São Francisco – If you’re going to San Francisco… Não se esqueça de levar uma blusa!

O espirituoso Mark Twain disse que o inverno mais frio que ele tinha pegado foi um verão em São Francisco.

Antes de ir para a maravilhosa cidade de São Francisco, li alguns relatos de viajantes que passaram por lá falando, como bem dizem sua mãe e avó, para que você leve um casaco. Assim, se você for a São Francisco, não se esqueça de levar um. É para o seu bem…

São Francisco é uma cidade americana que não tem muito de uma cidade americana. Ela tem personalidade absolutamente própria e se orgulha disso. Não, não espere que por lá você não vá encontrar as típicas hamburguerias americanas, mas sim apenas comida light. Espere, sim, encontrar uma sopa no pão, chamada Sourdough, espere comer king crab em barraquinha de rua (com preço plus taxes, como tudo nos EUA), um chocolate maravilhoso chamado Ghirardelli (coisa não muito fácil nos EUA). Espere, também, encontrar pessoas descoladas, alegres e de bem com a vida. E também um Applebees, Olive Garden, WalMart só para te lembrar onde você está.

Se Londres é famosa por um relógio, São Francisco é famosa por uma ponte. A Golden Gate atrai visitantes do mundo todo. Desde dar uma volta sobre ela, de carro ou à pé, até ir ao mirante tirar umas fotos, ela certamente será um dos cartões postais de sua viagem.

São Francisco também é uma cidade famosa por suas ladeiras. A Lombard Street, com suas curvas fechadas e flores, também vai te conquistar.

Isso tudo sem se esquecer da cadeia mais famosa dos EUA: Alcatraz. Vamos começar o passeio por ela?

Alcatraz

Alcatraz é uma ilha, localizada na Baía de São Francisco. Foi uma base militar, depois convertida em prisão de segurança máxima. Hospedou famosos como Al Capone, além de alguns dos mais perigosos gangsters americanos do início do século XX.

Foi fechada em 1963 e invadida por indígenas em 1969. Ainda há os escritos desta invasão, que durou quase 2 anos.

Hoje é um Marco Histórico Nacional americano e um dos lugares mais visitados de São Francisco. Quem opera os passeios é a Alcatraz Cruises. Minha dica é: compre antecipadamente. O negócio é lotado e muitas pessoas que vão sem ingresso não conseguem comprá-lo na hora. Se o seu objetivo for fazer o night cruise (passeio noturno em que se pega o pôr do sol em SF e se visita a cadeia à noite) compre antes ainda. Lotam com 3 meses de antecedência.

Há muitas histórias interessantes contadas em Alcatraz e a organização do passeio é aquela de dar inveja. Há áudio guias inclusos no ingresso (tem português inclusive) e você faz uma visita guiada por todas as celas, refeitórios e locais de banho de sol. Lá é ainda mais frio do que no continente, ou seja, é melhor levar uma blusa reforçada.

Seguem fotos, para florear o imaginário…

Esta última foto era o lugar externo ao presídio, ainda na ilha. Aí o pessoal que tinha bom comportamento se reunia para jogar beisebol. O vento era extremamente gelado, mas, podemos considerar um privilégio poder praticar uma atividade física nesta prisão tão amedrontadora…

Não dá prá não ir até ela se estiver em San Francisco.

Union Square e o Bondinho

Um dos grandes charmes de São Francisco é o seu famoso método de transporte por bondes, os “cable cars”. Eles rodam pela região central da cidade e são muito mais um agradável passeio do que um transporte efetivo, já que são lentos e constantemente lotados de turistas. Passam por alguns dos pontos turísticos da cidade, como a Lombard Street e o píer. Tome-o se estiver com tempo e disposição de passear pela cidade. Com pressa ou tendo algum compromisso, esqueça.

A Union Square é a praça coração da cidade. Lá estão a Macys e seu famoso The Chesecake Factory no teto. Além disso, há outras diversas lojas em seu entorno o que faz da região um ótimo lugar para comprar. Além disso, há outros restaurantes na região, o que a torna, também, um ponto turístico gastronômico.

Hospedar-se nessa região costuma ser o grande achado de lá. Fica-se perto de tudo, inclusive da estação inicial dos bondinhos. Dá prá fazer a região à pé e o deslocamento para outros lugares famosos, como Fisherman’s Warf é fácil. Ficamos hospedados por lá, no bom Best Western Hotel California e só posso elogiar. O Hotel é antigo, mas restaurado e conservado. Os quartos são pequenos como em Nova York, mas a recepção foi extremamente amigável. São Francisco não carrega aquele clima carrancudo, ao contrário, é uma cidade muito despojada em seus modos e pessoas, o que a torna muito agradável em todos os sentidos.

Vamos passear pelas fotos?

Union Square vista da The Cheesecake Factory

Um cable car

Ghirardelli Square

Outra de lá

Essas duas fotos acima são da Ghirardelli Square. Antigamente, a fábrica dos chocolates Ghirardelli (experimente, não perca a chance) ficava aí. Depois mudaram-se e a cidade tornou o antigo espaço uma bela praça, onde os moradores podem aproveitar para fazerem atividades ao ar livre. É um lugar muito legal de se passear e, porque não, comprar uns chocolates na lojinha própria que ainda tem lá.

The Golden Gate Park

Aposto que você não sabia que São Francisco tinha um parque. E que belo parque, viu? Não deve nada aos parques famosos de outras grandes cidades pelo mundo.

Esse passeio a gente acabou fazendo de carro alugado, o que facilitou o deslocamento. São Francisco não é uma cidade adequada para se alugar um carro, com estacionamento caro e não muito fácil. Mas como o casal de amigos que estava conosco foi visitar o Vale do Sílicio e optou por um, ainda estávamos com ele no primeiro dia. Foi devolvido no dia seguinte.

O parque é grande e desemboca no Pacífico. A neblina era intensa, a praia não é nada convidativa (uma água gelada que dava medo), mas a conservação do parque era impecável e havia, por que não, a possibilidade de se aproveitar essa praia num dia de sol.

Detalhe para o moinho que tinha lá e um lindo jardim florido…

Ela, a praia no fim do parque.

Eu visitaria esse parque todos os dias, se pudesse, principalmente para caminhar e apreciar todo o cuidado e beleza.

Lombard Street

Essa é a famosa rua de São Francisco, a mais curva do mundo. Já foi cenário de filmes como Bullitt, com o Steve McQueen. Essa rua é um local de parada de um dos bondes (a linha Powell & Hyde) e um dos locais com maior concentração de turistas em SanFran (tô íntimo do local).

Aqui não tem muito o que comentar, apenas vou mandar as fotos para vocês verem que coisa mais maluca são as curvas. E os jardins, como de praxe, bem, as fotos falam por si…

Descendo!!!!

Só prá ter uma ideia de como a cidade é íngreme

De baixo para cima.

Vá lá, não perca a chance de conhecê-la.

Compras

São Francisco é um dos bons lugares para se fazer compras nos EUA. A sales tax (imposto cobrado à parte de cada compra que fazemos) é mais alto do que na Florida, por exemplo. A California cobra 7,5% de imposto. A cidade mais 1,25. A Florida cobra 6%, por exemplo, mais o municipal ou do condado da cidade. Em Orlando, para ficar no exemplo, o total dá 6,5%. Ou seja, há uma diferença de 2,25% a mais para compras realizadas em São Francisco.

Mas existem uma série de lojas por lá, todas muito acessíveis. A região da Union Square, por exemplo, possui muitas lojas. A maioria do que os brasileiros mais gostam está ali na região.

Píer e Fishermans Wharf

Esse seria, depois da Union Square, um bom lugar para se ficar na cidade. A Union Square é melhor por ser mais centralizada, mas essa região é, também, bastante turística. Lá ficam as barracas de rua que vendem o Sourdough, os king crabs e etc. Além disso, ali é onde há a maior concentração de lojas de souvernires e restaurantes, até os de rede.

Infelizmente minhas fotos noturnas ficaram péssimas por lá (não sei por quê). Mas vou postar umas diurnas também.

Detalhe fica para o Pier 39, onde eles colocaram uns descansos para os leões marinhos ficarem. Há dezenas, até centenas de leões marinhos deitados ali, dia e noite. O cheiro é aquele característico, não muito agradável, mas é algo bastante pitoresco, clássico da cidade.

Na região também ficam alguns transatlânticos, como o da foto. Quem diria que São Francisco seria uma parada de cruzeiros?

A placa famosa

O transatlântico

O Pier 39 e os leões marinhos

Chinatown

Agora há pouco estava lendo sobre a Chinatown de Singapura e dizendo que ela era uma das mais limpas e bem cuidadas em que eu já tinha ido.

Pois bem, a de São Francisco também é bastante organizada. Aliás, se eu tivesse que usar uma palavra para definir a cidade, ela seria limpeza.

Tudo muito limpo e bem cuidado, arrumado. Sinceramente, um charme. Fotos? Pois não!

Visite e aproveite para compras lembranças. Fisherman’s Wharf é um bom local para souvernires, mas aqui não deixa a desejar. Aliás, uma dica que se dá em todas as cidades em que haja Chinatown, é que as lembranças sejam compradas lá. Geralmente é o local mais barato.

Golden Gate

Eu juro, juro mesmo, é sério, que eu tinha pensado em escrever menos sobre São Francisco. Mas o problema é que eu me empolgo e gosto de deixar relatos extremamente detalhados de todas as viagens. Olhando para o blog eu refaço, mentalmente, todos os caminhos da viagem e aproveito para revivê-la.

Fiquei na dúvida se colocava a Golden Gate no começo ou no final. Preferi começar por Alcatraz e acabar por ela. Os dois maiores locais de visita da cidade abrem e fecham o post sobre ela.

