Singapura (Cingapura) – No smoking, no eating, no litering. A fine country.

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

Fine, em inglês, pode significar duas coisas: é sinônimo de multa, mas também pode significar que algo é legal. Pois é: Singapura é um país “fine”. Em ambos sentidos.

Onde é que já se viu um país onde não se pode chupar chiclete? Segundo o governo, ao chupar chiclete as pessoas colam o que resta nos lugares, causando sujeira. A solução? Não masquem chiclete, ora bolas.

Singapura tem uma história de entreposto comercial. Isso sempre trouxe dinheiro ao local. Nota-se, ainda hoje, que a população tem uma qualidade de vida muito superior aos seus vizinhos. Porém, do mesmo jeito que traz dinheiro, ser um entreposto traz imigrantes. E isso significa diferentes culturas. Às vezes não com muita assepsia…

A maior parte da população é de origem chinesa. Os indianos têm bastante força também, além dos árabes. É um país multifacetado, com diferentes hábitos e culturas. Mas muito organizado.

Em razão disso tudo o governo sempre foi muito linha dura com saneamento básico e higiene. Dizem que estão ficando mais liberais, com o tempo. Mas ainda há muitas placas dizendo o que pode e não pode e multas definidas para quase qualquer conduta que desvie dos padrões…

Diquinhas iniciais

O calor em Singapura tem duas vertentes: insuportável e absolutamente insuportável. Prepare-se para um calor imenso, daqueles úmidos de transpirar bicas. Além disso, como a cidade possui muitos lugares com ar condicionado, o ideal é sempre ter à mão um remédio para dor de garganta e gripe. Não é difícil comprar bons por lá (não é necessário receita médica) mas às vezes, dependendo de cada um, é interessante levar daqui.

Singapura tem muitas facetas, dos bairros étnicos até a modernidade. Vale a pena passear por todos os lugares. Roupas leves e tênis são boas pedidas para as caminhadas. Do Sudeste Asiático, lá é o lugar onde existem menos “pudores” com roupas curtas, apesar do calor. Os templos geralmente não implicam com isso (exceto os muçulmanos).

Prepare-se para o tira e põe de sapatos. Todos os templos exigem que nos descalcemos antes de entrar. Não vá me colocar meia furada!!

Em relação à comida, existem restaurantes de comida ocidental em quase todos os lugares.

A moeda é o dólar de Singapura e a tomada geralmente é padrão inglês (hoteis de rede têm tomadas em padrão americano).

Divirta-se sem moderação. Você irá se apaixonar por Singapura!

O aeroporto

É a primeira vez que faço menção a um aeroporto quando escrevo sobre alguma cidade. Obviamente que isso só ocorre porque não é “qualquer aeroporto”. Estamos falando do fantástico Changi (lê-se Changui), que, apesar de não conhecer TODOS os aeroportos do mundo, posso afirmar: é o melhor deles.

Lá tem cinema, montanha russa, jardins, lagos, um shopping imenso, imigração ultra rápida, internet grátis e de boa qualidade, ligação eficiente por transporte público ao resto da cidade, ótimo serviço de entrega de malas, sinalização clara, ótimos banheiros, serviço de qualificação de tudo o que se faz lá… Ufa, até cansei de enumerar as qualidades…

Vou colocar umas fotos prá dar uma ideia do que estou falando…

Imigração

Peixes, com placa de horário de sua alimentação

Daria prá colocar mais uma infinidade de fotos de lá. Mas para isso eu teria que fazer um post só sobre o aeroporto, o que não é o objetivo deste aqui.

Changi é o aeroporto que todos os aeroportos gostariam de ser!

Passada a EXCELENTE impressão inicial causada por esse portentoso aeroporto, vamos falar propriamente da cidade. Singapura é uma cidade estado de mais ou menos 3 milhões de habitantes. A maioria, como já falei, é chinesa.

