Cozumel – Mergulho é aqui mesmo.

Cozumel

Para quem leu o recente post sobre Playa del Carmen, já sabe bem que Cozumel é um dos melhores lugares para se mergulhar no mundo. Segundo os nada modestos mexicanos, um dos três melhores em termos de visibilidade.

Ok. Pode ser.

E para quem não mergulha, vão me perguntar os incautos: tem o que fazer lá?

Ter, tem. Mas eu mesmo tenho muitas dúvidas se voltaria lá no esquema que eu fui. Explico.

Minha esposa tem ojeriza de barco e objetos que balançam. Eu tinha ido para Cozumel para mergulhar de snorkel já que eles vendem esses passeios no próprio ferry que faz o trajeto Playa – Cozumel. E eu tinha um plano B que era alugar um carro, caso o barco fosse pequeno. Pois é, o barco é pequeno e minha esposa não aguentaria 2 horas naquilo. Resolvemos, pois, alugar um carro.

Existem condições de você ir com seu próprio carro alugado (se estiver com um). Sai uma balsa de Calica, que fica uns 10 km para frente de Playa. O duro são os horários de ida e volta e a demora no trajeto (coisa de duas horas). Normalmente, no seu contrato de aluguel do carro está permitido levá-lo para Cozumel.

Mas eu não queria acordar tão cedo (a balsa sai 8 da manhã e pede que você chegue lá com 1 hora e meia de antecedência) e fomos de ferry convencional mesmo. Chegamos lá, alugamos um simpaticíssimo fusquinha conversível e fomos tratar de conhecer o lugar.

Aí o menino em duas versões

Cozumel é uma ilha de extensão média. Dá prá fazer toda a sua volta (onde a estrada é pavimentada e é possível ir de carro – a parte centro-sul da ilha) numa boa. São uns 45 km de volta circular, com as paradas para fotos.

Existem pontos de mergulho com snorkel e, no México, as praias são públicas. O problema é que existem estradas para se chegar até a praia e o pessoal ocupa com muretas de proteção. Ou seja, a praia é pública mas chegar até ela é constrangedor, já que você passa em pontos “particulares”. O cara da locação já tinha me dito isso e foi decepcionante tentar encontrar um lugar para mergulhar, já que eles eram todos fechados e com placas de “propriedade particular” (o México é muito parecido com o Brasil nessas peculiaridades. Assim como se loteia muitas praias por aqui, lá é a mesma coisa). Enfim, depois de muito rodar com um mapa dado pelo locador, decidimos entrar numa dessas propriedades (era um bar de praia, que meio que exigia consumo para usar o mar) e fomos para um cantinho onde não seríamos incomodados. Ali peguei o equipamento de snorkel e dei uma nadada.

A visibilidade é boa e existem muitos corais e peixes. Vale muito a pena para quem gosta.

Depois de fazer esse snorkel, resolvemos voltar ao fusquinha e terminar a volta pela ilha parando nas praias pelo caminho. Elas são bonitas e desertas, o que dá um ar meio rústico para o lugar. Não têm muitas ondas, mas possuem algumas pedras antes de se chegar.

Vale a pena fazer o passeio se não for para mergulhar?

Como disse no começo do texto, tenho essa questão na minha cabeça e não tenho resposta e nem opinião formada sobre o assunto. Eu adoro conhecer praias e as praias abertas de Cozumel estão entre aquelas belíssimas, de águas azuis e areia branca. Porém não há estrutura de cadeiras, apenas um ou outro quiosque a alguma distância, o que dá o charme ou o desconforto para o lugar (depende da visão do turista). O passeio de fusquinha conversível é bastante charmoso e sui generis. É certeza de sair da rotina!

Por fim, existe ainda um paraíso de mergulho chamado Chankanaab National Park. É um lugar fechado, que te permite passar o dia, tipo um clube de praia, com ótimos pontos para snorkel. Eu não quis ficar lá dentro o dia todo e por isso preferi o passeio. Talvez para quem tenha problemas com barcos e não queira apenas ficar dando voltas pela praia, seja uma opção.

Aproveite Cozumel!

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