A Golden Gate está onipresente pela cidade. É fato que a Baía de São Francisco geralmente está com névoa, assim não é sempre que se vê a ponte como nas fotos que postarei. Tivemos sorte.

De Alcatraz, por exemplo, daria para que ela fosse vista. O próprio barco que nos leva até a ex-prisão menciona isso. Mas no dia em que fomos não se via muita coisa, por causa da névoa. Felizmente, no dia seguinte, abriu um lindo sol e as fotos ficaram excelentes.

Existem diversos lugares na cidade de onde se pode tirar boas fotos da ponte. Nós optamos pelo Lincoln Boulvevard, onde havia, até um pedaço de um dos cabos de aço que suportam a ponte. Como vocês podem ver, o dia estava lindo!

São Francisco, sinceramente, é uma das cidades mais interessantes para se visitar nos Estados Unidos, junto, talvez, a New Orleans. É um pouco mais longe do que a Florida, mas vale o esforço. Aproveite e divirta-se. O passeio será absolutamente agradável e inesquecível.

Bali – Lótus, Arrozais, Música, Templos, Misticismo e Hospitalidade. O que mais esperar de um lugar?

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

Já faz quase 8 meses que voltamos de Bali e estou ensaiando para finalmente terminar os posts sobre nossa viagem para o sudeste asiático. E não haveria melhor forma de se terminar esse passeio, senão indo a um dos lugares mais especiais do mundo. Digo “especial” pois não consegui encontrar outro adjetivo que somasse todas as qualidades que o destino possui.

Como chegar?

Não é difícil chegar a um lugar onde todo mundo quer ir. Bali fica na Indonésia, que é um país ao sul da Tailândia e da Malásia e ao norte da Austrália. Dá prá chegar lá vindo de Bangkok, Cingapura e Kuala Lumpur. A capital, Jacarta, pode até ter seus atrativos, mas não acredito que muitas pessoas com interesse em Bali passem por lá.

Brasileiros precisam de visto, que pode ser pego no aeroporto (visa on arrival) por 25 USD, por até 30 dias de estadia. Fique com umas rúpias na carteira para pagar uma taxa de saída do país de 150.000 Rps (cheque o valor antes de viajar). Caso contrário, vão te dar uma cotação altamente ruim para trocar dólares ou euros ali na hora.

O que é?

Erroneamente eu, e acredito que muitas outras pessoas também, imaginam Bali como um destino idílico, com praias sensacionais e maravilhosas. Bali até tem praias, notadamente em Kuta e Nusa Dua, mas não vá lá para ir prá praia. De passagem, vou colocar umas fotos de um resort muito bom em que ficamos, em Nusa Dua, mas não é o forte do lugar. Existem praias muito mais bonitas na Tailândia, por exemplo. De ouvir falar (sem ir) soube que o litoral Malaio e mesmo o Cambojano, também possuem atrativos mais belos.

Kuta  (não fomos) é o local mais descolado da ilha. Existem boas praias para a prática de surf (é lá que quem gosta do esporte fica) e muitos bares, cafés e baladas. Digamos que seja o lugar mais baladeiro de Bali.

Seminyak é ao lado de Kuta (também não fomos) e é um outro local bastante turístico (principalmente misturado com Kuta). Bares, cafés e restaurantes também tornam o local bastante frequentado por turistas que querem um pouco mais de agito, coisa difícil em Ubud e Nusa Dua.

Ubud é a capital cultural da ilha, o lugar onde você deve ir. Nusa Dua tem praias e resorts a perder de vista e pode valer a pena para um descanso depois de andar muito.

Bali é uma ilha pequena. A parte centro-sul (que é a mais turística) não tem mais do que 50 km de distância. Entre Ubud e Nusa Dua são 50 km. O aeroporto, em Denpasar, capital da ilha, fica mais próximo de Nusa Dua e Kuta (uns 15 km). Ubud dista aproximadamente 35 km. O problema é o trânsito. Considere gastar, facilmente, de 2 a 3 horas nesse percurso. Ainda mais dependendo do seu motorista….

A praia de Nusa Dua. Feia, não é, mas não vale atravessar o mundo por ela…

Como se locomover?

Quando chegamos lá, havia um monte de placas dizendo que seria construído um metrô entre Denpasar e Kuta. As obras estavam andando, pelo menos parecia…

Bom, sem muitas delongas, esqueça transporte coletivo. Em Bali você vai precisar de um meio de transporte próprio. Pode até alugar um carro (o que não é nada aconselhável, já que a mão é inglesa e as vielas para tráfego muito apertadas). Frequentemente só passa um carro. O pessoal de lá anda muito devagar (não passam de 30 km/h) e buzinando o tempo todo. Curvas fortes, onde não se tem visão do outro lado e pistas estreitas, onde só passa um carro, são o sistema viário do país.

A solução, portanto, é alugar um carro com motorista. Por uns USD 40 você consegue fazer isso sem dificuldade. O sujeito te pega cedo no hotel, te leva onde você quiser (e te fala os lugares legais, é claro) e te leva de volta no fim do dia.

Os mais aventureiros podem querer alugar motos (muito comuns por lá). Tendo em mente que a mão é inglesa, pode ser uma outra solução interessante para passear bastante. O pessoal não dirige muito bem (acho que eles têm muito medo de acidentes). Prepare-se para muita cautela ao dirigir.

Nós optamos pelo carro com motorista no dia em que passeamos pela região de Ubud e depois no transfer até Nusa Dua. Do aeroporto ao hotel eu tinha conversado com um sujeito pela internet, com informações no tripadvisor. Mas, infelizmente, ele abusava de não saber dirigir e tivemos que dispensá-lo. O problema é que o cara tinha alugado um carro para fazer nosso transporte e eu ainda tive que reembolsá-lo pelo seu prejuízo. Mas, ainda assim, foi melhor do que ficar com ele.

Eu não iria chegar em lugar nenhum com aquele motorista. Olhem só o que eu perderia?

Quando ir?

Você, meu caro leitor, minha cara leitora, não vai querer sair da sua casinha quentinha (ou fresquinha dependendo da estação do ano), montar num avião, fazer, pelo menos duas escalas, encarar 30 horas entre aeroportos e voos, para chegar num lugar e só tomar chuva, não é? Ah, mas todo lugar está sujeito a chuvas em qualquer época, uns vão dizer. Tudo bem, isso até faz algum sentido, mas não saia de casa só na fé, achando que os dilúvios que tomam conta do sudeste asiático não vão te pegar…

A chuva começa em dezembro e vai até abril. Entre dezembro e fevereiro chove muito. A partir do final de março começa a melhorar. Época boa para visitar? Entre abril e maio, antes da alta temporada, que começa em junho e vai até setembro.

O restante do sudeste asiático (Tailândia, Camboja, Laos e Vietnã) tem a temporada de chuvas em oposição a Bali. Assim, para combinar os destinos, só mesmo indo em março/abril. Daí prá frente chove muito por lá enquanto Bali entra no período seco. É preciso planejamento para não pegar Bangkok, só a título de exemplo, alagada, depois de vir de Bali.

Quanto tempo e onde ficar?

Uma viagem completa a Bali, incluindo Ubud, Kuta, Seminyak, Nusa Dua, vulcões e etc., deveria levar uma semana, ao menos. Pela experiência que tive, ficaria uns 5 dias. Uns 2 em Ubud, faria um passeio por Kuta e Seminyak e descansaria outros dois dias em Nusa Dua. As paisagens são muito bonitas, mas os templos, apesar de diferentes conotações são, aos nossos olhos, muito parecidos uns com os outros. Para quem é realmente aficionado por eles, pode requerer um tempo maior. Deve pensar em um tempo maior, também, quem pensa em fazer turismo de meditação, yoga e contemplação, por exemplo. No hotel em que ficamos havia um grupo de australianos que permaneceu uma semana em Bali só fazendo yoga. Também é válido!

Em relação a onde ficar, Bali exige um turismo itinerante. Não dá para montar base em Ubud e tentar conhecer tudo de lá, em razão do trânsito caótico. Um passeio Ubud – Nusa Dua tomaria mais de metade do seu dia útil (umas 6 horas). Nusa Dua e Kuta já são mais próximas (mas são os lugares piores em relação a trânsito). Enfim, tem que ficar fazendo e desfazendo mala o tempo todo, senão a perda de tempo será imensa.

Ubud

Depois de dar todas as dicas práticas para você fazer uma viagem feliz, vamos àlgumas descrições de lugares. Ubud é, sem sombra de dúvidas, o lugar mais relevante de Bali. Tendo pouco tempo, vá só para lá que a essência de Bali já estará com você.

A formação cultural de Bali vem dos hindus que, em fuga da perseguição religiosa da maioria muçulmana, se instalou lá. Assim, a população de Bali é majoritariamente (quase totalmente) hinduísta. Mas é um hinduísmo à moda balinesa. Viemos de Cingapura e há uma enorme diferença entre os templos e o modo de vida das pessoas. Os deuses são os mesmos, mas os rituais são diferentes.

Isso porque cada casa em Bali é um templo. Os terrenos são grandes (para quem tem mais dinheiro, é claro) e a cultura de Bali requer que sejam construídos três templos para cada pessoa. Um para quando ela nasce, outro quando se casa e um terceiro quando morre. Há toda uma mística que envolve as cerimônias, que ocorrem nas ruas. Não há sepultamentos, uma vez que as pessoas, na maior parte das vezes são cremadas. E esses rituais são cercados de muitos adornos, comidas, bebidas e cores.

Assim, é bastante comum se ver rituais nas ruas, com cortejos até os locais onde os corpos serão cremados. A religiosidade se mistura com a cultura, num mix muito interessante que modula todo o meio de vida. Viver em Bali é estar imerso em toda essa riqueza de sons, cores e aromas.