Para turistar por lá existem algumas opções interessantes: a região moderna da Marina; os shoppings da Orchard Road; os bairros étnicos (Little India, Chinatown e Arab Quarter) e a Ilha de Sentosa, onde se localiza uma filial da Universal Studios e muitos resorts…

Não estivemos em Sentosa, por opção. Vou falar, assim, dos primeiros lugares citados…

Marina Bay

Ahá! Agora o negócio ficou sério. Essa é a região mais conhecida de Singapura (local da corrida de fórmula 1 e onde fica localizado o famoso “Marina Bay Sands”, hotel com a piscina mais alta do mundo).

Sem mais delongas, comecemos por ele. Para usar a piscina, é preciso se hospedar no hotel. Ele é imenso (mais de 2500 quartos), com bastantes serviços. Existe um shopping no subsolo do hotel e outro na sua saída. Acho que estão tentando concorrer com a região de Orchard…

Vamos conhecer a “famosa” piscina?

Quem não está hospedado no hotel tem acesso, apenas, ao skypark, de onde se tem alguma das melhores vistas do skyline de Singapura…

A região é ultra moderna, lugar de alguns arranha céus espelhados. Aí vão fotos de lá…

De dia

Sol se pondo

De noite

Acima, esse prédio mais iluminado é o Raffles Hotel, que era o mais famoso até a inauguração do Marina Bay Sands.

Nesta região fica a estátua do Merlion, que é o símbolo de Singapura. Merlion é uma mistura de peixe com leão. Supostamente, o descobridor de Singapura teria visto um leão por lá. Não há registros de que leões habitassem aquela região, então isso deve ter sido uma viagem do cara. O fato é que pegou e hoje é utilizado como símbolo de lá.

A estátua é esta aí do topo do post. Fica no Merlion Park, que está localizado logo à frente do Marina Bay Sands, do outro lado do rio Singapura. É um dos lugares mais visitados de lá.

Ainda por ali, temos um parque que circunda toda a Marina Bay. Tem até ventilador para o pessoal se refrescar…

Atrás do Marina Bay Sands existe um jardim botânico suspenso, muito legal…

Dá prá passar uma tarde muito agradável (se o sol deixar, é claro) apenas passeando por esta região. Se estiver no Marina Bay Sands, a combinação piscina-passeio fica ainda mais interessante…

Hawker Center

Sabe aquelas barraquinhas de comidas que todos os programas sobre cidades asiáticas mostram? Alguns com comidas pitorescas? Então, em Singapura, por questões de higiene (sempre elas), o governo mandou todas essas barraquinhas para dentro de determinados lugares, denominados “hawkers centers”. É muito comum, para os asiáticos, o hábito de comer na rua. Muita gente leva para casa os pratos ali comprados…

Temos, então, ora pois, um dos lugares típicos para se comer por lá. As comidas possuem preços razoáveis e a gente encontra muitos locais fazendo suas refeições…

Nós fomos uma vez e confesso que não repetimos a experiência. Obviamente que esses lugares não são um “primor” de limpeza. As pessoas possuem suas próprias barracas e fazem a comida ali mesmo. Não passamos mal e, repito, TODOS os locais estavam lá comendo na maior tranquilidade… É típico, mas esse foi apenas o início do nosso sofrimento com comida.

Para mim, o maior problema de se visitar a Ásia é a comida. A culinária asiática que a gente come aqui no Brasil não passa nem perto da realidade de lá. Os yakisobas do China In Box, obviamente, são adaptados ao nosso gosto, o que dá apenas uma “noção” do que é a comida típica asiática…

Isso porque o tempero é agridoce. A mistura salgado-doce é frequente nas comidas deles, fato que faz com que tenhamos muitas dificuldades com o tempero. Frango é frango no mundo inteiro. O que muda é o jeito como se faz esse frango. Aí é que o negócio pega.

