

Além disso tudo, a gente costumava se deslocar para lá para fugir do calor, geralmente absurdo, de Singapura. Entre meio dia e duas da tarde era impossível andar na rua sem transpirar absurdamente. E para isso, serviam bem os shoppings com seus ar condicionados sempre ligados no máximo.

Os banheiros desses shoppings, também eram dignos de nota. Todos muito limpos e chiques!

Seguem umas fotos tiradas na rua (antes que o calor nos vencesse e voltássemos para dentro :))

Espero que tenham gostado do nosso passeio por Singapura.