Ali, também, é onde fica a maior parte dos artesãos de Bali. Espelhos maravilhosos, esculturas, pinturas, móveis e objetos de decoração tomam conta das ruas de Ubud. A Monkey Forest Road, que dá direto no templo da floresta onde os macacos andam livremente, é cheia de lojinhas onde todo esse artesanato é vendido.

Falando um pouco sobre esse local, realmente é muito interessante ver a veneração aos símios. A macacada fica solta (e é esperta, então cuidado com comidas e bebidas por lá) e faz o que quer. Há estátuas de macacos por todos os lados e até um cemitério para os que falecem. O respeito com os animais é transformado em veneração. É um lugar feito para que eles sejam soltos, mas também serve para que sejam cultuados…

Monkey Forest

No centro de Ubud, no início da Monkey Forest Road, está o Café Lótus. É um restaurante que está de frente a um lago cheio de flores de lótus. No fim há um templo e um palco onde são feitas apresentações de danças típicas. A comida é diferente, e a dança muito bonita. É um belíssimo espetáculo.

No hotel me disseram que havia diversos shows de danças típicas e que era só escolher algum lugar entre os cafés e hoteis de Ubud. Escolhemos esse muito em razão do ambiente e da beleza do jardim. Não nos arrependemos do espetáculo.

Em nosso segundo dia por lá, percorremos os campos de arroz e alguns templos próximos de Ubud. Nesse caso, a escolha é muito particular. Eu tinha um mapa onde estavam os vários Puri (Puri é Templo em balinês) e fui mais ou menos indicando os lugares. Visitamos alguns templos mais específicos como o da água sagrada e vimos campos de arroz. Na ida entre Ubud e Nusa Dua escolhemos alguns outros templos.

Uma dica: vão te exigir sarong (aquela saia) em todos eles. Em alguns, além da saia, vão querer que você cubra também a cabeça. Alguns templos alugam essas roupas nas suas portas. Mas não compensa. Por 5 USD você compra dois sarongs e entra em todos sem dor de cabeça. Em cada um deles há tendas com vendedores ambulantes. Vá na fé!

Fotos? Finalmente, né, depois de tanto falatório (escrito – hehehehehe)

200 e poucos degraus, em cada sentido, para chegar no templo

Não há como não voltar de cabeça aberta de um lugar como este. A viagem é absolutamente maravilhosa e contemplativa. O modo de vida das pessoas é diferente. O jeito como veem o mundo, também. Tanto é que eu nem me preocupei tanto em anotar os nomes dos templos porque cada um tem um significado e são milhares espalhados pela ilha. A crença deles em cada detalhe da sua cultura e religião, o cuidado com os detalhes, a cortesia e educação com os turistas, o modo de servir, enfim, tudo isso torna Bali um lugar mais do que especial…

A única tristeza é a pobreza da população. Infelizmente as pessoas são pobres. Mas, como em todo sudeste asiático, a pobreza não é motivo para não viver e, a seu modo, tenho certeza de que todos são muito felizes…

Sala de aula de crianças em Ubud

Canal de água que irriga os campos de arroz

Como não poderia deixar de ser, voltamos apaixonados por Ubud (além de termos feito ótimas compras de espelhos…)

Mais fotos?

Nusa Dua

Sinceramente, parece que em todo lugar pobre é necessário se fechar dentro de muros para garantir a segurança, como se as pessoas do lado de fora fossem inimigas. Até entendo isso em determinadas situações (guerra ou quase guerra, como vivemos no Brasil) mas, de qualquer forma, é algo que nos entristece.

Nusa Dua é um condomínio de resorts, fechados com segurança privada, de frente para a praia. Para entrar no condomínio os carros são revistados (porta-malas inclusive) e as pessoas precisam se identificar. O motivo? Houve tentativa do disparo de bombas lá dentro, num suposto atentado terrorista (só soube disso, muito discretamente, quando o fotógrafo do hotel me disse o motivo de tamanha segurança num lugar daqueles).

Como disse, a praia é bonita, e há alguma restaurantes do lado de fora do condomínio (muito mais baratos do que os hoteis). Nesse caso, há ainda uma diferença: em geral, comer em hotel é mais caro do que na rua, mas não muito. Há um ágio natural pelos serviços, mas nada proibitivo. Em Bali, como tudo é bem mais barato do que aqui, comer no hotel significa pagar um ágio absurdo, coisa de dobro ou triplo do que se pagaria na rua por uma refeição semelhante. Os preços dos grandes hoteis de rede (ficamos no Nusa Dua Beach Hotel e recomendo) são dolarizados, quase indexados às suas matrizes. Assim, fica muito caro comer por lá (apesar de termos feito isso uma vez, com um jantar à beira mar muito legal).

De resto, ficam as fotos, já que tiramos os dois dias para descanso, praia e piscina. O mar é tranquilo e quente, apesar de estar com muitas algas nos dias em que estivemos por lá. O hotel estava bem tranquilo…

Restaurante na rua: ótima comida por 1/3 do preço do hotel…

Felicidade do blogueiro

Quando a gente começa um blog (ainda mais um não remunerado como este), geralmente está muito animado em compartilhar coisas.Com o tempo, nossa animação passa, quando vemos que o trabalho não tem, assim, muita abrangência. Comecei o blog faz um ano e meio e tenho recebido cada vez mais visitas. Os comentários também estão se tornando mais frequentes, à medida em que cresce o número de lugares.

Fico muito contente em estar recebendo feedback dos leitores e em ver o crescimento do número de visitantes. Quanto mais pessoas passarem por aqui, mais eu me animo em continuar a relatar meus passeios. O que faço com muito gosto, é claro.

Obrigado pela visita!

Bangkok – Maluca? Só se você quiser!

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

A minha grande sorte nessa vida foi não ter visto o filme “Se Beber não Case 2” antes de ir para Bangkok. E ter estudado um pouco o roteiro antes de me aventurar pela capital Tai e uma das grandes cidades do mundo.

Bangkok não morde, em primeiro lugar. É diferente do que estamos acostumados, mas só um pouco. A cultura ocidental do shopping center já deu seus passos por lá e a cidade, principalmente na região da Siam Square, é um emaranhado de shoppings, um conectado ao outro pelo Skywalk (que eu já explico o que é).

Mas se você quer doideira, tem também, oras. Afinal você está em Bangkok!

Grande Palácio Real e o Templo do Buda de Esmeralda

Para começar a conversa, Bangkok tem um dos palácios mais sensacionais do mundo. Tudo bem que Versailles é fantástico e aqui mesmo no blog temos o Sans Souci que também é maravilhoso. Mas o palácio asiático tem um “que” de diferente que nós, ocidentais, nunca teremos visto na vida. Vale a visita só por isso.

Aqui, mais do que falar do palácio, eu vou mostrar umas fotos e dar umas dicas de coisas que certamente acontecerão com você:

Sua construção iniciou-se em 1782 e foi utilizado como residência oficial até 1932, com a abolição da monarquia absolutista no país. Em 1945,  após o retorno do rei Rama VIII, voltou a ser utilizado como residência oficial em tempo integral. Após sua morte, um ano depois, foi definitivamente aposentado de sua função de residência oficial, mas sem perder suas funções de sediar rituais, banquetes, cerimoniais e outros compromissos de Estado.

Vale a visita?

Com absoluta certeza. O Palácio de Phnom Penh, já descrito aqui, é uma miniatura deste. O de Bangkok é gigantesco e com uma arquitetura muito diferente. As colunas, os telhados e as torres não encontram paralelo do lado de cá do mundo. Na minha opinião, este palácio é a coisa mais importante para se ver na cidade.

Templo do buda de esmeralda

Aqui eu vou ficar devendo a foto, porque não deixam que a gente tire dentro do templo. Esse templo fica dentro do complexo do palácio real e é o mais sagrado da Tailândia. Abriga uma imagem de buda que seria, supostamente, de esmeralda. O que eu ouvi por lá (confirmado pela wikipedia) é que a estátua é de jade, já que não existe esmeralda na Tailândia. Dado o seu caráter sagrado, contudo, acredito que pensaram que seria mais adequado que ela fosse nomeada como buda de esmeralda, uma pedra preciosa, ao invés de jade…

O Buda deitado “Wat Pho”

A uma distância não muito grande do Palácio real fica a segunda parada obrigatória de Bangkok, Wat Pho, o templo que abriga o Buda deitado. Aqui, tem uns macetes. Vamos a eles:

O pessoal que fica do lado de fora do palácio real (que fecha às 15:30 hs.) tenta, de todas as maneiras, te indicar o lado errado do buda deitado. Além disso falam que ele já fechou e querem te levar para alguma outra atividade que os remunere. Assim, muito cuidado com taxistas ou tuk tukers (que são mais caros do que táxis) ao redor de atrações turísticas. O buda deitado está a uma distância razoavelmente caminhável do Palácio, mas se você quiser ir de táxi, não vai ficar caro. Ah, e ele fecha às 17:00 ou 18:00 hs. (cheque antes).

Esta é outra dificuldade imensa da cidade: os horários. Sinceramente, peguei folhetos e perguntei para algumas pessoas mais confiáveis (uma moça com quem fechamos os passeios de fora de Bangkok e mesmo a turma do hotel) e ninguém sabe nada. Segundo me disse a Tong, com quem fizemos alguns tours, eles mexem tanto nos horários, que ninguém nunca sabe o que será. Portanto, mesmo que você tente confirmar tudo antecipadamente, sempre é melhor verificar em datas próximas como será o funcionamento, principalmente se objetivar chegar nas horas de fechamento…

Superados os avisos, vamos ao local propriamente dito:

Caso você já o tenha visto em programas de televisão, novelas e etc., saiba que, ainda assim, ele irá te surpreender pelo tamanho. É uma estátua gigantesca, coberta de ouro (mas não toda de ouro). Ela sedia uma série de rituais budistas (estivemos lá durante o Songkran, que é o ano novo tailandês e ela estava toda cercada de rituais e festividades). Tem 43 metros de comprimento por 15 metros de altura, segundo o wikipedia.