Infelizmente, por tudo isso, acabamos não tendo a experiência gastronômica que desejávamos ao ir para lá. Até comemos mais algumas vezes as comidas típicas de cada lugar, mas não sem antes intercalar com o nosso bom e velho macarrão italiano ou um hambúrguer ou peixe que o valham…

Chinatown

Pegando a linha NE do metrô, descemos na estação Chinatown. A Chinatown de Singapura é uma das mais organizadas que já conheci (ainda teve a de Bangkok nesta viagem). Muitas lojas na rua (é O lugar para você comprar souvernirs da viagem e também algumas coisas para casa) e alguns templos interessantes. Ali visitamos uma das pagodas mais legais que vimos em toda a viagem…

Por mais incrível que possa parecer, além das pagodas budistas, também existem templos hindus (um dos mais legais que visitamos fica lá, o Sri Mariamman Temple)…

Como em todos os templos hindus, temos que descalçar os sapatos para entrar (isto é geral em templos hindus, budistas e islâmicos). O ideal ao se visitar esses lugares é ir de chinelo (o problema é andar o dia todo de chinelo, né…)

Além de templos hindus e budistas, também temos mesquitas por lá. Pelo que percebo, todos se respeitam, sem grandes problemas religiosos…

O passeio por Chinatown é muito interessante. Na rua do que hoje é o mercado noturno, nomeada Rua da Morte, pessoas ficavam em casas para poderem morrer. Isso porque, segundo a tradição religiosa, a morte em uma casa trazia mau agouro para os que sobreviviam. Assim, muitas pessoas abandonavam seus lares para morrerem nessas casas de morte…

Little Índia

Outro bairro étnico de Singapura. Estação Little Índia do metrô, também da linha NE (o metrô de Singapura é muito bom)…

Ficamos hospedados por lá na segunda parte de nossa estada em Singapura, após sairmos da região da Marina Bay.

Little Índia é, como não poderia deixar de ser, um pedacinho de Índia em Singapura. Tem uma comunidade indiana muito forte morando por lá (nota-se claramente a mudança das pessoas quando se deixa Chinatown e se vai para Little India). Também tem uma porção de templos hindus e mesquitas. Próximo de Little India, aliás, fica o Arab Quarter, o “bairro” árabe.

Em Little India temos muitas opções de compras. O Mustafá Center e o Tekka Center são duas delas. Aliás, para quem deseja comprar QUALQUER coisa, o Mustafá Center tem ótimos preços. Ficamos muito interessados em roupas de cama e de banho, além de quinquilharias para casa. Os preços são próximos do que se cobra em Miami. Lá, aliás, foi o primeiro lugar que ouvimos português em nossa viagem, com alguns brasileiros também fazendo suas comprinhas…

Vamos passear por lá?

Culturalmente é um bairro muito rico. Existem, em todas as esquinas, restaurantes de comida típica, frequentados pela população local…

Um passeio por Little India, vai deixar sua tarde em Singapura mais animada!

Arab Quarter

Próximo de Little Índia, temos o Arab Quarter. Literalmente é um pedaço menor do que um bairro, onde houve uma ocupação pelos árabes. Lá, temos uma das maiores mesquitas de Singapura, a bela Sultan Mosque.

Um adendo que faço por aqui: apesar de todo esse preconceito com os islâmicos (motivado pelo fanatismo de alguns), sempre fomos muito bem tratados em todas as mesquitas que visitamos. As pessoas da recepção sempre foram muito educadas e sorridentes conosco. Acredito que eles mesmos enfrentem problemas com sua religião por conta de alguns malucos que saem matando por aí…

Como sempre me permitiram tirar fotos dentro das mesquitas, publiquei uma foto interna por aqui, da Sultan Mosque. Caso haja algum problema com isso, é só avisar que eu tiro.

Por ali também temos muitos bons restaurantes e cafés. Pode ser um lugar muito interessante para almoçar.

