Como planejar sua viagem pelo Sudeste Asiático

Se você, como eu, tem muita vontade de conhecer esta parte do mundo, o post aqui vai dar uma mão em como montar um roteiro para viajar pelo Sudeste Asiático.

Antes de mais nada, farei posts específicos sobre o roteiro que eu fiz por lá. Este será o introdutório para os posts sobre cada lugar. Por isso ele será genérico, passando apenas por cima de alguns lugares onde andamos…

Como chegar?

De antemão, saiba que uma viagem para lá não vai levar menos de 24 horas. Isso se você estiver em São Paulo ou no Rio. Se precisar fazer uma conexão com um desses lugares, vai levar mais tempo. Se você não for para Bangkok, Singapura (vou grafar com S para seguir o padrão local, apesar de se escrever com C em português) ou Kuala Lumpur no início, idem.

Há duas opções mais comuns de se ir para lá: uma delas (e mais próxima) é ir pela África do Sul. Você vai do Brasil até Joanesburgo e de lá consegue uma rota direta para Bangkok ou para Singapura. Porém é a menos usada, já que existe só uma empresa que faz a rota de SP – JNB e o custo pode ficar maior.

A segunda opção mais comum é ir pela Europa. Barcelona, pela Singapore, é que mais se aproxima de um vôo direto. A aeronave faz uma escala de 2 horas e segue caminho.

Dá prá ir para ambos lugares (Singapura e Bangkok) de quase qualquer grande capital europeia. Para Kuala Lumpur, a KLM tem uma rota direta de Amsterdã. Assim, teste nos consolidadores quem está com a tarifa mais em conta.

Pode-se tentar uma parada na Europa. Isso só é complicado porque a temperatura na Europa na época recomendada para se ir para a Ásia é gélida…

Quando ir?

O clima é tropical (os países estão muito próximos do Equador). Assim, a época recomendada (menos chuva) é de novembro a abril. O meio do ano é muito chuvoso, fato que pode atrapalhar uma viagem de praia ou muitos passeios a céu aberto…

Por onde começar?

Confesso que essa era uma grande preocupação que tive. A diferença cultural é absurda entre o que temos aqui e lá. Muitos blogueiros (alguns brasileiros que foram prá lá, p. ex.) apontam que começar por Singapura pode ser melhor, porque é a Ásia mais ocidentalizada que temos. Há uma lenda de que Bangkok é um “ame ou odeie”.

Bom, na minha humilde opinião é ABSOLUTAMENTE indiferente começar por Singapura ou Bangkok. Esse papo de que Bangkok é complicada, etc, é lenda. Bangkok é uma metrópole, imensa, com trânsito caótico. Mas isto também gera facilidades. Há farta culinária internacional, os táxis funcionam razoavelmente bem e há um skytrain que corta uma parte interessante para quem vai turistar. Nós não estivemos na Khao San Road (meca do turismo backpacker) porque fomos no meio do Songkran, ano novo tailandês, que é EFUSIVAMENTE comemorado nas ruas com guerras de água. Assim, a bateção de perna ficou limitada porque a gente não estava no clima de celebrar com água e farinha o dia inteiro. Talvez ficando naquele lugar você tenha uma impressão mais “pitoresca” da cidade. Se quer algo comum, procure a região de Siam ou a Silom Square e seja feliz.

Se a opção for iniciar por Singapura, também vale o que foi falado acima. Nenhuma das duas morde. Singapura é mais organizada do que Bangkok, estilo Europa e EUA. Tudo se faz de metrô, muito boa sinalização, etc. Mas as dificuldades culturais existem do mesmo jeito. Escolher um bairro étnico para se hospedar (Little India ou Chinatown, p. ex.) vai ser diferente. Se quiser sentir modernidade (e shoppings) tem também.

Kuala Lumpur eu não conheci, apenas o aeroporto low cost, que é ruim, mas de inevitável passagem…

Como organizar o roteiro?

Todo roteiro, para ficar bom, precisa ter o mínimo de escalas possível nas rotas aéreas. Isso torna a viagem menos cansativa e menos sujeita a intempéries climáticas, de teto ou atrasos (dois vôos são duas possibilidades de problemas).

Assim, tenha em mente que a malha aérea do sudeste Asiático é muito centrada em Singapura-Bangkok-Kuala Lumpur. Isso não significa que chegar em outras cidades seja difícil, mas sim que quase sempre demandará uma escala/conexão em um desses três lugares.

Singapura é sede da Singapore Airlines e da Tiger Airways. Se a Singapore é uma companhia 5 estrelas e foca em vôos de longa distância, a Tiger cobre razoavelmente bem os locais de interesse turístico a partir de Singapura. É provável que você chegará onde quiser de lá sem paradas.

Bangkok é uma das sedes da Airasia, maior low cost do continente e que provavelmente será muito utilizada por você. Eles usam o aeroporto Don Mueang, não o novo, Suvarnabhumi. Apesar do novo ser melhor, não é problema usar DMK. Pequeno, mas funcional. Bangkok, portanto, poderá ser uma parada em algum momento da viagem.

Kuala Lumpur é a sede da Airasia. Assim, será outro local por onde você terá que passar. Diria que KLIA (nome do aeroporto de lá) é mais certeza de passagem do que DMK. É um aeroporto horroroso e muito lotado (o terminal low cost). Prepare-se, mas você sobrevieverá.

O que levar na mala?

Quando montei meu roteiro, não achei referências sobre o assunto, e fui completamente mirim ao montar minha mala.

Esqueça calças jeans (leve uma ou vá com ela que será suficiente), camisetas polo (a não ser que você seja ultra formal) e muitos pares de tênis (vá com um e seja feliz). O lugar é um calor insuportável, daqueles que eu nunca peguei na vida (não conheço Manaus, mas as latitudes são próximas) e não tem como usar roupa pesada. Além disso, a andança é imensa, bem como a poeira (se for visitar algum sítio arqueológico, p.ex.) o que torna tudo dispensável. Leve shorts e camisetas leves. É mais do que suficiente.

O único perrengue que você terá será para entrar em templos. Em Bangkok é preciso se cobrir todo para entrar no Grand Palace, por exemplo. Em Bali o sarong é essencial. Mas nos “n” mercados que cada cidade vai ter pelo caminho será muito fácil comprar isso. Não se preocupe.

O que visitar?

Roteiro é pessoal, assim não dá prá dar modelo pronto. Existem muitos países por lá e cada um adequa às suas necessidades. Estivemos em Singapura, no Camboja, Tailândia e Bali. Gostei muito da viagem e das experiências…

Transporte

Não é algo com o qual você tenha que se preocupar exaustivamente, mas é bom saber as peculiaridades de cada lugar. Em Singapura o binômio trem-táxi, funciona bem. Dá prá usar metrô o tempo todo e complementar eventualmente com algum táxi. Camboja é tuk-tuk (a não ser que você queira usar táxi, que tem também). Tailândia é táxi e em Bangkok tuk-tuk e táxi (os tuk tuks são mais caros que os táxis). Em Bali o esquema é alugar um carro ou um carro com motorista. A segunda opção é mais recomendável.

Comida

Tem comida internacional em todos os lugares. Talvez você não encontre em restaurantes muito populares, mas em locais turísticos comer não será problema. O tempero dos caras é adocicado (na comida deles, não na ocidental, que tem tempero normal). Não será problema, também.

É isto. A partir do momento que eu for fazendo os posts separados de cada lugar, colocarei mais informações específicas. Com esse aqui já dá prá começar a pensar no périplo! 🙂

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