Como disse, o templo do buda deitado é parte de um complexo de templos (bem menor do que o palácio real). Assim, reserve um tempo para dar um passeio por eles. Há muitas orações e monges passando pelo local. Vale a pena.

O Songkran

Antes que o amigo ou amiga leitor (a) possa se confundir, o Songkran não se trata de um lugar em Bangkok, mas de uma data: o ano novo tailandês.

O negócio é o seguinte: se você  estiver por lá nestas datas (segunda semana de abril, de sexta a segunda) e não gostar de água (ou planejar fazer passeios “convencionais”), esqueça. A cidade fica infestada de pessoas com armas de água (algumas bem poderosas, estilo bazuca mesmo) e a ordem é molhar todo mundo. Se você resolver tomar um tuk tuk, prepare-se para ficar muito molhado. E a Khao San Road (meca do turismo mochileiro do sudeste asiático) é o coração do evento.

Minha esposa e eu fomos pegos completamente de surpresa pela data, em cima da hora (quando marcamos os passeios externos de Bangkok). Trata-se de um feriado longo (tipo o nosso carnaval) onde quase nada funciona na cidade. O quase nada que eu digo é a vida civil (bancos, repartições públicas, etc.), já que a parte turística não é abalada. Não sei se os palácios ficam abertos, é preciso checar, mas se ficarem a única maneira de ir até eles será de táxi… Em resumo, a gente ficava com medo de sair na rua e voltar ensopado e acabamos perdendo alguns passeios (tipo a Khao San Road) por causa do tumulto.

A lição que a gente tira é a de que devemos analisar muito bem o calendário dos lugares antes de nos mandarmos por este mundão. Nosso passeio não foi inviabilizado porque chegamos um dia antes e conseguimos visitar os palácios. Mas no domingo tudo ficou muito prejudicado. Como o planejado era irmos aos mercados flutuante e do trem e ao templo de tigres, o sábado foi normal. Mas domingo acabamos ficando num dos shoppings de lá, sem poder pisar na rua. Se quiser ir para aproveitar o feriado, vá ciente e aproveite. Mas cuidado para não ser pego de surpresa como nós fomos…

O skywalk e os shoppings

Aqui não me resta outra coisa, senão falar de shoppings. O skywalk é uma passarela (tipo o minhocão de SP) por onde passa o “metrô” de Bangkok. Ele é bem limitado e só passa por cima da área mais central da cidade. É uma calçada suspensa que facilita a caminhada e a ligação entre as estações.

Em relação aos shoppings, o que posso dizer é que a cidade é bem ocidentalizada neste quesito. Não sentimos muitas diferenças em relação aos shoppings de outros lugares do mundo. Exceto pelo piso de comida, que é muito interessante e diferente. Vou deixar umas fotos para ilustrar o post:

Fora de Bangkok

O mercado do trem

Quando pensamos em situações pitorescas da Ásia, logo vêm a nossa mente os mercados. Eles são diversos do que estamos acostumados, já que a culinária é bastante diferente. Além disso, as noções de higiene também variam um pouco daqui para lá.

Pois bem, a primeira pergunta que faço neste ponto da viagem é: vale a pena sair de Bangkok para conhecer esses lugares?

A minha resposta é: sim.

Eles são muito turistões, batidos e estão mais para destino turístico do que para mercados propriamente ditos. Mas valem a pena pelo seu caráter pitoresco. Onde é que você vai encontrar um mercado com um trem passando no meio, aí próximo da sua casa? Anh? Fala aí!

Portanto, vale a pena passear pelos lugares para ver com os seus próprios olhos. Este, aliás, é um mal que todos passaremos em viagens: irmos a lugares que são sabidamente “pega turista”. Não tem jeito! Fotos?

Neste lugar aí, o certo é ir com guia. O trem passa oito vezes ao dia, quatro chegando e quatro saindo. Assim, uma pessoa que entenda dos horários dele é fundamental para aproveitar o passeio. Se o trem não passar, a visita não será nada mais do que um mercado com trilhos no meio.

O pessoal é bastante esperto por lá e sabe quando o trem chega. Eles mesmos já apertam os turistas junto das barracas de produtos, que ficam, de fato, no meio do trilho.

A pergunta

Quando você chega lá, vê que existe muito terreno ao lado dos trilhos onde pode ser construído um mercado. E eu perguntei ao guia, então, o porquê de um mercado tão perigoso ainda estar ativo.

Ele me disse que o governo já tinha tentado tirar a turma de lá várias vezes (e tirou), mas como o preço dos terrenos está fora de possibilidade para muitos tailandeses, não lhes resta outra saída a não ser ir para os trilhos de novo…

Não sei se é verdade, mas foi o que me disseram!

Aproveite seu passeio, já que será rápido e interessante…

Um mercado flutuante – Damnoen Saduak

Bom, antes de mais nada é interessante dizer que não existe “O” mercado flutuante, mas vários. Assim, quando for para lá, assegure-se de qual deseja visitar (não sei se são muito diferentes, mas, enfim).

O de Damnoen Saduak é o mais turístico e que funciona todos os dias. Próximo de Bangkok (dá prá ir de ônibus para os mais aventureiros) tem um, chamado Khlong Latmayom. Não precisa muito mais do que uma “googlada” para achar, ao menos, uma dezena deles por ali.

Por ser um dos mais visitados, o de Damnoen Saduak deve ser o mais “turistão” de todos. Nele você pode pegar um barco e dar uma volta por lá, estilo Veneza. Nosso guia até pegou um tradicional café da manhã tailandês num barco de uma vendedora.

Por ali também há as tradicionais figuras que sempre habitam os lugares de muito movimento… Vai valer a pena passear por lá.

Uma historinha

Segundo nosso guia me contou, esses canais por onde o pessoal passa com os barcos foram criados por um antigo rei tailandês que, preocupado com o deslocamento por péssimas estradas (além da falta de saneamento básico) optou por construir uma grande rede de canais. Assim, alguns camponeses puderam trazer seus produtos para comercializarem em mercados. Daí veio essa tradição de vender em barcos.

A pergunta

É pega turista? É! Vale a pena? Sim!

Repito: onde, meu caro amigo ou amiga visitante, você achará, aí na sua vizinhança, pessoas com produtos diferentes em barcos?

O Tiger Temple de Kanchanaburi

Aqui temos o momento Luciana Gimenez do blog! É polêmico, muito polêmico!

A história

O templo foi fundado em 1994, com o fito de ser um local de oração e santuário de animais silvestres. Em 1999 o primeiro tigre chegou e, a partir daí, o pessoal das redondezas começou a levar os tigres que eram encontrados por lá para o templo. Hoje já passa de 100 o número de felinos por lá.

O grande motivo da polêmica é: como tigres, grandes predadores do topo da cadeia alimentar e animais naturalmente territoriais e agressivos, se tornaram mansos gatinhos nas mãos dos monges?

É preciso que se diga, de antemão, que o crescimento populacional e a ocupação de áreas antes silvestres tem causado um êxodo de animais que perderam os alimentos de seus habitats. Aí, esses grandes comedores de carne normalmente caçam criações de fazendas, causando prejuízo. O fim da história a gente já sabe: eles são caçados e abatidos.

A ideia do templo é ser um local de preservação dos tigres. Eles ficam a maior parte do tempo soltos (as visitas só são permitidas durante a tarde, momento em que eles estão mais tranquilos após a refeição – atualmente existe uma segunda opção, louca de cara, de tratar dos tigres de manhã, mas ela é bem restrita) e só ficam disponíveis durante uma pequena parte do dia para interação com os visitantes.

A pergunta

Mas não houve resposta para a pergunta: como animais naturalmente agressivos conseguem ser controlados daquela maneira, a ponto de permitirem que passemos a mão neles, como gatos domésticos?

Não sei esta resposta. O guia me disse que há 5 anos ele visita semanalmente o templo e nunca viu nada de estranho na alimentação dos tigres. Diferentemente do que se diz por aí, eles não são sedados. O que pode explicar a sua situação é o fato de serem bem alimentados (com frango, segundo disseram por lá) e, com a saciedade constante (e certeza de alimentação periódica). Mas não sei se só isso seria capaz de segurar aqueles bichos enormes.

A pergunta 2

E por que motivo, também, deixá-los em cativeiro?

Aí a explicação é o que disse acima. Seus habitats estão sendo tomados pelos seres humanos e a convivência com eles é impossível, em razão de sua natureza de caçadores… É culpa do nosso crescimento populacional.

Esse aí, acima, é o monge responsável pelo templo

O guia

Quem leu algum outro post do blog já deve saber que eu prefiro fazer tudo por conta própria (até por isso criei um blog para trocar experiências) e que eu, normalmente, dou o caminho completo para o leitor fazer o passeio sem ajuda.

Porém, em razão das dificuldades linguísticas e alfabéticas, bem como pela precariedade de transporte coletivo de massa que existe em algumas das cidades visitadas, fica inviável querer fazer tudo sozinho. Em primeiro lugar porque existem taxistas e tuk tukers que sequer conhecem o alfabeto ocidental. Assim, ainda que você esteja com um mapa e aponte o lugar para onde deseja ir, eles não entendem, porque não conhecem nossas letras.

Além disso, salvo hoteis e os envolvidas com turismo, não é comum que as pessoas falem inglês por lá. Assim, é muito complicado conseguir informações fidedignas. A gente nota isso após algum tempo por lá, quando percebe que recebemos muitos “sim” e “sorrisos” em respostas a todas as perguntas. Eles tentam nos ajudar sempre, mas a comunicação é bem precária.