Nesta região encontram-se muitos vendedores de tapetes e alguns bazares por toda a rua. Quem estiver interessado, pode achar alguma coisa interessante…

Ainda no Arab Quarter fica o centro de memória da Malásia. Singapura chegou a ser parte integrante da Malásia antes de ficar totalmente independente e ali era onde estava a residência da família real malaia. Vale pelas fotos externas e pelo jardim. Acabamos não entrando no palácio, apenas o vimos do lado de fora…

Finalizando os bairros étnicos, acredito que tenhamos dado uma bela volta cultural pelos caminhos de Singapura…

Night Safari

Saindo completamente do lado cultural de Singapura, vamos passear por uma das atrações mais visitadas de lá, o Night Safari.

O Night Safari é exatamente isso que o nome diz: um safári noturno. Próximos ficam o jardim zoológico de Singapura e também um parque apenas de aves (esse não é tão próximo assim). Se for do seu interesse, comprar um ingresso conjugado traz descontos…

O lugar fica um pouco afastado da parte mais “turística de Singapura”. Para chegar até lá se pega o metrô até a estação Ang Mo Kio e de lá um ônibus que vai direto até o Night Safari. O problema é que só o ônibus demora 45 minutos no percurso… Como o parque abre às 19:30 hs. (e existem alguns shows interessantes por lá, além de uma boa praça de alimentação) é recomendável sair do seu hotel lá pelas 18:00hs. A gente não fazia ideia que demorava tanto para chegar, então acabamos tendo que correr um pouco.

Ele fecha às 00:00 hs. (também conhecida como meia noite) mas os transportes coletivos só vão até umas 23:30 hs. O problema é que ainda que você pegue o ônibus e chegue até o metrô, grande parte das estações estará fechada. O melhor mesmo é pegar um ônibus fretado que faz o percurso parando em alguns pontos chaves da cidade e de lá ir para o seu hotel. Nós não fizemos isso e acabamos precisando pegar um táxi após todas as estações do metrô irem fechando pelo caminho… Entrar no metrô, portanto, não é garantia de chegar ao destino final!

Feitas as advertências, vamos ao passeio. Segundo dizem os especialistas, muitos animais têm sua atividade mais intensa no período da noite. Assim, fazer um passeio ao zoológico depois que o sol se põe pode ser interessante para ver os bichos mais “animados”.

Gostamos do passeio. O negócio é padrão “disney” de entretenimento. Muito bem organizado, planejado e executado. Os shows temáticos (de fogos e com os bichos) são rigorosamente bem feitos. O safári, lembra um pouco o que é feito no Animal Kingdom, em Orlando, com um jipe que puxa vagões e uma pessoa descrevendo tudo o que se passa e os bichos que vemos. Não nos arrependemos de ter feito o passeio!

As fotos, infelizmente, ficam bastante prejudicadas. Eles não permitem que se use flash (segundo eles os olhos dos bichos são muito sensíveis) e isso, por si só, elimina qualquer possibilidade de um bom clique. Assim, para ilustrar, ficarão apenas fotos tiradas no show dos bichos…

Ah, caso você tenha chegado até lá pela Singapore Airlines, seu cartão de embarque dá direito a 15% de desconto no ingresso…

Orchard Road

Os asiáticos adoram comprar. Sempre que a gente vai para quase qualquer lugar do mundo, vê um ou uma, com sacolas na mão. Geralmente de grifes e caras…

A Orchard Road é a meca do consumo em Singapura. Logo na saída do metrô (que é integrada com um shopping) já se dá de cara com uma infinidade de lojas. Se na rua já há inúmeros shoppings, nem se diga no subsolo. Há lojas de todos os tipos de grifes.

Vale o passeio, portanto, se você quer comprar alguma coisa. Além disso, há muitas opções de restaurantes por lá, para todos os gostos. Digamos que sejam uns “hawkers centers mais chiques”.

Além disso tudo, a gente costumava se deslocar para lá para fugir do calor, geralmente absurdo, de Singapura. Entre meio dia e duas da tarde era impossível andar na rua sem transpirar absurdamente. E para isso, serviam bem os shoppings com seus ar condicionados sempre ligados no máximo.