Some-se a isso o fato de serem locais bastante distantes de Bangkok (o Templo dos Tigres fica a mais de duas horas de carro), ou seja, para fazê-lo por conta própria teríamos que superar uma verdadeira saga.

Por fim…

Este deve ser, fatalmente, um dos maiores posts do blog. E isso acontece porque Bangkok, como toda cidade muito grande, tem muito o que se ver. Aqui não falamos das lutas de muay thai, dos shows eróticos, de transexuais, de passeios alternativos, de baladas, de tour pelo rio Chao Phraya, de Ayutthaya, e nem de Wat Arun. Ainda haveria um sem número de templos a serem visitados por lá, mas seria impossível fazer isso tudo no ritmo de viagem em que estávamos.

Assim, certamente gostaria de voltar a Bangkok. Talvez não num futuro tão próximo, mas é um lugar que sempre fez parte do meu imaginário. Conhecê-la foi como realizar um grande sonho…

Diquinhas de Bangkok

– Cuidado com os tuk tuks e os táxis. Os táxis possuem taxímetro mas, principalmente em locais muito turísticos, os taxistas normalmente não querem ligá-lo. Se tiver condição, insista. Eles vão tentar te cobrar o quádruplo do que deveriam se ligassem o taxímetro…

– Cuidado com informações. Já disse sobre o templo das tentativas de enganar os turistas. É frequente, existe e você cairá se não tomar cuidado. Ande com um mapa na mão (de preferência um que tenha os locais em thai e em inglês) e saiba onde quer ir por conta própria. Normalmente as perguntas não terão as respostas desejadas…

De resto aproveite o passeio. Você irá se divertir.

Phuket, Ko Phi Phi e Krabi – A praia e as praias da Tailândia…

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

Já ouvi que para ir em boas praias não era necessário sair do Brasil. Seria um desperdício de tempo, então, se locomover até o outro lado do mundo apenas para ir a uma… praia? A resposta, definitivamente, é não!

Não se trata aqui, é claro, de qualquer praia. Tratamos de algumas das praias mais idílicas do mundo.

Apenas para situar o leitor. O roteiro passou por Phi Phi Island (lê-se Pi Pi) e Krabi (pronuncia-se Krabí). A passagem por Phuket (fala-se Pukê) foi apenas para pegar o barco para Phi Phi Island.

E porque, a pergunta que não quer calar, nobre blogueiro, o senhor não quis passar num dos destinos MAIS visitados da Ásia? O senhor estava maluco?

Mas é claro que não. Explico. Como em todas as viagens, o tempo foi o fator determinante. Não tinha nada contra Phuket (obviamente) mas os relatos do binômio degradação/prostituição me afastaram de lá. Dizem que as praias são bonitas, mas que o turismo, por ser excessivamente explorado na área há muitos anos, tornou o local muito cheio e complicado. Esses foram os motivos que me tiraram de lá.

Já comentei num outro blog de viagens que, na minha opinião, não se deve gastar dias nem em Phuket e nem em Krabi. Se eu tivesse 4 dias de viagem para gastar em praia, ficaria os 4 em Phi Phi Island e só usaria Phuket e Krabi como pontos de embarque. Mas eu não sou dono da verdade, então cada um faz o que achar melhor. Caso alguém discorde, a caixa de comentários está aberta.

Como disse, usei Phuket apenas para pegar o ferry até Phi Phi Island. Saí do aeroporto direto para o píer, portanto não tenho conhecimento da cidade, infelizmente.

O ferry é fácil de pegar e tem diversos horários. É grande e confortável. Se o seu objetivo for apenas usar como base, sugiro Phuket. O ferry de Krabi (pegamos na volta) é menor e mais apertado. O tempo de viagem é o mesmo, então isso não é diferença. E o custo de táxis é similar. Em resumo, vá e volte por Phuket, que será mais confortável.

Compramos os tickets no aeroporto e não me arrependi. A ida foi direto de Phuket, com hora marcada. Eles te vendem um voucher com horário, que você troca com o pessoal do barco. Pagamos 400 Bahts cada um. Em Phi Phi Island, era possível encontrar a volta por 300 ou 350 Bahts, direto no píer. Assim, compre a ida no aeroporto de Phuket (pagando mais ou menos esse preço) e a volta, deixe para comprar no píer de Phi Phi. Táxis custam uns 400/500 bahts dos aeroportos até os píeres…

Phi Phi Island

Esse é o filé visual de toda a viagem. Phi Phi Island é o segundo lugar mais lindo do mundo em que estive (o primeiro é Bora-Bora). É espetacular! Lindo mesmo.

Vou colocar umas fotos da chegada para dar uma impressão do local:

(Não são fotos tiradas com câmera profissional e nem com nenhum tipo de filtro. São básicas tiradas de câmera comum ou iphone).

Aqui na praia não tem muito o que ficar falando. Ficamos no excelente Outrigger Phi Phi Island (lindo hotel, mas com serviço muito ruim) que nos trouxe toda a comodidade. Tiramos o tempo para descansar.

Existem alguns passeios típicos para se fazer na região. Há o passeio das ilhas (James Bond, Chicken Island) e o da Maya Bay, que é a famosa praia do filme “A Praia”. As duas primeiras são melhores de se fazer de Krabi e Phuket, pois são mais próximas. De Phi Phi Island são distantes e caras. Optamos por não fazê-los.

O da Maya Bay é clássico e imperdível. Além dela, o passeio inclui uma outra baía lindíssima, típica de filmes de Hollywood.

O único problema da Maya Bay são as multidões de chineses que invadem a praia. Muitos tours de um dia são organizados de Krabi e Phuket, assim a praia é lotadíssima. Aí vamos aos fatos:

(i) uns dizem para se ir logo cedo para aproveitar que a praia está mais vazia (as excursões saem das cidades pela manhã e chegam à Maya Bay por volta de 11 horas da manhã). Tá, até pode ser para quem é rato de praia. O problema é que amanhece tarde (tipo 7 da manhã) e o sol vai ficar mais a pino lá pelas 11 horas, meio dia. Assim, ir à praia vazia é perder o charme que o sol vai dar no mar, tornando-o mais azulado. Isso não funciona.

(ii) outros dizem para se ir ao meio dia. Foi o que fizemos. Saímos tarde do hotel (11 horas, horário não muito recomendado) e chegamos lá por volta deste horário. Posso dizer que estava cheio, mas não lotado. Se tivéssemos esperado um pouco mais (saído meio dia) pegaríamos a hora em que a turma das excursões já teria ido embora. Mesmo assim, apesar de lotada, acredito que fizemos um bom negócio e o passeio foi bom.

A grande diferença desta praia para as demais é o fato de ela estar circundada de montanhas e com um acesso por uma baía estreita. Isso a torna fechada e bela. Isso sem contar a cor da água, que é de matar.

Vamos às fotos?

O passeio, de longtail, custou 1500 Bahts o casal. Fomos num barco só nosso, fechado na hora, na vila que fica atrás do hotel. O passeio tinha 4 horas de duração e foi mais ou menos isso que tomou. O barqueiro foi muito simpático e tentou sempre nos mostrar os melhores lugares. Além disso, ainda quis passar no centro da ilha (píer) para que pudéssemos fazer compras. Dispensamos, mas estava incluído no passeio.

Além desse passeio, ficamos curtindo o hotel, que é ótimo. Para quem for ficar lá (recomendo) há uma vila atrás com alguns restaurantes e bares. Muito típico e bonito.

Krabi

Nosso passeio em Krabi se resumiu ao maravilhoso hotel Nakamanda. Se o seu objetivo for descansar, ficar de pernas pro alto sem fazer nada, recomendo. Ele fica numa praia não tão bela chamada Klong Nuang. Só vale mesmo pelo hotel.

A praia famosa de Krabi chama-se Ao Nang e nos disseram que havia um centrinho de compras por lá e uma praia bonita. Os resorts ficam mais afastados e numa praia que, se não tivéssemos conhecido Phi Phi Island, acharíamos bonita. Como fizemos o passeio na volta da ilha, ficamos até decepcionados com o visual, que em nada se parecia com o que tínhamos visto. Assim, como já disse antes, minha sugestão é cortar as cidades e focar na ilha. Mas eu não sou dono da verdade, repito.

Fotos?

Aí o leitor mais cri-cri vai dizer: mas você tá de má vontade porque não conheceu as ilhas (James Bond e Chicken Island) e nem a praia de Ao Nang, com suas lojinhas e etc?

Pode ser que sim. Mas digo o seguinte: o que vimos em Phi Phi Island não nos permitia ficar dando muitas voltas. A praia em frente ao nosso hotel era tão estonteantemente bela que, sinceramente, não tivemos a menor vontade de andar. Além disso, os deslocamentos são longos, os ferrys demoram tempo e minha esposa detesta barcos. Assim, temos um acordo de evitá-los sempre que possível. Caso o seu intuito seja outro (baladas e festas, por exemplo) pode ser que goste de Phuket ou de Krabi. Para mim, quando voltar lá (e isso ocorrerá um dia) serão apenas pontos de passagem para o ferry para Phi Phi Island…

Siem Reap (Angkor Wat) – Do you need a massage, sir? Just one dollar!

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

Você está diante do post mais importante desta viagem. O motivo; o que me levou para uma viagem de 24 horas até a Ásia e ao passeio pelo Camboja. E não me decepcionei, com certeza.

Este é um daqueles lugares que não te dá a real noção do que ele é até que você vá embora prá casa, veja as fotos e pense um pouco sobre o que viveu lá. Um breve passar de olhos por elas já me levou de volta ao Camboja, um lugar que certamente ficará guardando para mim como um dos inesquecíveis da minha vida.

Primeiramente, porque o povo do Camboja (já elogiado no post de Phnom Penh e no preparatório para o roteiro asiático) atinge seu ápice de simpatia em Siem Reap. Do motorista de tuk-tuk até os atendentes do hotel; das pessoas que nos servem nos restaurantes até os vendedores no mercado central; dos que nos oferecem massagem a todo lado e nos vendem os cacarecos pelas ruas: todos são fantásticos, simples e simpáticos. São a melhor coisa que existe lá.

Mas não é só isso. É o melhor sítio arqueológico que já visitei na vida! A conservação de Tulum ou de Chichen Itzá não passam nem perto do que vimos nas ruínas da civilização Angkor. O nível das construções está em bom estado de conservação, apesar de tudo.

Dicas iniciais

Não passei essas dicas em Phnom Penh para passá-las aqui, acreditando que este post será mais visualizado do que aquele…

Para entrar no Camboja, brasileiros podem obter o visto na chegada (visa on arrival). Em 2013 custava 20 USD. É obtido nos aeroportos e não tem galho. Quando se chega o sujeito já te indica para a fila específica e te faz pagar a taxa. Sem perguntas.

Roupas leves. Sempre elas. Aqui, como em Singapura, o calor tem as fases de insuportável e totalmente insuportável. Além disso, existe uma poeira chata que sempre nos acompanha. Os sítios são todos na terra e a pavimentação é apenas na rodovia central. Seu pé ficará encardido se você resolver ir de chinelo. Vá de tênis velho de cor escura que não tem erro. Além disso, use roupas o mais leve possível. Exceto Angkor Wat (o templo propriamente dito) que exige “vestimentas apropriadas” (bermuda abaixo do joelho para homens e mulheres e camiseta cobrindo os ombros) e um ou outro ponto específico, a maioria não exige nenhum tipo de traje comportado. Vá confortável. E não se esqueça de levar um chapéu ou boné e de muito protetor solar!

Existem alguns circuitos pré-definidos (Grande e Pequeno) que os tuk-tukers gostam de fazer. Além deles, há outros templos espalhados pela região, que podem te interessar. Nós não nos ativemos a nenhum circuito definido: fizemos o que aguentamos e achei mais importante. Olhar um mapa para ter noção do lugar é bastante interessante.

Dá prá ir de tuk tuk, de bicicleta, de carro alugado ou de van. Cada um sabe o que prefere, mas saiba que a bicicleta vai te limitar apenas a Angkor Thom. A não ser que você seja um estradista, que tope 40 ou 50 km de pedalada até os lugares mais distantes. O tuk tuk é tranquilo e mais em conta (entre 20 e 25 USD por dia tá bom). Se quiser contratar um guia, espere mais uns 25 USD. Normalmente, em alguns lugares, eles se oferecem para te explicar aquele templo específico. Como eu tinha lido que a maior parte dos guias não compensavam, optei por não contratar, mas em Bayon um guardinha nos pegou para explicar tudo e levou uma gorjeta. Tiramos fotos muito legais por lá, as chamadas “funny pics”. Os carros são mais confortáveis e possuem ar condicionado, o que é uma vantagem naquele calor absurdo. Assim, se você quer conforto, pode também pensar num carro por uns 40 USD. De resto era só dar uma lida no seu roteiro e guia para tentar entender um pouco da história e beleza.

Quase todo mundo que viaja para lá tem um grande tuk-tuker para indicar. É o que eu disse sobre o fato de a população ser altamente simpática o tempo todo. Em cada blog que a gente entra o dono indica um, dizendo que o Sr. fulano é fantástico, que ele faz isso, conhece aquilo, etc. Para não fugir da regra, indico o meu tuk-tuker (que ficou com a gente o tempo inteiro) como um dos ótimos de lá. Pode ir na recomendação que não tem erro: Apresento-lhes, o sr. Pheng.

Ele tem até site próprio, com recomendações de clientes…

Alguns tuk-tuks de lá são mantidos por estrangeiros e existem até os adotados por casais e grupos. Sempre levando em conta que estamos num dos lugares mais pobres do mundo…

Vamos para os templos, que depois a gente passeia pela cidade. Antecipo que vou falar um pouco da história, mas sem muitas delongas. Senão o post fica muito chato com muitas explicações minuciosas. Quem se interessar por um templo específico, certamente encontrará mais informações nos seus guias…

A civilização Angkor e Angkor Thom

Diferentemente de outros sítios arqueológicos em que a gente vai para um lugar e vê tudo lá, Angkor Wat é apenas uma pequena parte de uma região imensa de templos. Pelo mapa, você pode notar que existem muitos templos próximos de Siem Reap possíveis de ser visitados. Vamos tratar de um raio de uns 70 km de templos, apenas naquela região.

Assim, como eu disse, planejar é essencial. Cada um faz o roteiro que mais gosta, porém alguns tempos são essenciais. Vamos falar deles?

Historicamente falando, o templo de Angkor Wat precede Angkor Thom. O primeiro é do início do século XII e o segundo foi construído entre o final do século XII e início do XIII. Além deles, outros templos foram construídos em outras datas.

Angkor Wat

A cereja do bolo, o “must see”, a figura da bandeira e do dinheiro. O lugar não significa pouco, não. Foi construído pelo rei Suryavarman II, no início do século XII para ser a capital administrativa do império khmer. É, ainda hoje, considerado o maior templo religioso do mundo.

E não é por menos. Está muito bem conservado. Possui cobertura em grande parte de sua estrutura e suas paredes ainda guardam muito da época de sua construção. Mas aqui precisa ser feito um adendo.

Os reis khmer transitavam entre o hinduísmo e o budismo. Cada rei que assumia tinha suas próprias crenças e construía templos para os seus deuses. Mas não era só isso. Ele também se encarregava de trocar os deuses que ficavam nos templos já construídos, pelos seus próprios. Assim, os templos foram muito depredados até mesmo em datas próximas de suas construções. A figura do buda sentado era trocada pela de shiva meditando e vice-versa.

Angkor Wat foi, orginalmente, um templo hinduísta. Assim, as figuras desenhadas nas paredes eram de Shiva. Quando o rei rei Jayavarman VII (guarde esse nome que ele fez coisa prá caramba por lá) assumiu, ele se converteu ao budismo e mandou arrancar as figuras de shiva, trocando pelas de buda (sentados, ambas figuras guardam proximidade geométrica, por isso os espaços eram ocupados com alguma simetria). E isso ainda ocorreria mais algumas vezes, já que Jayavarman VIII era hinduísta e mandou voltar com as figuras de shiva, até que o último rei antes do abandono, Srindravarman, ex monge budista, adaptasse o templo ao budismo Teravada e assim ele ficou (e você aí pensando que só no ocidente que o pessoal se matava nas cruzadas por religião, hein?)…

Vamos às fotos?

Chegando

Guardado pela Naga

Apsarás

Aqui acontece o famoso nascer do sol. É concorridíssimo. Muitas pessoas (menos nós) acordam às 3:30 da manhã para vê-lo. Infelizmente eu não estava nesta vibe. O pôr do sol por aqui também é bonito, mas aí quem não colaborou foi o tempo, que estava meio fechado e não nos permitiu vê-lo. Teve um segundo pôr do sol num outro templo, que também não foi legal. Aquela semana estava meio nublada…

Com toda a história e mística, Angkor Wat é O TEMPLO de lá. Esse aí, tem que estar no roteiro…

Angkor Thom e Bayon

Angkor Thom foi construída pelo rei Jayavarman VII (lembra dele, o budista) para ser a nova sede do reino khmer. Ele fortificou a cidade, que é toda murada. Possui 5 portões, já que o lado leste tem dois. É um grande espaço, com alguns lugares legais para se ver, como o terraço dos elefantes e o do rei Lemper.

Ali fica outro templo interessantíssimo de se ver: Bayon.

É conhecido como o templo das faces, já que ele possui 216 faces diferentes  do próprio rei, segundo alguns estudiosos. Como Angkor Wat, também foi trocado várias vezes de religião – nasceu budista, virou hinduísta e terminou budista de novo…

É outro templo que tem que ser visto. Está bem conservado e suas faces são muito intrigantes. Ali a gente consegue fazer várias fotos engraçadas, face a face com o rei e etc. É próximo de Angkor Wat e de Siem Reap.

As sempre presentes apsarás

Aqui fica uma explicação, já que é impossível ir a um lugar desses sem entender minimamente sua cultura. As apsarás são figuras mitológicas hindus e budistas que correspondem a espíritos femininos das nuvens e das águas. São símbolos de fertilidade e têm como missão guiar os guerreiros mortos em combate ao paraíso e casarem-se com eles.

Há representações de apsarás em todos os templos que fomos. Elas são onipresentes e cada uma de uma forma diferente. Há templos em que há milhares, cada uma numa posição diferente…

Visitar Bayon e suas faces certamente tornará a viagem mais rica!

Ta Prohm e Banteay Kdei

Bom, bom, bom. O pessoal que gosta de cinemas e jogos deve ter ouvido falar desses dois, principalmente o primeiro. Ali foi gravado Tomb Raider. A Angelina Jolie também é uma das responsáveis pelo aumento do turismo no Camboja e por tê-lo tornado um destino “popular”.

Esses dois templos ficam fora de Angkor Thom, à sua direita (visto de frente). Coloquei-os juntos, no mesmo post, porque guardam algumas semelhanças. A principal delas, visível pelas fotos, é o fato de ambos terem sido deixados mais ou menos como quando encontrados, com várias árvores tomando o espaço dos templos. Ambos são exemplos de como a natureza tomou Angkor. Dizem que todos os outros também foram encontrados desta forma. Assim, foram deixados para que os visitantes tivessem essa noção um pouco diferente, apesar de haver reformas no lugar que visam dar uma limpada no visual.