Os banheiros desses shoppings, também eram dignos de nota. Todos muito limpos e chiques!

Seguem umas fotos tiradas na rua (antes que o calor nos vencesse e voltássemos para dentro :))

Espero que tenham gostado do nosso passeio por Singapura.

Como planejar sua viagem pelo Sudeste Asiático

Se você, como eu, tem muita vontade de conhecer esta parte do mundo, o post aqui vai dar uma mão em como montar um roteiro para viajar pelo Sudeste Asiático.

Antes de mais nada, farei posts específicos sobre o roteiro que eu fiz por lá. Este será o introdutório para os posts sobre cada lugar. Por isso ele será genérico, passando apenas por cima de alguns lugares onde andamos…

Como chegar?

De antemão, saiba que uma viagem para lá não vai levar menos de 24 horas. Isso se você estiver em São Paulo ou no Rio. Se precisar fazer uma conexão com um desses lugares, vai levar mais tempo. Se você não for para Bangkok, Singapura (vou grafar com S para seguir o padrão local, apesar de se escrever com C em português) ou Kuala Lumpur no início, idem.

Há duas opções mais comuns de se ir para lá: uma delas (e mais próxima) é ir pela África do Sul. Você vai do Brasil até Joanesburgo e de lá consegue uma rota direta para Bangkok ou para Singapura. Porém é a menos usada, já que existe só uma empresa que faz a rota de SP – JNB e o custo pode ficar maior.

A segunda opção mais comum é ir pela Europa. Barcelona, pela Singapore, é que mais se aproxima de um vôo direto. A aeronave faz uma escala de 2 horas e segue caminho.

Dá prá ir para ambos lugares (Singapura e Bangkok) de quase qualquer grande capital europeia. Para Kuala Lumpur, a KLM tem uma rota direta de Amsterdã. Assim, teste nos consolidadores quem está com a tarifa mais em conta.

Pode-se tentar uma parada na Europa. Isso só é complicado porque a temperatura na Europa na época recomendada para se ir para a Ásia é gélida…

Quando ir?

O clima é tropical (os países estão muito próximos do Equador). Assim, a época recomendada (menos chuva) é de novembro a abril. O meio do ano é muito chuvoso, fato que pode atrapalhar uma viagem de praia ou muitos passeios a céu aberto…

Por onde começar?

Confesso que essa era uma grande preocupação que tive. A diferença cultural é absurda entre o que temos aqui e lá. Muitos blogueiros (alguns brasileiros que foram prá lá, p. ex.) apontam que começar por Singapura pode ser melhor, porque é a Ásia mais ocidentalizada que temos. Há uma lenda de que Bangkok é um “ame ou odeie”.

Bom, na minha humilde opinião é ABSOLUTAMENTE indiferente começar por Singapura ou Bangkok. Esse papo de que Bangkok é complicada, etc, é lenda. Bangkok é uma metrópole, imensa, com trânsito caótico. Mas isto também gera facilidades. Há farta culinária internacional, os táxis funcionam razoavelmente bem e há um skytrain que corta uma parte interessante para quem vai turistar. Nós não estivemos na Khao San Road (meca do turismo backpacker) porque fomos no meio do Songkran, ano novo tailandês, que é EFUSIVAMENTE comemorado nas ruas com guerras de água. Assim, a bateção de perna ficou limitada porque a gente não estava no clima de celebrar com água e farinha o dia inteiro. Talvez ficando naquele lugar você tenha uma impressão mais “pitoresca” da cidade. Se quer algo comum, procure a região de Siam ou a Silom Square e seja feliz.

Se a opção for iniciar por Singapura, também vale o que foi falado acima. Nenhuma das duas morde. Singapura é mais organizada do que Bangkok, estilo Europa e EUA. Tudo se faz de metrô, muito boa sinalização, etc. Mas as dificuldades culturais existem do mesmo jeito. Escolher um bairro étnico para se hospedar (Little India ou Chinatown, p. ex.) vai ser diferente. Se quiser sentir modernidade (e shoppings) tem também.