Lembram-se do Jayavarman VII, que eu fiz menção em Angkor Wat? Então, ele mesmo é o responsável por estes dois templos, ambos construídos do meio do século XII até o início do XIII.

Segundo a wikipedia, esses templos não são tão adornados quanto outros nas paredes. Sinceramente, não percebi tanta diferença não. As apsarás estão lá, buda também, e os desenhos em baixo-relevo, idem. A construção foi feita com arenito de baixa qualidade, o que explicaria um pouco da atual situação do templo. Também aquela velha conversa dos iconoclastas e sua invariável busca por destruir tudo o que remetesse a um deus que não fosse o seu, explicam um pouco da depredação ocorrida lá.

Além disso, é importante ressaltar que muitas técnicas diferentes já foram utilizadas na tentativa de restaurar o sítio. E nem todas foram realizadas de maneira adequada. Alguns indianos, no início da restauração (e isso é geral para todos os templos), utilizaram ácidos corrosivos que, na tentativa de limpar as pedras, as deterioravam. Assim, há algumas falhas em todos os templos, causadas por esta tentativa fracassada.

Atualmente, eles buscam causar o mínimo de dano ao sítio, com técnicas de restauração mais modernas que visem a preservar as pedras e suas esculturas.

Vamos a algumas fotos dos templos?

Ta Prohm

Banteay Kdei

Em Ta Prohm é mais nítida a presença da natureza. Banteay Kdei também tem árvores, mas está mais “limpo”…

Banteay Srei (ou Srey)

Disseram que em khmer, Banteay Srei significa “cidade das mulheres ou da beleza”. De qualquer modo, esse templo é conhecido como Templo das Mulheres e foi o mais afastado que visitamos (eu já tinha lido sobre ele na internet, mas o nosso tuk-tuker, mesmo ciente da distância, fez questão de nos levar até lá).

Ele fica uns 35 km longe de Angkor Thom. Portanto, prepare-se para muita poeira pelo caminho e uma demorada viagem (35 km de tuk-tuk é uma hora e mesmo de carro, com estradas pequenas e apertadas, leva bastante tempo).

O templo tem uma coloração avermelhada de arenito e é bem pequeno. Um dos mais facilmente percorridos de lá. Em comparação com os outros, é quase um “mini templo”. Mas nem por isso não merece ser visto. Aliás, pelo contrário: ele MERECE ser visto.

Foi construído não por um monarca, mas por um conselheiro chamado Yajnavaraha no reinado de Rajendravarman II, em meados do século X. É, portanto, um templo que precede Angkor Thom, Angkor Wat e a região mais próxima da atual Siem Reap. Tem origem hinduísta e é dedicado a Shiva.

Vamos ao templo: ele é feito todo de arenito vermelho, diferente, portanto, de todos os outros. É ricamente decorado com apsarás e cenas de batalhas da religião hinduísta. É cercado por um lago. Enfim, vamos às fotos para maiores esclarecimentos…

Certamente foi um dos templos em que eu mais tirei fotos. Apesar de pequeno, a arquitetura e decoração são muito bonitas e adornadas. Imaginar aquilo em seu auge foi muito interessante….

Outros templos

Estes não foram os únicos templos que visitamos. Não fizemos os pré angkorianos (que são muito distantes), apenas os que estavam mais próximos de Siem Reap. Visitamos, ainda, Preah Kahn (que é outro com árvores, contemporâneo de Banteay Kdei e Ta Prohm – e que eu gostei muito mais do que de Banteay Kdei) e vimos o pôr do sol em Phnom Bakheng (Phnom, em khmer, quer dizer colina) que era no alto de uma montanha (é outro que exige vestimentas adequadas para se visitar). Esse templo é muito procurado para o pôr do sol. Subimos até lá, mas, como já disse, o tempo estava meio nublado e não deu para ver um pôr do sol perfeito. Foi meia boca. E a subida é forte (principalmente depois de um dia inteiro de templos e sobe e desce). É cansativo!

Deixo umas fotos de lá para ilustrar…

Siem Reap (a cidade)

Ufa! Depois de tanto caminhar por templos; subir e descer escadas; comer poeira, enfim, todo o périplo que um sítio arqueológico exige, chegamos na cidade de Siem Reap. O que fazer?

Em primeiro lugar, eu sugiro que se pegue algum hotel com piscina. Tudo lá é barato e, exceto o pessoal que tem alma de mochileiro, sugiro que durmam em algum bom hotel da cidade. O Golden Temple, onde ficamos, é altamente recomendado.

A cidade de Siem Reap não tem muitos atrativos. Pelo que notei por lá eles estão objetivando dar mais opções ao turista que vai para lá (para aumentar o número de dias dos visitantes, que normalmente se restringe a um ou dois), com passeios por campos onde havia minas, passeios com elefantes, etc. Interessante, também, é que seu hotel esteja próximo da Pub Street e do Mercado Central. Senão vai ficar complicado fazer as coisas legais que o lugar oferece.

A Pub Street fica ao lado do mercado central. É uma rua movimentada, com muitos restaurantes, bares e cafés. Encontra-se culinária internacional de boa qualidade por lá. É só escolher um lugar para sentar!

Uma das, infelizmente, muitas bandas de mutilados por minas terrestres…

O mercado central de lá é muito bom e não é necessário passar por Phnom Penh se o objetivo for exclusivamente comprar coisinhas. Fomos aos dois mercados e, sinceramente, quase tudo o que tem em um, tem no outro….

Passear por ali de noite, depois de um dia repleto de atividades é extremamente agradável e aprazível…

O fim

Quando dissemos que íamos ao Camboja, muitas pessoas nos olharam estranhamente, perguntando: o que vão fazer lá?

Nós mesmos, quando partimos, sentimos um pouco de receio em relação ao que iríamos encontrar por lá. Já podemos nos considerar viajantes de média quilometragem, então não nos surpreendemos facilmente com qualquer perrengue… O que posso dizer a todos é: Visitem o Camboja! Não há lugar com pessoas mais amáveis no mundo! Há boa qualidade de comida internacional (porque a asiática é complicada) e boa estrutura turística. Não me senti inseguro em lugar nenhum. As pessoas estão sempre prontas a nos ajudar e há um inglês razoável (eu disse razoável, não perfeito) em quase todos os lugares. É mais fácil para um estrangeiro visitar o Camboja do que o Brasil, com certeza. Neste quesito, o índice de inglesabilidade das pessoas por lá é muito maior!

Além disso, eles possuem um dos sítios arqueológicos mais interessantes do mundo (se não o mais). Os aeroportos são bons, e as companhias aéreas que fazem os vôos por lá, confiáveis.

É claro que a estrutura do país é precária e a população, infelizmente, paupérrima. Mas isso vai mudar com o tempo (espero) já que o turismo para lá só aumenta e é fonte de renda para muitas pessoas. Não hesito em dizer: Visite o Camboja. Sua vida nunca mais será a mesma*

*Não recebo nada, de nenhum lugar, para recomendar destinos. Quando isto ocorrer (se ocorrer algum dia) será avisado no início do post.

Phnom Penh – Do you need a tuk-tuk, sir?

Se você chegou até aqui pelo google, não deixe de passar por este post para entender como planejar o seu roteiro pelo sudeste asiático…

Phnom Penh (lê-se Non Pen ou, se você for bom com a língua, aquele som com a língua entre os dentes…)

Inicialmente, a capital cambojana não fazia parte do nosso roteiro. Iríamos apenas para Siem Reap ver as ruínas de Angkor. Porém, após uma breve pesquisa e alguns vídeos pela internet, concluí que não poderia visitar o Camboja sem conhecer sua capital. Deixamos apenas um dia, pois, para ela. Digo que foi pouco. Se você tiver duas noites, considere ficar lá por mais tempo.

A capital cambojana tem muito mais a ver com seu povo do que com os monumentos. Phnom Penh foi construída justamente para ser a nova capital dos khmers, povo que tinha construído Angkor e a abandonou. Na Tailândia, me disseram que a mudança de capital se deu em razão do temor com as invasões tailandesas (Angkor Wat fica muito próxima da fronteira com a Tailândia), mas os cambojanos podem dizer que é uma mera mudança administrativa, ora bolas…

O povo cambojano é FANTÁSTICO. Um dos mais hospitaleiros que visitamos até hoje. Os cambojanos são pobres, alguns paupérrimos, mas não tiram o sorriso espontâneo do rosto. Essa é a maior diferença em relação aos tailandeses, por exemplo. Por estarem tão acostumados com turistas desde muito tempo, os tailandeses são muito mais “maliciosos” do que os cambojanos. O cambojano é ingênuo, até, mas não bobo, é claro.

Como pontos turísticos, Phnom Penh tem dois mercados (o russo e o Central), um belo palácio, um campo de extermínio de pessoas (nos arredores) e uma prisão de interrogatório. A cidade transita, então, pelo seu passado do Khmer Rouge e o presente budista e mercador.

Visitamos o mercado Central, o Palácio e a prisão. Deixamos os Killing Fields e o mercado russo para uma próxima visita (que realmente deve ocorrer um dia).

Phnom Pehn tem muito de seu passado pelas ruas, com, infelizmente, muitas pessoas mutiladas pelas minas terrestres. Não vi grandes resquícios da guerra do Vietnã por lá e existe alguma memória sobre o que o nosso Pol Pot fez por lá.