Kuala Lumpur eu não conheci, apenas o aeroporto low cost, que é ruim, mas de inevitável passagem…

Como organizar o roteiro?

Todo roteiro, para ficar bom, precisa ter o mínimo de escalas possível nas rotas aéreas. Isso torna a viagem menos cansativa e menos sujeita a intempéries climáticas, de teto ou atrasos (dois vôos são duas possibilidades de problemas).

Assim, tenha em mente que a malha aérea do sudeste Asiático é muito centrada em Singapura-Bangkok-Kuala Lumpur. Isso não significa que chegar em outras cidades seja difícil, mas sim que quase sempre demandará uma escala/conexão em um desses três lugares.

Singapura é sede da Singapore Airlines e da Tiger Airways. Se a Singapore é uma companhia 5 estrelas e foca em vôos de longa distância, a Tiger cobre razoavelmente bem os locais de interesse turístico a partir de Singapura. É provável que você chegará onde quiser de lá sem paradas.

Bangkok é uma das sedes da Airasia, maior low cost do continente e que provavelmente será muito utilizada por você. Eles usam o aeroporto Don Mueang, não o novo, Suvarnabhumi. Apesar do novo ser melhor, não é problema usar DMK. Pequeno, mas funcional. Bangkok, portanto, poderá ser uma parada em algum momento da viagem.

Kuala Lumpur é a sede da Airasia. Assim, será outro local por onde você terá que passar. Diria que KLIA (nome do aeroporto de lá) é mais certeza de passagem do que DMK. É um aeroporto horroroso e muito lotado (o terminal low cost). Prepare-se, mas você sobrevieverá.

O que levar na mala?

Quando montei meu roteiro, não achei referências sobre o assunto, e fui completamente mirim ao montar minha mala.

Esqueça calças jeans (leve uma ou vá com ela que será suficiente), camisetas polo (a não ser que você seja ultra formal) e muitos pares de tênis (vá com um e seja feliz). O lugar é um calor insuportável, daqueles que eu nunca peguei na vida (não conheço Manaus, mas as latitudes são próximas) e não tem como usar roupa pesada. Além disso, a andança é imensa, bem como a poeira (se for visitar algum sítio arqueológico, p.ex.) o que torna tudo dispensável. Leve shorts e camisetas leves. É mais do que suficiente.

O único perrengue que você terá será para entrar em templos. Em Bangkok é preciso se cobrir todo para entrar no Grand Palace, por exemplo. Em Bali o sarong é essencial. Mas nos “n” mercados que cada cidade vai ter pelo caminho será muito fácil comprar isso. Não se preocupe.

O que visitar?

Roteiro é pessoal, assim não dá prá dar modelo pronto. Existem muitos países por lá e cada um adequa às suas necessidades. Estivemos em Singapura, no Camboja, Tailândia e Bali. Gostei muito da viagem e das experiências…

Transporte

Não é algo com o qual você tenha que se preocupar exaustivamente, mas é bom saber as peculiaridades de cada lugar. Em Singapura o binômio trem-táxi, funciona bem. Dá prá usar metrô o tempo todo e complementar eventualmente com algum táxi. Camboja é tuk-tuk (a não ser que você queira usar táxi, que tem também). Tailândia é táxi e em Bangkok tuk-tuk e táxi (os tuk tuks são mais caros que os táxis). Em Bali o esquema é alugar um carro ou um carro com motorista. A segunda opção é mais recomendável.

Comida

Tem comida internacional em todos os lugares. Talvez você não encontre em restaurantes muito populares, mas em locais turísticos comer não será problema. O tempero dos caras é adocicado (na comida deles, não na ocidental, que tem tempero normal). Não será problema, também.

É isto. A partir do momento que eu for fazendo os posts separados de cada lugar, colocarei mais informações específicas. Com esse aqui já dá prá começar a pensar no périplo! 🙂