O povo cambojano é, na sua maioria, budista, o que faz com que haja muitas imagens de buda pela cidade, além de monges por todos os lados…

Breve história

O Camboja é um país muito rico em história neste último século. Se na época dos khmers eles brigavam com a Tailândia e alguns vizinhos, após este período eles passaram por uma colonização francesa (de 1863 a 1953) interrompida pelo período da II Guerra Mundial, quando caiu nas mãos dos japoneses. Depois disso ficou independente e viu nascer um grande sentimento nacionalista. O rei Norodorm assumiu o país e ficou ali até 1970, quando seu Marechal Lon Nol dá um golpe de Estado e toma o poder. Esse Lon Nol fica no comando até 1975, quando as tropas de Pol Pot marcharam por Phnom Penh e tomaram de novo o poder. Aí eles ficaram até 1978 derramando muito sangue por lá, até serem depostos por um governo “amigo” vietnamita.

Briga vai e briga vem, a turma do Pol Pot seguiu lutando contra o governo até 1990 (quando o comunismo oficialmente acabou, com a queda do Muro de Berlim um ano antes). A ONU interveio, tomou um pouco de conta da situação e, em 1993, chamou o rei de volta para lá, instalando uma monarquia constitucionalista no país. Até 1998 a situação continuou complicada, pois Pol Pot estava na floresta e seu fantasma ainda existia sobre os governantes. Em 1998 ele “morreu de ataque cardíaco” segundo as fontes oficiais. As conversas no Camboja dão conta de que ele foi é assassinado pelo atual primeiro ministro, Hun Sen. Estava, assim, pacificado o país, para que tentasse renascer das cinzas após um século tão conturbado quanto o XX.

Diferentemente de tantos outros locais históricos, onde tudo se passou há tanto tempo (por exemplo Berlim), Phnom Penh ainda tem nas ruas muitas pessoas que realmente viveram esses períodos. Aparentemente os temas ainda são bastante presentes por lá, apesar do povo não falar sobre isso facilmente. A gente consegue conversar um pouco, mas acho que é um tema que incomoda as pessoas…

Pensei, erroneamente, que o pessoal falasse um pouco de francês por lá e que essa língua, apesar de não dominante, ainda fosse fluente. Nem pensar. Eles falam e são alfabetizados em khmer (que tem alfabeto próprio). Os resquícios de colonização francesa são alguns restaurantes e os casarões na região central e beira rio. O hotel que ficamos, o ótimo The Pavilion, é uma dessas mansões restauradas…

Enquanto o tema está fresco, vamos começar por Tuol Sleng (ou S-21)

Tuol Sleng (S-21)

Pense no inferno. Pensou? Piore um pouco. Talvez assim você chegue próximo do que foi esse absurdo.

Tuol Sleng foi uma prisão de interrogatório, usada pelo Khmer vermelho para combater opositores do regime.

Como todos os governantes que tomam o poder na marra, o Pol Pot tinha mania de perseguição. E isso, obviamente, incluía TODO MUNDO. Então ele teve a brilhante ideia de transformar uma escola secundária em centro de interrogatório, tortura e genocídio (nem se pode falar em assassinato, porque as proporções foram absurdas). Ali ele executou todo o tipo de tortura psicológica, física e mental nos coitados dos cambojanos. Pelo que pudemos perceber nas placas, todo mundo era inimigo até prova em contrário. Não é que o cara pegava realmente inimigos e opositores e os maltratava. Ele fazia isso com todo mundo. Um jardineiro, um mecânico, um verdureiro, por exemplo, pessoas que nem politicamente engajadas eram, foram torturadas e assassinadas sob a desculpa de estarem a serviço da CIA. Um dos relatos que eu li lá, dão conta de um mecânico, que, diariamente torturado, confessou ser agente infiltrado da CIA. Era muito provável que ele não fizesse ideia do que era a CIA…

A prisão tem cinco prédios e cada um deles foi dividido para tipos de presos. As fotos são chocantes…

A lousa foi mantida, lembrando que aquilo tinha sido uma escola…

A prisão foi dividida em salas e cada sala de aula teve construídos muros que correspondiam a uma cela. Cada cela, de mais ou menos 2 m2, armazenada um homem ou mulher. Havia algumas de madeira e outras de alvenaria. Eram parcamente iluminadas, e com nula higiene. As pessoas ficavam acorrentadas, inclusive nas celas.

As camas serviam para tortura. As pessoas eram deixadas amarradas nessas camas para serem torturadas. Frequentemente morriam por lá. Um horror sem tamanho…

Essa gravura mostra um tipo de tortura a que os prisioneiros eram submetidos. Pelo que li nas placas por lá, eles desenvolveram (ou copiaram) uma técnica de “dobrar” as pessoas até um limite de quebra da coluna. Nesse ponto, tomados pela dor, os torturados desmaiavam. Aí os torturadores colocavam a cabeça dos torturados dentro de latrinas, para que eles acordassem rapidamente pelo odor. Neste momento de “plena consciência” eram inquiridos sobre sua colaboração com outros governos inimigos e etc…

Consta que a descoberta de Tuol Sleng ocorreu porque um fotógrafo vietnamita seguiu uma “trilha de corpos”…

Os últimos quatorze, que foram descobertos quando o local foi tomado, estão sepultados por lá… Isto, obviamente, foi uma sorte, já que os outros 20 e tantos mil que foram assassinados antes não tiveram, também, direito a um enterro digno.

Aí o leitor vai perguntar: peraí, você é maluco? Doido? Viaja 20 mil quilômetros para ficar vendo torturas e histórias horrendas? Que tipo de bicho te mordeu?

E eu respondo: nenhum. Eu simplesmente acho que pessoas demais já sofreram neste mundo para a gente achar que tudo está aqui deste jeito por acaso. Esta história, e a contada no campo de Sachsenhausen, por exemplo, devem servir de modelo para que essas coisas NUNCA mais aconteçam nesse mundo. É por esse motivo que as memórias existem. Para que esses absurdos não ocorram mais.

O Pol Pot, na minha opinião, é ainda pior do que o Hitler porque ele dizimou um terço do seu próprio povo. Hitler, pelo menos, dizimou um povo que ele não considerava como seus semelhantes. Pol Pot matou um terço dos khmers, gente da sua própria gente…

Enfim, o lugar me deixou revoltado, mas valeu a pena conhecê-lo…

Dos doze sobreviventes, quatro ainda estão vivos e ficam por lá. Se interessar a história deles, dá prá conversar na saída, perto da livraria.

O palácio e a silver pagoda

Saindo da parte “macabra” de Phnom Penh, a cidade também possui uma bela obra de arquitetura. Falo do palácio real.

Dizem que o palácio real de Phnom Penh é baseado no de Bangkok, só que em menor escala. Até achei que a arquitetura de ambos seja meio similar, mas o de Bangkok é muito maior…

O rei ainda mora por lá, por isso grande parte dos palácios é fechada (assim como em Bangkok, mas lá o rei não mora mais no palácio). Assim, a visita fica meio limitada aos jardins e à parte externa.

Vamos passear?

Taí a Naga, guardando o palácio, como em Angkor Wat…

Os palácios são muito bonitos (como se nota pelas fotos) mas a visitação interna é limitada. A silver pagoda (um templo budista de chão de placas de prata), por exemplo, não permite fotos internas (ainda vou entender isso um dia, o motivo de limitarem fotos internas em monumentos históricos). É um local bonito, faz parte do complexo e serve para orações.

Turisticamente, é um lugar relevante, daqueles que não se pode perder em uma viagem até lá. Mas o complexo não é grande e pode ser visitado rapidamente. Basicamente são dois lugares, o palácio e a pagoda com chão de prata.

E não é que eu queira meter o pau à toa não, mas como um país tão pobre como o Camboja pode se dar ao luxo de ter um palácio tão suntuoso? Os caras cortam a grama lá dentro e o povo morre de fome lá fora… Mas enfim…

Mercado Central

Amigo pechincheiro, amiga fuçadora… preparem-se! Essa é a meca do consumo cambojano. Eis o Mercado Central de Phnom Penh!

E o que que vende lá, seu blogueiro?

TUDO! Quer peixe? Tem. Quer joia? Tem. Quer comida? Tem. Quer fruta? Tem. Quer roupa? Tem. Quer acessórios para a casa? Tem. Enfim, tem tudo.

Dá prá gastar umas boas horinhas pechinchando e comprando todo tipo de quinquilharia. Quando fomos, havia um bazar do lado de fora em que estavam vendendo roupas masculinas de boa qualidade com aquele precinho camarada que só o Camboja tem…

O prédio é bonito, mas já foi ocupado de tudo quanto é jeito (interna e externamente). Lá, também, tivemos o privilégio de ouvir música brasileira da melhor qualidade, tipo exportação: garota tantão!

Pensamos, inicialmente, que se tratava de um mercado de frutas e legumes. Mas não é. As roupas são de baixa qualidade, estilo falsificações baratas. Mas existem coisas interessantes também. Compramos toalha de mesa de ótima qualidade, além de alguns outros objetos para casa. Vale o passeio por lá.

Como disse, ficaram faltando os Killing Fields (que segundo a moça me falou são piores do que Tuol Sleng) e o mercado russo. Ficarão para a próxima.

O que não vai ficar para a próxima é a vista do rio Mekong (o grande motivo que me levou para Phnom Penh):

Essa é a vista da janela do Blue Pumpkin, um restaurante/lounge excelente. Tem em Phnom Penh e em Siem Reap…

(Não ganho nada para falar bem de restaurante, ainda mais no Camboja…)

Vale a pena visitar, seja em Siem Reap ou em Phnom Penh. Eles possuem um delicioso shake de manga, além de pratos de ótima qualidade. Como tudo é muito barato no Camboja, dá até para frequentar o lugar toda hora…

Nossa outra experiência gastronômica foi neste outro acima. Comemos comida khmer neste bistrô, que fica na Sisowath quay, a avenida beira rio.

Até que para quem só ia dar uma “passadinha” por Phnom Penh, o passeio rendeu bastante… E eu já estou com saudades…